Edição: 303

Diretor: Mário Lopes

Data: 2026/2/21

Apesar de reconhecer a resposta exemplar à Tempestade Kristin

Assembleia Municipal da Batalha alerta para agravamento da situação financeira do Município após as tempestades

Assembleia Municipal reconhece a resposta exemplar à Tempestade Kristin

A apresentação do Relatório de Resposta e Recuperação à Tempestade Kristin e a Avaliação do Cumprimento do Plano Municipal de Emergência teve lugar no dia 19 de fevereiro, na sessão ordinária da Assembleia Municipal da Batalha.

Perante um fenómeno meteorológico de carácter excecional, que obrigou à declaração de situação de calamidade a partir de 28 de janeiro, foi detalhada a atuação do Município nas várias fases da emergência: ativação imediata do Plano, funcionamento permanente da Comissão Municipal de Proteção Civil, mobilização integral dos meios disponíveis e coordenação contínua entre Bombeiros, GNR, Serviços Municipais, entidades de saúde, Forças Armadas, empresas, associações e voluntários.

A avaliação técnica concluiu que todas as medidas previstas no Plano Municipal de Emergência foram cumpridas, tendo a resposta, em matéria de comunicação pública e mobilização comunitária, superado os procedimentos inicialmente previstos.

A Assembleia Municipal aprovou ainda um voto de louvor dirigido a todas as instituições, empresas, associações, forças de segurança, câmara municipal, juntas de freguesia e proteção civil, militares, voluntários e cidadãos que responderam de forma exemplar, solidária e sacrificada à catástrofe, contribuindo decisivamente para a estabilização do território.

Num contexto financeiro altamente condicionado foi igualmente sublinhado que esta resposta ocorreu num quadro financeiro particularmente exigente.

O Município iniciou o novo ciclo autárquico com 23.567.864,79 € em compromissos plurianuais assumidos, um aumento superior a 14,8 milhões de euros (+269%) face ao início do ciclo anterior (8,7 milhões de euros em 2021).

A Tempestade Kristin veio agravar esta realidade, introduzindo encargos extraordinários com operações de emergência, mobilização de meios, reposição de infraestruturas, reparação de equipamentos municipais e apoio social às populações afetadas. Segundo os últimos dados apurados, os prejuízos municipais já ultrapassam os 10 milhões de euros, sendo que o valor deverá aumentar com a continuação dos trabalhos de avaliação em curso.

Esta conjugação de uma herança financeira pesada com um evento de calamidade coloca o Município perante uma pressão orçamental sem precedentes, exigindo rigor absoluto na gestão, redefinição de prioridades e uma estratégia firme de contenção e reprogramação de investimentos.

A Assembleia Municipal destacou, contudo, que a resposta demonstrou liderança, coordenação institucional e forte coesão comunitária, assumindo-se agora o compromisso de avançar para uma fase de reconstrução responsável e sustentável.

Fonte: GCRP|CMB

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