Edição: 304

Diretor: Mário Lopes

Data: 2026/3/12

Mapas detalhados dos prejuízos foram submetidos à CCDR

Tempestade “Kristin” provoca mais de 143 milhões de euros em prejuízos no concelho da Marinha Grande

Paulo Vicente com o ministro da Economia e Coesão Territorial

O Município da Marinha Grande submeteu à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR C) os mapas detalhados dos prejuízos provocados pela tempestade Kristin, que, no dia 28 de janeiro, atingiu com grande violência todo o concelho, causando danos significativos em infraestruturas, equipamentos e áreas naturais.

De acordo com a avaliação técnica realizada pelos serviços municipais, os prejuízos ultrapassam os – 143 milhões de euros, assim distribuídos:

– 132 milhões de euros — danos em equipamentos e infraestruturas municipais, incluindo edifícios públicos, vias rodoviárias, sistemas de drenagem, espaços verdes, equipamentos desportivos e culturais;

– 1,13 milhões de euros — prejuízos registados pelas Juntas de Freguesia;

– 10 milhões de euros — danos reportados por Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), associações, coletividades e entidades religiosas do concelho.

O presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande, Paulo Vicente, sublinha “a gravidade da situação e a necessidade urgente de resposta, uma vez que estamos perante uma das maiores destruições registadas no concelho nas últimas décadas. A dimensão dos prejuízos é avassaladora, tanto ao nível das infraestruturas municipais como das nossas instituições, que desempenham um papel essencial no apoio à comunidade.”

Apesar de não estarem incluídos no levantamento submetido à CCDR C — por não dependerem de reporte direto ao Município — Paulo Vicente destaca que “as empresas do concelho também sofreram prejuízos muito elevados, quer em equipamentos e estruturas, quer em matéria prima, maquinaria, armazéns e períodos prolongados de paragem produtiva. Estes impactos agravam ainda mais o cenário de destruição provocado pela tempestade Kristin.”

O autarca reforça que “a reconstrução será um processo exigente, que exigirá recursos avultados e trabalho articulado entre entidades locais, regionais e nacionais. A nossa prioridade é clara: garantir que ninguém fica para trás. Estamos a trabalhar com todos os parceiros para acelerar procedimentos, assegurar os apoios necessários e restabelecer condições de normalidade para as famílias, para as instituições e para o espaço público.”

    Fonte: GCI|CMMG

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