{"id":11925,"date":"2021-12-15T18:50:17","date_gmt":"2021-12-15T18:50:17","guid":{"rendered":"https:\/\/tintafresca.net\/?p=11925"},"modified":"2021-12-15T18:57:38","modified_gmt":"2021-12-15T18:57:38","slug":"s-a-marionetas-partilha-o-espirito-da-batalha-de-aljubarrota-junto-da-comunidade-escolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/2021\/12\/15\/s-a-marionetas-partilha-o-espirito-da-batalha-de-aljubarrota-junto-da-comunidade-escolar\/","title":{"rendered":"S.A. Marionetas partilha o esp\u00edrito da Batalha de Aljubarrota junto da comunidade escolar"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_11927\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11927\" class=\"wp-image-11927\" src=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2021\/12\/Alcobaca_SAMarionetas.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"704\" \/><p id=\"caption-attachment-11927\" class=\"wp-caption-text\">Cartaz<\/p><\/div>\n<p>Nos dias 16 e 17 de dezembro, a multipremiada companhia alcobacense S. A. Marionetas apresenta a pe\u00e7a \u201cAljubarrota 1385 \u2013 A Batalha\u201d, um espet\u00e1culo que procura explicar \u00e0 comunidade escolar a import\u00e2ncia hist\u00f3rica e fundacional da Batalha de Aljubarrota, vencida pelos portugueses contra os ex\u00e9rcitos castelhanos a 14 de agosto de 1385.<\/p>\n<p>O espet\u00e1culo ser\u00e1 apresentado no Centro Escolar de Alcoba\u00e7a, a 16 de dezembro, enquanto que, no dia seguinte, ser\u00e1 a vez da EB1 de Alfeizer\u00e3o e do Centro Escolar da Benedita.<\/p>\n<p>A pe\u00e7a integra o projeto \u201cRede Cultural &#8211; Aljubarrota 1385\u201d, uma parceria entre os Munic\u00edpios de Alcoba\u00e7a, Batalha e Porto de M\u00f3s, com financiamento aprovado no \u00e2mbito da candidatura \u201cPrograma\u00e7\u00e3o Cultural em Rede\u201d do Programa Operacional Regional (POR) do Centro \u2013 CENTRO 2020.<\/p>\n<p>\u201cO simbolismo da Batalha de Aljubarrota tem uma dimens\u00e3o nacional que extravasa claramente o \u00e2mbito regional que envolve os tr\u00eas munic\u00edpios parceiros desta candidatura. Pela sua import\u00e2ncia hist\u00f3rica, este marco da afirma\u00e7\u00e3o da nacionalidade \u00e9 a pe\u00e7a central de todo o trabalho que esta rede est\u00e1 a desenvolver, levando, neste caso, a mensagem de Aljubarrota \u00e0s escolas. Uma mensagem de esperan\u00e7a e de resili\u00eancia, t\u00e3o essencial nos dias que correm\u201d, afirma o presidente da C\u00e2mara Municipal, Herm\u00ednio Rodrigues.<\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 Sinopse<\/strong><\/p>\n<p>Com a morte do rei D. Fernando em 1383, o Tratado de Salvaterra de Magos, celebrado em abril desse ano entre a Rainha D. Leonor Teles, o Conde Jo\u00e3o Andeiro e o Rei de Castela, estabelece que a Coroa de Portugal passaria a pertencer aos descendentes do Rei de Castela, D. Juan I, passando a capital do Reino para Toledo. O Reino de Castela iria inevitavelmente dominar Portugal.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o provoca mal-estar e n\u00e3o agrada \u00e0 maioria da popula\u00e7\u00e3o portuguesa. D. Leonor Teles, e os seus aliados defendiam uma solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para Portugal, n\u00e3o s\u00f3 discut\u00edvel legalmente, como claramente do desagrado da grande maioria da popula\u00e7\u00e3o portuguesa. Em face desta circunst\u00e2ncia, a popula\u00e7\u00e3o de Lisboa proclama D. Jo\u00e3o, Mestre de Avis, meio irm\u00e3o de D. Fernando, como \u201cregedor, governador e defensor do reino\u201d. Perante esta revolta do povo, o Rei de Castela, em 1384, entra em Portugal.