{"id":11278,"date":"2021-11-24T19:54:24","date_gmt":"2021-11-24T19:54:24","guid":{"rendered":"https:\/\/tintafresca.net\/?p=11278"},"modified":"2021-11-24T19:59:02","modified_gmt":"2021-11-24T19:59:02","slug":"jose-graca-dias-apresenta-livro-goa-passado-que-futuro-na-biblioteca-municipal-do-cadaval","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/2021\/11\/24\/jose-graca-dias-apresenta-livro-goa-passado-que-futuro-na-biblioteca-municipal-do-cadaval\/","title":{"rendered":"Jos\u00e9 Dias apresenta na Biblioteca Municipal do Cadaval livro \u201cGoa \u2013 Passado, que Futuro?\u201d"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_11280\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11280\" class=\"wp-image-11280 size-full\" src=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Cadaval_Jose-Dias-junto-de-Jose-Bernardo10.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"367\" srcset=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Cadaval_Jose-Dias-junto-de-Jose-Bernardo10.jpg 500w, https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2021\/11\/Cadaval_Jose-Dias-junto-de-Jose-Bernardo10-300x220.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><p id=\"caption-attachment-11280\" class=\"wp-caption-text\">Jos\u00e9 Gra\u00e7a Dias e Jos\u00e9 Bernardo Nunes<\/p><\/div>\n<p><em>O cadavalense Jos\u00e9 Manuel Gra\u00e7a Dias defendeu recentemente, na Biblioteca Municipal do Cadaval, o papel de Portugal no caminho para o reconhecimento da identidade goesa, pelos la\u00e7os hist\u00f3ricos entre os dois povos. \u00c9 uma das ila\u00e7\u00f5es do encontro em torno do livro \u201cGoa \u2013 Passado, que futuro?\u201d, no regresso das sess\u00f5es presenciais \u00e0 biblioteca cadavalense.<\/em><\/p>\n<p>Jos\u00e9 Manuel Gra\u00e7a Dias radicou-se em 2019 na Dagorda (Cadaval) e \u00e9 coautor e coordenador do livro apresentado no Cadaval no dia 13 de novembro.<\/p>\n<p>Numa parceria com Elsa Rodrigues dos Santos e outros colaboradores, Jos\u00e9 Dias aborda Goa \u2013 territ\u00f3rio indiano que foi portugu\u00eas durante cerca de 450 anos e est\u00e1 atualmente integrado na \u00cdndia, que a anexou em 19 de dezembro de 1961, sendo Estado Federado desde 1 de janeiro de 1987.<\/p>\n<p>A obra, com o selo da Cal\u00e7ada de Letras (dezembro 2012), conta ainda com testemunhos de \u00abamigos de Goa\u00bb, tal \u00e9 o caso do general Ramalho Eanes, antigo Presidente da Rep\u00fablica Portuguesa.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Dias assume-se \u00abum portugu\u00eas nascido em Goa\u00bb, que s\u00f3 em adulto viria a aprofundar os conhecimentos acerca da hist\u00f3ria da \u00cdndia e sobre a cultura hindu.<\/p>\n<p>Emigrado em 1962 para Lisboa, assistiu, em dezembro de 1961, ao avan\u00e7o lento das tropas indianas e \u00e0 rendi\u00e7\u00e3o das for\u00e7as armadas portuguesas.<\/p>\n<p>Para o autor, a pol\u00edtica do Estado Novo foi nociva para os goeses porque criou a ideia dos \u00abportugueses de segunda classe\u00bb e estagnou a economia de Goa. \u00abA hist\u00f3ria de Portugal n\u00e3o pode esquecer os goeses\u00bb, declara.<\/p>\n<p>\u00abPortugal e a India s\u00f3 est\u00e3o interessados em rela\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas\u00bb, afirma. \u00abO futuro das popula\u00e7\u00f5es de Goa, Dam\u00e3o e Diu, ve\u00edculo principal da rela\u00e7\u00e3o de Portugal com a India, ficou um bocado esquecido\u00bb, entende o autor.<\/p>\n<p>\u00abPenso que os goeses representam um ve\u00edculo de liga\u00e7\u00e3o da Europa \u00e0 Asia\u00bb, acrescenta Jos\u00e9 Dias, considerando que a Europa n\u00e3o pode declinar o seu passado. \u00abGostava de ver sinais positivos no futuro\u00bb, observa.<\/p>\n<p>\u00abCada vez mais se v\u00ea Goa a indianizar-se e a perder identidade. \u00c9 preciso lutar contra a corrente, \u00e9 preciso ir a Goa. E falar portugu\u00eas. H\u00e1 goeses que t\u00eam saudades da l\u00edngua portuguesa\u00bb, relata.