{"id":13368,"date":"2022-02-02T14:13:45","date_gmt":"2022-02-02T14:13:45","guid":{"rendered":"https:\/\/tintafresca.net\/?p=13368"},"modified":"2022-02-02T14:18:57","modified_gmt":"2022-02-02T14:18:57","slug":"procura-turistica-caiu-53-na-regiao-centro-devido-a-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/2022\/02\/02\/procura-turistica-caiu-53-na-regiao-centro-devido-a-pandemia\/","title":{"rendered":"Procura tur\u00edstica cai 53% na Regi\u00e3o Centro devido \u00e0 Covid-19"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_13370\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-13370\" class=\"wp-image-13370 size-full\" src=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2022\/02\/PNSAC10.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"281\" \/><p id=\"caption-attachment-13370\" class=\"wp-caption-text\">Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros: turistas preferem agora atividades de ar livre<\/p><\/div>\n<p>A pandemia provocou significativas mudan\u00e7as nos comportamentos dos turistas que visitam o Centro de Portugal, sendo necess\u00e1rio adotar novas estrat\u00e9gias para recuperar a atratividade tur\u00edstica desta regi\u00e3o num cen\u00e1rio p\u00f3s-Covid-19, assinala um estudo realizado na Universidade de Coimbra (UC).<\/p>\n<p>Com o objetivo de perceber os impactos da atual pandemia nos h\u00e1bitos e tomadas de decis\u00e3o dos turistas no Centro de Portugal, o estudo, conduzido por Catarina Gouveia e Cl\u00e1udia Seabra, investigadoras do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Territ\u00f3rio (CEGOT), envolveu 320 turistas que visitaram a regi\u00e3o entre novembro de 2020 e maio de 2021, na sua maioria de nacionalidade portuguesa (98,4%). Foram questionados sobre as principais escolhas nas suas viagens antes, durante e ap\u00f3s a pandemia, designadamente alojamento eleito, planeamento da viagem, seguran\u00e7a e transporte utilizado nas desloca\u00e7\u00f5es de f\u00e9rias\/lazer.<\/p>\n<p>\u00abFicou claro que os impactos da pandemia foram severos para o Centro de Portugal, uma das regi\u00f5es mais diversificadas em termos tur\u00edsticos do pa\u00eds que, at\u00e9 ao in\u00edcio de 2020, se encontrava em franca expans\u00e3o. Os resultados indicam que os turistas no Centro de Portugal alteraram os seus h\u00e1bitos, especialmente no que se refere ao tipo de alojamento, seguran\u00e7a e transporte utilizado nas viagens\u00bb, afirma Cl\u00e1udia Seabra.<\/p>\n<p>Antes da pandemia, o alojamento mais utilizado pelos inquiridos era o hotel (23,8%), seguido de casa de amigos e familiares (18,8%), alojamento local (16,6%) e turismo em espa\u00e7o rural (12,2%). Com a pandemia, a situa\u00e7\u00e3o alterou-se.<\/p>\n<p>A maioria dos participantes no estudo prefere agora \u00aba casa pr\u00f3pria, o alojamento local e casas de amigos e familiares, confirmando a import\u00e2ncia do turismo dom\u00e9stico nesta fase de incerteza. O hotel, que antes era o tipo de alojamento preferido pelos turistas, ap\u00f3s a pandemia passa a ser menos indicado. Ao n\u00edvel do transporte utilizado para a desloca\u00e7\u00e3o para os destinos de f\u00e9rias dentro do pa\u00eds, o carro pr\u00f3prio continua a ser o meio preferido, mas ap\u00f3s a pandemia com muito maior express\u00e3o do que o avi\u00e3o ou o comboio\u00bb, refere a tamb\u00e9m docente da Faculdade de Letras da UC.<\/p>\n<p>O estudo revela ainda que, na hora de escolher o destino de f\u00e9rias, a seguran\u00e7a ser\u00e1 um fator ainda mais decisivo ap\u00f3s o contexto pand\u00e9mico, \u00abdevendo assim ser um fator fundamental a considerar na recupera\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria tur\u00edstica\u00bb, aponta.