<\/p>\n<p>Entre fevereiro e outubro monta um cerco a Lisboa, por terra e por mar, com o apoio da frota castelhana. O cerco n\u00e3o resulta, n\u00e3o s\u00f3 pela determina\u00e7\u00e3o das for\u00e7as portuguesas, mas tamb\u00e9m por Lisboa estar bem murada e defendida. Afastados momentaneamente os combates com Castela, os partid\u00e1rios do Mestre avan\u00e7aram para a batalha pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Re\u00fanem-se entre mar\u00e7o e abril de 1385 as Cortes de Coimbra, que proclamam o Mestre de Avis como Rei de Portugal. Perante esta situa\u00e7\u00e3o em 8 de julho de 1385 D. Juan I invade novamente Portugal, por Almeida, com um numeroso ex\u00e9rcito de 40.000 homens, seguindo depois por Trancoso, Celorico da Beira, Coimbra, Soure e Leiria. A esquadra castelhana havia, entretanto, cercado Lisboa por mar, desde abril desse ano. O ex\u00e9rcito portugu\u00eas, comandado por Nuno \u00c1lvares Pereira, tinha-se colocado em posi\u00e7\u00e3o de combate. A Batalha tinha-se tornado praticamente inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p>No dia 14 de agosto, logo pela manh\u00e3, o ex\u00e9rcito de D. Jo\u00e3o Mestre de Avis ocupa uma posi\u00e7\u00e3o fort\u00edssima no terreno, escolhido na v\u00e9spera por Nuno \u00c1lvares Pereira. No campo de batalha, as baixas portuguesas foram cerca de 1.000 mortos, enquanto no ex\u00e9rcito castelhano se situaram em aproximadamente 4.000 mortos e 5.000 prisioneiros.<\/p>\n<p>O cumprimento de uma promessa feita por D. Jo\u00e3o I Mestre de Avis, em agradecimento pela vit\u00f3ria em Aljubarrota, que lhe assegurou o trono e garantiu a independ\u00eancia de Portugal, resultou na excecional edifica\u00e7\u00e3o do Mosteiro de Santa Maria da Vit\u00f3ria, tamb\u00e9m designado Mosteiro da Batalha que \u00e9, indiscutivelmente, uma das mais belas obras da arquitetura portuguesa e europeia.<\/p>\n<p>Para Portugal, esta batalha, ocorrida no planalto de S. Jorge a dia 14 de agosto de 1385, constituiu um dos acontecimentos mais decisivos da sua Hist\u00f3ria, que impediu o pequeno reino portugu\u00eas ser absorvido para sempre pelo poderoso vizinho castelhano. A vit\u00f3ria portuguesa em Aljubarrota permitiu tamb\u00e9m a prepara\u00e7\u00e3o daquela que seria a \u00e9poca mais brilhante da hist\u00f3ria nacional &#8211; a \u00e9poca dos Descobrimentos &#8211; que, de outra forma, pura e simplesmente n\u00e3o teria ocorrido.<\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 Sobre a Rede Cultural Aljubarrota 1385<\/strong><\/p>\n<p>Apresentada em agosto de 2020, aquando das Comemora\u00e7\u00f5es dos 635 anos da Batalha de Aljubarrota, a candidatura conjunta dos munic\u00edpios de Alcoba\u00e7a, Batalha e Porto de M\u00f3s para concretizar o projeto \u201cRede Cultural \u2013 Aljubarrota 1385\u201d foi recentemente aprovada pelo POR Centro &#8211; Centro 2020.<\/p>\n<p>Liderada por Alcoba\u00e7a, esta iniciativa concretiza uma a\u00e7\u00e3o em rede sob a designa\u00e7\u00e3o \u201cPrograma\u00e7\u00e3o Cultural em Rede\u201d do CENTRO 2020, que concede apoios financeiros aos investimentos que visem promover a dinamiza\u00e7\u00e3o, promo\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do patrim\u00f3nio cultural, enquanto instrumento de diferencia\u00e7\u00e3o e competitividade dos territ\u00f3rios designadamente atrav\u00e9s da sua qualifica\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o tur\u00edstica.<\/p>\n<p>Tem como parceiros a companhia S.A. Marionetas &#8211; Teatro &amp; Bonecos (S.A. Marionetas), de Alcoba\u00e7a, na qualidade de copromotor e a Funda\u00e7\u00e3o Batalha de Aljubarrota, enquanto parceiro institucional.<\/p>\n<p>O projeto, no seu global, representa um investimento total de 299.961,00\u20ac, um investimento eleg\u00edvel de \u20ac280.561,00, a que correspondente uma comparticipa\u00e7\u00e3o FEDER de 100%, de 280.561,00\u20ac, tendo como per\u00edodo de realiza\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es previsto entre abril de 2021 e julho de 2022.<\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 Fonte: GRPP|CMA<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos dias 16 e 17 de dezembro, a multipremiada companhia alcobacense S. A. 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