<\/p>\n<p>\u00abPenso que os portugueses devem visitar Goa. Porque h\u00e1 ainda liga\u00e7\u00f5es dos portugueses a Goa\u00bb, salienta, n\u00e3o obstante considerar que a rendi\u00e7\u00e3o portuguesa, em \u201861, era inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u00abN\u00e3o quero ser conservador; n\u00e3o quero voltar ao passado, mas penso que o passado n\u00e3o deve ser desrespeitado\u00bb, declara.<\/p>\n<p>No mesmo \u00e2mbito, Jos\u00e9 Bernardo Nunes, presidente da C\u00e2mara Municipal do Cadaval, considera que \u00e9 importante preservar as tradi\u00e7\u00f5es. Segundo o autarca, se nada for feito, a tend\u00eancia ser\u00e1 para desaparecerem as refer\u00eancias culturais portuguesas em Goa. O edil referiu que ao visitar aquele territ\u00f3rio, n\u00e3o encontrou outras refer\u00eancias a Portugal para al\u00e9m de alguns tra\u00e7os arquitet\u00f3nicos. \u00abEra necess\u00e1rio haver possibilidade do ensino do portugu\u00eas\u00bb, acrescenta.<\/p>\n<p>Por seu turno, Jos\u00e9 Dias entende que era necess\u00e1rio procurar influenciar a \u00cdndia no sentido de se preocupar mais com Goa, Dam\u00e3o e Diu.<\/p>\n<p>\u00abEstamos a pensar pedir uma entrevista \u00e0 senhora embaixadora indiana, levar o livro e saber o que \u00e9 que vai fazer o membro observador indiano na CPLP [Comunidade Portuguesa de L\u00edngua Portuguesa]. \u00c9 capaz de procurar s\u00f3 neg\u00f3cios\u00bb, afirma.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Dias defende a garantia do respeito pela mem\u00f3ria e cultura portuguesas em Goa, Dam\u00e3o e Diu, na medida em que constituem a hist\u00f3ria daqueles povos.<\/p>\n<p>\u00abO livro \u00e9 um mosaico com v\u00e1rios aspetos da cultura goesa. Ele defende a identidade goesa. E d\u00e1 a op\u00e7\u00e3o de fazer um referendo junto dos goeses sobre a independ\u00eancia, ou de Goa integrar a CPLP como membro coordenador, fun\u00e7\u00e3o que, neste momento, foi transferida para a \u00cdndia.<\/p>\n<p><strong>Biografia de Jos\u00e9 Manuel Gra\u00e7a Dias<\/strong><\/p>\n<p>Jos\u00e9 Manuel da Gra\u00e7a Dias, nascido em Marg\u00e3o (Goa) em 1947, reside em Portugal desde 1962 e no concelho do Cadaval desde 2019.<\/p>\n<p>Antigo preso da PIDE\/DGS, por a\u00e7\u00f5es contra o aumento da carestia de vida e guerra colonial, \u00e9 licenciado em Economia (ISEG) e em Sociologia (ISCTE).<\/p>\n<p>Possui mestrado em Economia, Pol\u00edtica e Planeamento de Energia (ISEG), p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Estudos Europeus (FDL) e doutoramento de Sociologia (ISCTE).<\/p>\n<p>Para al\u00e9m do trabalho que ora apresenta, conta j\u00e1 com a seguinte <strong>bibliografia<\/strong> em nome pr\u00f3prio: \u201cEstudo sobre as perdas de \u00e1gua em quantidades (Mc\u00fabicos), nas \u00e1reas dos Servi\u00e7os Municipalizados de Oeiras em 1982\u201d (1983, vers\u00e3o mimeografada); \u201cStatistical data is the pulp and paper industry and other sectores related\u201d (Eucepa, Floren\u00e7a, 1986); \u201cContribui\u00e7\u00f5es para o estudo das rela\u00e7\u00f5es entre a uni\u00e3o econ\u00f3mica e monet\u00e1ria e a racionaliza\u00e7\u00e3o do desenvolvimento industrial\u201d (AAFDL, 1994).<\/p>\n<p>\u00c9 ainda coautor de dois dicion\u00e1rios de economia e gest\u00e3o portugu\u00eas-ingl\u00eas (edi\u00e7\u00e3o de autor, 1995\/96) assumindo ainda a coautoria da obra \u201cVoz de oper\u00e1rio na alvorada do s\u00e9culo XX\u201d, (ed. Imprensa Municipal, 2009).<\/p>\n<p>Encontra-se atualmente aposentado do setor mar\u00edtimo-portu\u00e1rio, como economista, desde 2011.<\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0Fonte: BF|SCRP|CMC<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cadavalense Jos\u00e9 Manuel Gra\u00e7a Dias defendeu recentemente, na Biblioteca Municipal do Cadaval, o papel de Portugal no caminho para o reconhecimento da identidade goesa, pelos la\u00e7os hist\u00f3ricos entre os dois povos. \u00c9 uma das ila\u00e7\u00f5es do encontro em torno do livro \u201cGoa \u2013 Passado, que futuro?\u201d, no regresso das sess\u00f5es presenciais \u00e0 biblioteca cadavalense. 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