<\/p>\n<p>De uma forma geral, apurou-se que a pandemia teve um efeito muito significativo na perce\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a para a pr\u00e1tica das v\u00e1rias atividades tur\u00edsticas. \u00abEm termos globais, os turistas indicam uma perce\u00e7\u00e3o de risco mais elevada para a pr\u00e1tica de todas as atividades tur\u00edsticas e de lazer, destacando-se as praticadas em espa\u00e7os fechados ou de dimens\u00e3o reduzida, ou seja, com maior aglomera\u00e7\u00e3o de pessoas, principalmente os parques de divers\u00f5es ou tem\u00e1ticos, concertos e espet\u00e1culos, eventos desportivos, centros urbanos\/hist\u00f3ricos, compras em centros e ruas comerciais, casinos e casas de jogo, discotecas e locais de entretenimento noturno\u00bb, esclarece Cl\u00e1udia Seabra.<\/p>\n<p>No entanto, as atividades ligadas \u00e0 natureza, como a pr\u00e1tica de desportos e a ida a praias oce\u00e2nicas e fluviais, \u00abapesar do impacto negativo da pandemia, s\u00e3o, ainda assim, consideradas atividades menos inseguras\u00bb, afirma a investigadora, registando tamb\u00e9m que a visita a galerias de arte, museus e monumentos e a ida a restaurantes \u00abs\u00e3o igualmente atividades consideradas menos inseguras apesar da perce\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a na sua pr\u00e1tica ter-se reduzido ap\u00f3s a pandemia\u00bb.<\/p>\n<p>Segundo as autoras do estudo, que foi financiado pela Funda\u00e7\u00e3o para a Ci\u00eancia e a Tecnologia (FCT), os principais indicadores apurados fornecem \u00abpistas importantes para os gestores das organiza\u00e7\u00f5es tur\u00edsticas readaptarem as suas estrat\u00e9gias de <em>marketing<\/em>, de forma a reconquistar novamente os mercados desta regi\u00e3o no contexto p\u00f3s-pand\u00e9mico\u00bb. Por isso, defendem que \u00abo <em>branding<\/em> destes destinos deve assentar fortemente no fator seguran\u00e7a e as estrat\u00e9gias de segmenta\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o devem ter em linha de conta os novos h\u00e1bitos dos turistas, centrados em alojamentos mais exclusivos e individualizados e em atividades de lazer associadas \u00e0 natureza e visita a museus, monumentos e galerias\u00bb.<\/p>\n<p>As duas investigadoras do CEGOT notam ainda que o setor tur\u00edstico em Portugal \u00abfoi um dos que mais sofreu com as medidas e restri\u00e7\u00f5es impostas pelo Governo. A regi\u00e3o Centro n\u00e3o foi exce\u00e7\u00e3o, contabilizando -53% de dormidas de h\u00f3spedes face a 2019, -35% no que toca a dormidas nacionais e -75% de dormidas de estrangeiros. Face ao contexto pand\u00e9mico, prev\u00ea-se que os destinos de natureza e sem grandes aglomerados de pessoas, onde os viajantes podem encontrar pequenas unidades hoteleiras e conseguem chegar no seu carro pr\u00f3prio, dever\u00e3o tornar-se os locais mais procurados pelos turistas numa era p\u00f3s- COVID-19\u00bb.<\/p>\n<p><strong> \u00a0 Fonte: AI|UC<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A pandemia provocou significativas mudan\u00e7as nos comportamentos dos turistas que visitam o Centro de Portugal, sendo necess\u00e1rio adotar novas estrat\u00e9gias para recuperar a atratividade tur\u00edstica desta regi\u00e3o num cen\u00e1rio p\u00f3s-Covid-19, assinala um estudo realizado na Universidade de Coimbra (UC). 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