{"id":15782,"date":"2022-04-19T22:31:15","date_gmt":"2022-04-19T22:31:15","guid":{"rendered":"https:\/\/tintafresca.net\/?p=15782"},"modified":"2022-04-19T22:44:05","modified_gmt":"2022-04-19T22:44:05","slug":"isabel-pereira-rosa-apresentou-livro-foz-uma-historia-da-pandemia-na-biblioteca-do-cadaval","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/2022\/04\/19\/isabel-pereira-rosa-apresentou-livro-foz-uma-historia-da-pandemia-na-biblioteca-do-cadaval\/","title":{"rendered":"Isabel Pereira Rosa apresentou livro \u201cFoz \u2013 Uma hist\u00f3ria da pandemia\u201d na Biblioteca do Cadaval"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_15784\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-15784\" class=\"wp-image-15784 size-full\" src=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Cadaval_Paula-Isabel-e-Antonio10.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"281\" \/><p id=\"caption-attachment-15784\" class=\"wp-caption-text\">Paula Cravo, Isabel Pereira Rosa e Ant\u00f3nio Meleiro<\/p><\/div>\n<p><em>Decorreu recentemente, na Biblioteca Municipal do Cadaval, a apresenta\u00e7\u00e3o do nono livro de Isabel Pereira Rosa \u2013 escritora e antiga professora natural da Tojeira (Vilar, Cadaval) \u2013 intitulado \u00abFoz: uma hist\u00f3ria da pandemia\u00bb. A iniciativa integrou-se na Primavera de Livros, evento de incentivo \u00e0 leitura a acontecer no Cadaval entre abril e maio.<\/em><\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o do mais recente trabalho da escritora cadavalense aconteceu no dia 9 de abril, tendo contado com a presen\u00e7a e interven\u00e7\u00e3o dos pneumologistas Paula Cravo e Ant\u00f3nio Meleiro.<\/p>\n<p>Paula Cravo come\u00e7ou por destacar o empenho na pesquisa cient\u00edfica levada a cabo por Isabel Pereira Rosa, para a constru\u00e7\u00e3o deste seu romance.<\/p>\n<p>\u00abA Isabel conseguiu colocar os termos cient\u00edficos de uma forma muito clara e transparente, o que se traduziu numa linguagem muito acess\u00edvel\u00bb, acrescentou a m\u00e9dica.<\/p>\n<p>\u00abO narrador \u00e9 o Jo\u00e3o, que foi v\u00edtima da pandemia Covid-19 e foi ventilado. Durante o tempo que est\u00e1 sedado e curarizado (coma induzido), ele consegue lembrar-se de todo o passado, e vai aos tempos remotos da sua inf\u00e2ncia, aos tempos passados com o av\u00f4 na Foz, e todas as viv\u00eancias s\u00e3o relacionadas com a Foz do Arelho, nomeadamente o lugar dos barcos\u00bb, aponta Paula Cravo.<\/p>\n<p>\u00abEle consegue estabelecer uma rela\u00e7\u00e3o com o Dr. Salvador, uma rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico\/doente que nestes momentos \u00e9 t\u00e3o dif\u00edcil conseguir\u00bb, observa a pneumologista.<\/p>\n<p>\u00abHouve uma altura cr\u00edtica da pandemia em que todos os hospitais estavam cheios e n\u00e3o havia sequer um ventilador dispon\u00edvel nem oxig\u00e9nio. Felizmente, muita gente sobreviveu. Infelizmente, muitas pessoas ficaram com sequelas e muitas pessoas morreram, e todas as pessoas s\u00e3o importantes\u00bb, real\u00e7ou.<\/p>\n<p>\u00abO ter tempo para falar, o tocar\u2026 o Jo\u00e3o teve isso, que \u00e9 uma coisa que nem toda a gente consegue ter na vida. Durante o internamento, o Jo\u00e3o voltou ao passado, recordando-se da ida para Paris, das viv\u00eancias todas, mas existe [no livro] uma rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico\/doente, que \u00e9 aquilo que tanto falta\u00bb, refor\u00e7a a cl\u00ednica.