{"id":16243,"date":"2022-05-04T07:21:05","date_gmt":"2022-05-04T07:21:05","guid":{"rendered":"https:\/\/tintafresca.net\/?p=16243"},"modified":"2022-05-04T07:21:05","modified_gmt":"2022-05-04T07:21:05","slug":"lenia-rufino-apresentou-romance-de-estreia-na-biblioteca-municipal-do-cadaval","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/2022\/05\/04\/lenia-rufino-apresentou-romance-de-estreia-na-biblioteca-municipal-do-cadaval\/","title":{"rendered":"L\u00e9nia Rufino apresentou romance de estreia na Biblioteca Municipal do Cadaval"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_16245\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-16245\" class=\"wp-image-16245 size-full\" src=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Cadaval_Vereador-Dinis-Duarte-e-Lenia-Rufino10.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"356\" \/><p id=\"caption-attachment-16245\" class=\"wp-caption-text\">Dinis Duarte e L\u00e9nia Rufino<\/p><\/div>\n<p>Integrada nas atividades da Primavera de Livros, a Biblioteca Municipal do Cadaval recebeu, no dia 30 de abril, a apresenta\u00e7\u00e3o do romance ficcional \u201cO Lugar das \u00c1rvores Tristes\u201d, de L\u00e9nia Rufino, que marcou a estreia da escritora sintrense nas edi\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias. Nele, a autora aborda as inter-rela\u00e7\u00f5es numa pequena comunidade alentejana, num tempo em que a igreja assumia um papel fulcral.<\/p>\n<p>A abrir o encontro, o vereador Dinis Duarte refor\u00e7ou a inten\u00e7\u00e3o de o Munic\u00edpio, atrav\u00e9s da Biblioteca Municipal, manter a vontade de receber escritores mais ou menos consagrados e outro tipo de artistas e de arte. \u00abTemos todo o gosto em acolher-vos e em poder proporcionar aos nossos mun\u00edcipes contacto com quem tem algo para transmitir\u00bb, disse, dirigindo-se a L\u00e9nia Rufino.<\/p>\n<p>T\u00e2nia Camilo, t\u00e9cnica da Biblioteca Municipal, revelou conhecer a autora h\u00e1 cerca de 20 anos, bem assim o seu antigo sonho da escrita. A bibliotec\u00e1ria aproveitou para apresentar o novo formato de \u201croda de conversa\u201d que a biblioteca passou a ter, na apresenta\u00e7\u00e3o de autores, assente no lan\u00e7amento coloquial de perguntas aos visados, contando sempre com a colabora\u00e7\u00e3o ativa do p\u00fablico presente.<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o deste primeiro livro de L\u00e9nia Rufino, lan\u00e7ado em 2021, passa-se no per\u00edodo pr\u00e9-25 de Abril, no Alentejo, terra da sua fam\u00edlia materna.<\/p>\n<p>\u00abO livro nasce de algo completamente inusitado\u00bb, explica a escritora. \u00abEu tenho um amigo fot\u00f3grafo que foi a um funeral, no cemit\u00e9rio de Rio de Mouro, onde eu vivo, ao p\u00e9 de Sintra, e ele tirou uma fotografia, \u00e0 sa\u00edda do cemit\u00e9rio, onde se v\u00ea a mata que est\u00e1 em frente. Aquela fotografia inspirou-me a escrever um microconto baseado numa das minhas mem\u00f3rias mais antigas, que \u00e9 a mem\u00f3ria do primeiro funeral a que eu assisti, no Alentejo, terra da minha m\u00e3e. Percebi que esse microconto poderia crescer, pois eu tinha mais coisas para contar\u00bb, declara.<\/p>\n<p>\u00abO centro da hist\u00f3ria \u00e9 completamente ficcionado, mas h\u00e1 v\u00e1rios epis\u00f3dios no livro que aconteceram realmente comigo\u00bb, adianta L\u00e9nia. \u00abO livro passa-se no final dos anos 60, in\u00edcio dos 70 (eu s\u00f3 nasci em 79), e trata de uma rela\u00e7\u00e3o de poder muito forte entre a igreja e as pessoas da aldeia\u00bb.<\/p>\n<p>De acordo com L\u00e9nia, este seu romance demorou quatro anos a concluir e nove anos entre escrever e editar. \u00abTinha um filho pequenino e cheguei a estar temporadas de oito, nove meses sem pegar no livro. Tenho um trabalho a tempo inteiro e tenho de arranjar janelinhas de tempo para conseguir escrever, e na altura foi o que consegui fazer\u00bb, justifica. \u00abE depois foi a ca\u00e7a \u00e0 editora, o que em Portugal \u00e9 um trabalho um pouco \u00e1rduo\u00bb, considera a escritora.