Comissão Distrital de Proteção Civil fez ponto de situação para os próximos dias
Médio Tejo já ativou 11 planos municipais de prevenção dos efeitos das cheias
2026-02-02 22:33:12

David Lobato e Manuel Jorge Valamatos
Face às previsões meteorológicas adversas para os próximos dias, teve lugar esta segunda-feira, 2 de fevereiro, no Sub-Comando Regional de Proteção Civil do Médio Tejo, na Praia do Ribatejo, uma conferência de imprensa da Comissão Distrital de Proteção Civil onde foi feito um balanço da situação atual da região no que diz respeito à subida do nível das águas dos rios e avaliação da evolução previsível.
David Lobato, Comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo, começou por referir que já estão ativos 11 planos municipais no Médio Tejo e avançou que “é expectável que o Distrito de Santarém e Sub-Região do Médio Tejo continuem a ser afetados com períodos de chuva e vento forte”, agravando-se o cenário de risco para pessoas e bens com a situação de cheias e inundações, com a subida dos caudais do Tejo e do Zêzere e das diversas ribeiras afluentes, num território já afetado pelas consequências da recente depressão Kristin,
O Comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo salientou que há um reforço de equipas a realizar a monitorização permanente da subida dos leitos e que “os meios estão no terreno, preparados para agir”. A ativação do Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil garante mecanismos de coordenação reforçados, integrados e de âmbito nacional para uma resposta operacional mais rápida e eficaz.

Rio Tejo em Abrantes
O presidente da Câmara Municipal de Abrantes e presidente da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, Manuel Jorge Valamatos, aproveitou a ocasião para agradecer “a todas as estruturas da Proteção Civil que estão há vários dias envolvidas neste processo de apoio às nossas comunidades” e também “aos cidadãos pelo sentido de responsabilidade, cidadania e solidariedade sempre presente”, pedindo a todos “que cumpram as regras, as normas e as orientações da Proteção Civil para todos em conjunto ultrapassarmos este momentos difíceis que a nossa região está a viver”.
Na sequência da tempestade Kristin, há áreas fragilizadas, com habitações danificadas, telhados soltos, queda de árvores e postes.
Manuel Jorge Valamatos, avançou que, no concelho de Abrantes “ainda temos dezenas de habitações sem energia” e mencionou a campanha de recolha de lonas e telhas para as populações afetadas no nosso concelho e nos concelhos vizinhos que está a decorrer, sendo que os interessados em colaborar poderão entregar os donativos no estaleiro municipal, sito na Zona Industrial de Abrantes (Norte) ou nas Juntas de Freguesia.
Recorde-se que a situação de calamidade foi prolongada em Portugal continental até 8 de fevereiro, por decisão do Conselho de Ministros realizado este domingo, dia 1 de fevereiro.
Fonte: DC|CMA

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