Edição: 304

Diretor: Mário Lopes

Data: 2026/3/25

Após publicação em Diário da República

Zona Livre Tecnológica de Abrantes para as Energias Renováveis já está criada

Antiga Central do Pego

Foi publicado no dia 24 de março, em Diário da República, a portaria que aprova e define os requisitos da Zona Livre Tecnológica (ZLT) de Energias Renováveis de Abrantes, ficando assim formalmente criada esta infraestrutura de inovação e experimentação, de elevada relevância estratégica para o concelho de Abrantes e para toda a região do Médio Tejo.

A ZLT de Abrantes constitui-se como um espaço dedicado à investigação, desenvolvimento, demonstração e teste, em ambiente real, de tecnologias, produtos, serviços, processos e modelos inovadores ligados à produção, armazenamento e autoconsumo de energia a partir de fontes renováveis, no contexto da transição energética e do processo de descarbonização associado ao antigo complexo termoelétrico do Pego.

Centrada nas energias renováveis, a ZLT de Abrantes abrange três zonas estratégicas: uma localizada no TAGUSVALLEY – Parque de Ciência e Tecnologia, orientada para a inovação tecnológica; outra na zona norte do concelho, coincidente com a Zona de Intervenção Florestal (ZIF) de Aldeia do Mato, dedicada à valorização da biomassa e reordenamento florestal; e uma terceira que cobre toda a zona sul do concelho, com exceção da área de servidão militar de Santa Margarida, com um papel central no desenvolvimento de projetos de transição energética, incluindo o antigo perímetro da Central do Pego.

O presidente da Câmara Municipal de Abrantes manifesta regozijo pela publicação da referida portaria por representar mais um passo decisivo “para construir novas oportunidades para o futuro de Abrantes e da nossa região”, uma vez que se trata “de uma oportunidade extraordinária na área das energias renováveis e da inovação”.

Manuel Jorge Valamatos sublinha ainda que “Abrantes passará a dispor de um polo extraordinário de atração para empresas nacionais e internacionais, reforçando o posicionamento do Médio Tejo como um território de referência no setor das energias renováveis”.

O autarca refere ainda que a ZTL “é mais uma resposta concreta aos impactos económicos e sociais que surgiram pelo encerramento da central termoelétrica a carvão do Pego, promovendo o desenvolvimento sustentável e a criação de emprego qualificado”.

    Fonte: GVCDC |CMA

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