<\/p>\n<p>\u00abSem ser intencional, a Isabel, que \u00e9 a personagem que conduz o livro, tem muito de mim, apesar de n\u00e3o ser ela a personagem principal\u00bb, conta a autora.<\/p>\n<p>\u00abA hist\u00f3ria \u00e9 sobre Lurdes, m\u00e3e de Isabel, na sua rela\u00e7\u00e3o com a fam\u00edlia, com a aldeia e com a igreja e o seu poder, que condicionava\/condiciona muitas viv\u00eancias, principalmente em meios mais pequenos\u00bb, sustenta.<\/p>\n<p>L\u00e9nia revela que aos 10 anos decide que queria ser escritora, sonho que s\u00f3 concretizaria 32 anos depois. \u00abFui escrevendo contos e coisas mais pequenas, onde eu estava mais confort\u00e1vel e mais defendida. A dada altura, decidi que precisava de me aventurar para um formato longo\u00bb, assinala. \u00abN\u00e3o tive pressa de editar, n\u00e3o foi uma coisa for\u00e7ada\u00bb, acrescenta.<\/p>\n<p>\u00abFui fazer cursos com o Jo\u00e3o Tordo, que \u00e9 um dos meus escritores favoritos. Foi onde eu percebi que n\u00e3o h\u00e1 uma f\u00f3rmula para escrever romances. Cada autor tem a sua maneira de trabalhar os livros, e at\u00e9 um mesmo autor pode faz\u00ea-lo de maneiras diferentes\u00bb, observa L\u00e9nia.<\/p>\n<p>\u00abEu quero \u00e9 contar hist\u00f3rias e p\u00f4r pessoas dentro dos meus livros, a lerem-nos e a sentirem que est\u00e3o ali\u00bb, real\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00ab\u00c9 importante manter uma cad\u00eancia de escrita, n\u00e3o for\u00e7ando. Se a escrita do livro n\u00e3o estiver a fluir, escrever qualquer outra coisa, s\u00f3 mesmo como exerc\u00edcio de escrita\u00bb, defende a escritora, que tem j\u00e1 em marcha um segundo romance.<\/p>\n<p>Este seu primeiro trabalho, \u201cO Lugar das \u00c1rvores Tristes\u201d, encontra-se \u00e0 venda em livrarias, estando tamb\u00e9m dispon\u00edvel na Biblioteca Municipal do Cadaval.<\/p>\n<p><strong>Acerca da autora e do seu livro<\/strong><\/p>\n<p>L\u00e9nia Rufino nasceu em 1979, em Lisboa, tendo crescido nos sub\u00farbios, rodeada de livros. Estudou Publicidade e Marketing, embora o seu curso ideal fosse Psicologia Criminal, sua grande paix\u00e3o, a par da escrita. Aos dez anos, escreveu o seu primeiro conto e decidiu que um dia haveria de ser escritora, o que diz ter demorado 32 anos a concretizar.<\/p>\n<p>Publicou v\u00e1rios contos no DN Jovem, plataforma de divulga\u00e7\u00e3o de novos talentos que lamenta tenha sido extinta. \u00c9 autora de blogues desde 2003, estando, atualmente, a colaborar com o Rep\u00f3rter Sombra (<a href=\"http:\/\/www.reportersombra.com\">www.reportersombra.com<\/a>), onde publica contos mensalmente. O Lugar das \u00c1rvores Tristes \u00e9 o seu primeiro romance.<\/p>\n<p>Este seu livro de estreia (editado pela Manuscrito, do Grupo Presen\u00e7a) \u00e9 entendido como \u00abprofundamente sagaz e envolvente\u00bb, que faz um retrato do interior portugu\u00eas, preso na tradi\u00e7\u00e3o religiosa da d\u00e9cada de 1970.<\/p>\n<p>Nele, a personagem Isabel inicia uma busca por esclarecimentos acerca de uma mulher chamada Eul\u00e1lia, assunto de que ningu\u00e9m quer falar. \u00abInesperadamente, Isabel v\u00ea-se confrontada com uma teia de mentiras, maldade, enganos e crimes que a levam a compreender o passado misterioso da m\u00e3e e a forma quase anestesiada da sua exist\u00eancia\u00bb, refere a sinopse da obra.<\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Fonte: SCRP | CMC<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Integrada nas atividades da Primavera de Livros, a Biblioteca Municipal do Cadaval recebeu, no dia 30 de abril, a apresenta\u00e7\u00e3o do romance ficcional \u201cO Lugar das \u00c1rvores Tristes\u201d, de L\u00e9nia Rufino, que marcou a estreia da escritora sintrense nas edi\u00e7\u00f5es liter\u00e1rias. 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