<\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Meleiro, por seu turno, salientou a import\u00e2ncia da rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico\/doente j\u00e1 referida pela colega.<\/p>\n<div id=\"attachment_15785\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-15785\" class=\"wp-image-15785 size-full\" src=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2022\/04\/Cadaval_Jose-Bernardo-Nunes-e-Isabel-Pereira-Rosa10.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"281\" \/><p id=\"caption-attachment-15785\" class=\"wp-caption-text\">Jos\u00e9 Bernardo Nunes com Isabel Pereira Rosa<\/p><\/div>\n<p>\u00abN\u00e3o s\u00f3 na Covid, mas em todas as patologias, uma boa rela\u00e7\u00e3o entre m\u00e9dico e doente \u00e9 meio caminho andado para a confian\u00e7a, para o cumprimento terap\u00eautico, para o \u00e0-vontade de p\u00f4r d\u00favidas e para o sucesso daquilo que se pretende\u00bb, defende o pneumologista.<\/p>\n<p>\u00abO que eu mais gostei neste livro foi, de facto, da revisita que o Jo\u00e3o faz desde a inf\u00e2ncia at\u00e9 \u00e0 atualidade. E eu j\u00e1 li e reli o livro, e gosto imenso de o fazer. O Jo\u00e3o poderia ser eu, pois somos do mesmo grupo et\u00e1rio e eu tamb\u00e9m valorizo muito as minhas recorda\u00e7\u00f5es de inf\u00e2ncia. Ele na Foz, eu quando ia de f\u00e9rias para casa dos meus av\u00f3s paternos, em Melga\u00e7o\u00bb, afirmou Ant\u00f3nio.<\/p>\n<p>\u00abToda a viv\u00eancia do Jo\u00e3o desde a escola\u2026 Depois, no final da adolesc\u00eancia, o problema da guerra colonial, o ir para a guerra ou ir para o estrangeiro para a evitar, s\u00e3o tudo viv\u00eancias que eu tamb\u00e9m vivi. Faz-me reviver e repensar, com muito gosto, como se fosse uma reavalia\u00e7\u00e3o do que fiz\u00bb, declarou.<\/p>\n<p>\u00abO livro ajuda a revisitarmo-nos. \u00c9 um excelente exerc\u00edcio de psican\u00e1lise, voltar atr\u00e1s, ver o que foi a nossa vida, com sentido cr\u00edtico, n\u00e3o necessariamente moralizador\u00bb, disse.<\/p>\n<p>\u00ab\u00c9 tudo isto que me faz eleger este livro da Isabel como o melhor de todos\u00bb, concluiu Ant\u00f3nio Meleiro.<\/p>\n<p>Isabel Pereira Rosa, por sua vez, lembrou que esta apresenta\u00e7\u00e3o do seu nono livro na Biblioteca Municipal acontecia 24 anos depois de ter apresentado o seu primeiro trabalho liter\u00e1rio nas antigas instala\u00e7\u00f5es da biblioteca cadavalense.<\/p>\n<p>\u00abPoder\u00e3o interrogar-se porque \u00e9 que este livro \u00e9 dedicado \u00e0 Foz do Arelho\u00bb, introduz a escritora. \u00abComo quase todos os que aqui est\u00e3o dever\u00e3o saber, eu morava aqui no Concelho, mais propriamente na Tojeira, mesmo ali \u00e0 beira da serra, e h\u00e1 cerca de seis anos comecei a ter graves problemas respirat\u00f3rios, pelo que me foi recomendado ir viver para mais perto do mar\u00bb, explicou.<\/p>\n<p>\u00abDe certa forma, a Foz salvou-me. Por outro lado, ao sair de um s\u00edtio t\u00e3o belo, n\u00e3o poderia ir para um s\u00edtio que n\u00e3o fosse tamb\u00e9m muito belo, embora de uma beleza diferente. E eu costumo dizer que agora me divido entre a serra e o mar (lagoa)\u00bb, assinalou.<\/p>\n<p>A autora declarou ainda que viu, neste livro, uma forma de agradecer \u00e0 Foz, pelo bom acolhimento e por lhe ter permitido continuar a viver.<\/p>\n<p>No final do encontro no Cadaval, a escritora avan\u00e7ou ter j\u00e1 outro romance pronto, com sa\u00edda apontada para o final do ano.