30% dos utilizadores estão sem comunicações móveis e 40% sem ligações fixas
Populações do concelho de Pombal exigem reposição rápida de comunicações fixas/móveis
2026-03-02 00:41:45
27 dias após a passagem da tempestade Kristin, o concelho de Pombal continua sem o restabelecimento das redes de comunicações móveis e fixas, afetando cerca de 30% dos utilizadores de comunicações móveis e 40% das ligações fixas. Para o presidente da Câmara Municipal e presidentes de Junta de Freguesia do concelho, “esta situação prolongada é absolutamente incompreensível e inaceitável”, recordando que “a persistência destas falhas tem provocado prejuízos económicos significativos, impedindo centenas de empresas e trabalhadores independentes de retomarem a sua atividade normal.”
Do ponto de vista social, o impacto é igualmente significativo. Centenas de munícipes continuam sem acesso regular a serviços públicos fundamentais, como saúde, correios e instituições bancárias, porque dependem de sistemas de comunicação que permanecem inoperacionais. A ausência de rede fixa impede ainda o acesso a internet e televisão, agravando o isolamento de muitos residentes, incluindo idosos e pessoas que vivem sozinhos.
Para além da extensão dos danos, é igualmente grave o que consideram “a inércia das Operadoras. Até ao momento, não foi apresentada às autarquias qualquer informação, nem qualquer previsão de restabelecimento total dos serviços. Apesar das inúmeras tentativas de contacto, as administrações das Operadoras têm-se mantido silenciosas, manifestando alheamento perante a população e o território que servem.”
Face ao exposto, a Câmara Municipal de Pombal e as Juntas de Freguesia do concelho de Pombal apelam às Operadoras MEO, NOS, Vodafone e DIGI para que adotem, rapidamente, as medidas necessárias para garantir o restabelecimento integral das redes de comunicações móveis e fixas em todo o concelho.
Os autarcas sublinham que “a reposição destas infraestruturas não é apenas uma questão técnica: é um imperativo social e económico. O concelho de Pombal não pode continuar a ser penalizado pela falta de resposta atempada e eficaz das entidades responsáveis.”

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