Edição: 303

Diretor: Mário Lopes

Data: 2026/2/3

Entre Marinha Grande e Leiria

Presidente da Câmara da Marinha Grande reivindica isenção de portagens no troço da A8

O presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, reivindicou esta segunda-feira, 2 de fevereiro, junto do ministro das Infraestruturas e Habitação, Infraestruturas de Portugal e Auto-Estradas do Atlântico, a isenção imediata do pagamento de portagens no troço da A8 que serve o concelho, entre a Marinha Grande e Leiria.

Esta reivindicação é feita face ao impacto severo provocado pela Tempestade Kristin e às dificuldades de mobilidade e operação que continuam a afetar empresas, trabalhadores e residentes e que congestionam a EN 242.

Paulo Vicente defende que “a Marinha Grande vive uma situação excecional, que exige medidas excecionais”. O edil recorda que “em condições normais, mais de 20 000 veículos por dia circulam no eixo Marinha Grande–Leiria, incluindo um volume muito significativo de camiões pesados. Este é um corredor absolutamente vital para o funcionamento do nosso tecido económico e para a mobilidade diária da população.”

Para além deste facto, “neste momento, com a devastação causada pela Tempestade Kristin, esse fluxo tornou se ainda mais crítico. Temos trabalhadores, empresas, viaturas operacionais, equipas de emergência, voluntários e serviços essenciais que dependem desta ligação para atuar rapidamente e com segurança.”

A isenção temporária das portagens no troço da A8 “é uma necessidade imperiosa operacional. Precisamos de aliviar com absoluta urgência a pressão sobre as famílias, as empresas e todos os que estão a contribuir para a recuperação do concelho.”

É fundamental manter a via EN 242 o mais desimpedida possível. “Estamos a falar de um corredor absolutamente essencial para o trabalho de máquinas pesadas, operações de limpeza, remoção de árvores de grande porte, transporte de escombros, circulação de ambulâncias e deslocações das equipas de socorro. Qualquer congestão nesta via compromete diretamente a segurança, a rapidez de resposta e a eficácia das operações no terreno”, acrescenta o Presidente Paulo Vicente.

Neste contexto, “a suspensão das portagens da A8 permitirá redistribuir o tráfego, aliviar a EN 242 e garantir condições de circulação mais adequadas às equipas que estão a trabalhar 24 horas por dia para restabelecer a normalidade. Não podemos exigir à nossa comunidade que pague mais para ajudar a reconstruir-se. Precisamos de medidas que facilitem — e não que dificultem — o enorme esforço que está a ser feito por todos”, concluiu.

    Fonte: GCI|CMMG

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