<\/p>\n<p>Recorde-se que o site municipal (<a href=\"http:\/\/www.cm-cadaval.pt\">www.cm-cadaval.pt<\/a>) disponibiliza o restante programa da Primavera de Livros, que se prolongar\u00e1 at\u00e9 maio e est\u00e1 a incluir mais apresenta\u00e7\u00f5es de livros, hora do conto, feira do livro solid\u00e1ria e leituras encenadas. Participe!<\/p>\n<p><strong>Nota biogr\u00e1fica de Isabel Pereira Rosa<\/strong><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em>Isabel Pereira Rosa nasceu em 1954, na Tojeira, uma aldeia situada nas faldas da Serra de Montejunto, no distrito de Lisboa, mas reside atualmente na Foz do Arelho.<\/p>\n<p>Licenciou-se em L\u00ednguas e Literaturas Modernas, na Faculdade de Letras da Universidade Cl\u00e1ssica de Lisboa, e especializou-se em Ci\u00eancias de Educa\u00e7\u00e3o, na \u00c1rea de Educa\u00e7\u00e3o Especial, na Faculdade de Psicologia e Ci\u00eancias de Educa\u00e7\u00e3o de Lisboa.<\/p>\n<p>Trabalhou em importa\u00e7\u00e3o\/exporta\u00e7\u00e3o, traduziu livros e foi professora de L\u00edngua Portuguesa, de Ingl\u00eas e de Ensino Especial, em v\u00e1rias escolas do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em 1998, publicou o livro de fic\u00e7\u00e3o \u201cFolhas Soltas\u201d, numa edi\u00e7\u00e3o SOL XXI, e em 2000, o livro infantil \u201cO Tesouro da Serra de Montejunto, edi\u00e7\u00e3o da LeaderOeste.<\/p>\n<p>Seguiu-se, em 2003, \u201cSozinho (s)em Casa\u201d, publica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m infantil, edi\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara Municipal do Cadaval, e em 2009, \u201cMem\u00f3rias de uma Professora\u201d, pela Chiado Editora.<\/p>\n<p>Em 2011, edita o romance \u201cA Subst\u00e2ncia do Tempo\u201d, tamb\u00e9m pela Chiado Editora, prosseguindo, em 2014, com \u201cDi\u00e1rio da minha Loucura\u201d, pela Lua de Marfim.<\/p>\n<p>Em 2015, edita \u201cUma pedra contra o peito\u201d, pela Althum.com, e, em 2019, chega \u201cParkinson, meu amor\u201d, a cargo da editora Textiverso. Publicou ainda v\u00e1rios contos e poemas, em boletins, revistas liter\u00e1rias e antologias.<\/p>\n<p>Na rede social Facebook, publica regularmente excertos das suas obras, na p\u00e1gina Isabel Pereira Rosa \u2013 Poesia e Prosa, e poesia e contos no site brasileiro \u201cPalavra\u201d.<\/p>\n<p>Em 1987, recebeu o 1.\u00ba pr\u00e9mio do Concurso Liter\u00e1rio Biblioteca da Nazar\u00e9, com o conto \u201cNorte\u201d; em 2009, recebeu uma men\u00e7\u00e3o honrosa, com o conto \u201cIdade n\u00e3o \u00e9 Velhice\u201d, nos VII Jogos Florais de Avis, e, em 2019, foi-lhe atribu\u00edda uma men\u00e7\u00e3o honrosa pela \u201cOde a P\u00f3voa de Varzim\u201d, no concurso Liter\u00e1rio Funda\u00e7\u00e3o Dr. Lu\u00eds Rainha Correntes d&#8217;Escritas.<\/p>\n<p>Em 2017, integrou os j\u00faris do Pr\u00e9mio Liter\u00e1rio Fernanda Botelho (Cadaval) e do Concurso Nacional de Leitura, fase regional.<\/p>\n<p>Em 2021, chega ent\u00e3o o seu mais recente romance, \u201cFoz \u2013 Uma hist\u00f3ria da pandemia\u201d (Astrol\u00e1bio Edi\u00e7\u00f5es).<\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0Fonte: BF|SCRP|CMC<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Decorreu recentemente, na Biblioteca Municipal do Cadaval, a apresenta\u00e7\u00e3o do nono livro de Isabel Pereira Rosa \u2013 escritora e antiga professora natural da Tojeira (Vilar, Cadaval) \u2013 intitulado \u00abFoz: uma hist\u00f3ria da pandemia\u00bb. 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