{"id":16276,"date":"2022-05-05T08:16:07","date_gmt":"2022-05-05T08:16:07","guid":{"rendered":"https:\/\/tintafresca.net\/?p=16276"},"modified":"2022-05-05T08:29:16","modified_gmt":"2022-05-05T08:29:16","slug":"exportacoes-aumentam-de-28-para-44-numa-decada-mas-continuam-abaixo-da-media-europeia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/2022\/05\/05\/exportacoes-aumentam-de-28-para-44-numa-decada-mas-continuam-abaixo-da-media-europeia\/","title":{"rendered":"Exporta\u00e7\u00f5es aumentam de 28% para 44% numa d\u00e9cada mas continuam abaixo da m\u00e9dia europeia"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_16278\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-16278\" class=\"wp-image-16278 size-full\" src=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Leiria_Nuno-Mangas10.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" \/><p id=\"caption-attachment-16278\" class=\"wp-caption-text\">Nuno Mangas<\/p><\/div>\n<p>\u00abAo n\u00edvel das exporta\u00e7\u00f5es, Portugal enfrenta atualmente um desafio de quantidade, pois precisamos claramente de trazer mais empresas para este \u201cjogo\u201d da exporta\u00e7\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas que j\u00e1 est\u00e3o neste \u201cjogo\u201d, \u00e9 necess\u00e1rio incentivarmos aquelas que podem crescer ainda mais no seu volume de neg\u00f3cios para exporta\u00e7\u00e3o\u00bb, afirmou o presidente do COMPETE, na abertura do III Encontro de Internacionaliza\u00e7\u00e3o de Empresas, que decorreu dia 2 de maio, no Edif\u00edcio da NERLEI &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Empresarial da Regi\u00e3o de Leiria, onde Nuno Mangas defendeu que a rela\u00e7\u00e3o entre as institui\u00e7\u00f5es\/centros de saber e as empresas \u00e9 \u00abfundamental\u00bb para Portugal aumentar os seus n\u00edveis de exporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00abNuma d\u00e9cada, no que toca ao peso das exporta\u00e7\u00f5es no PIB, o pa\u00eds aumentou de cerca de 28% para 44%. \u00c9 uma evolu\u00e7\u00e3o claramente positiva, no entanto, n\u00e3o podemos dar-nos por satisfeitos com os resultados alcan\u00e7ados. Em primeiro lugar, estamos abaixo da m\u00e9dia dos pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, sendo que o objetivo n\u00e3o deve ser alcan\u00e7ar a m\u00e9dia, mas sim valores acima\u00bb, referiu Nuno Mangas, salientando ainda que \u00abapenas 10% das empresas nacionais exporta. Em cada 10 empresas, apenas uma exporta, o que significa que temos um campo de progresso muito significativo\u00bb.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do desafio quantitativo, Portugal enfrenta ainda um desafio qualitativo, considerando que se verifica \u00abmuita exporta\u00e7\u00e3o de valores e servi\u00e7os com baixa intensidade de conhecimento e tecnologia\u00bb. \u00abPrecisamos de mais produtos e servi\u00e7os com maior conhecimento, mais diferencia\u00e7\u00e3o e mais tecnologia. Precisamos de dar maior valor e conte\u00fado aos produtos que exportamos\u00bb, referiu Nuno Mangas, salientando a import\u00e2ncia dos Encontros de Internacionaliza\u00e7\u00e3o de Empresas (PPIN), um projeto colaborativo que tem como objetivos refor\u00e7ar a internacionaliza\u00e7\u00e3o do Ensino Superior Polit\u00e9cnico Portugu\u00eas e dar continuidade \u00e0 aproxima\u00e7\u00e3o entre o mesmo e o meio empresarial, apoiando-o na sua internacionaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00abEste projeto \u00e9 importante para que consigamos inverter esta tend\u00eancia. Exportamos muita coisa, mas muitas vezes com valor relativamente reduzido e de produtos que n\u00e3o s\u00e3o diferenciados\u00bb, afirmou o presidente do COMPETE, sublinhando ainda que \u00abprojetos como estes s\u00e3o muito importantes para aproximar diferentes realidades e fazer com que as empresas possam ter apoio estruturado para concretizarem os seus processos de internacionaliza\u00e7\u00e3o\u00bb, sendo necess\u00e1rio \u00abcontinuar a incentivar esta liga\u00e7\u00e3o entre os centros de saber e as empresas\u00bb.<\/p>\n<p>\u00abSe queremos produtos e servi\u00e7os mais intensos em conhecimento e em tecnologia, h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o que tem de acontecer e que tem de ser cada vez maior, que \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o entre os centros de saber\/institui\u00e7\u00f5es de ensino superior e as empresas. Esta rela\u00e7\u00e3o \u00e9 muit\u00edssimo relevante. Quanto melhor conseguirmos construir esta rela\u00e7\u00e3o, melhores resultados teremos naquilo que ser\u00e1 a competitividade do nosso pa\u00eds e a capacidade de as nossas empresas se internacionalizarem e serem fortemente exportadoras\u00bb, defendeu Nuno Mangas, destacando ainda o desafio dos produtos importados.<\/p>\n<p>\u00abPor vezes, temos empresas que importam produtos que podiam ser adquiridos internamente, a outras empresas portuguesas\u00bb, alertou o presidente do COMPETE, deixando um desejo em rela\u00e7\u00e3o ao PPIN: \u00abEspero realmente que este projeto tenha muito esta vertente de ajudar as nossas empresas a fazerem este caminho, e de as capacitar com instrumentos que lhes permitam criar redes internacionais e nacionais, para exportarem mais e exportarem produtos com maior valor acrescentado\u00bb.<\/p>\n<p>O PPIN pretende envolver o tecido econ\u00f3mico das regi\u00f5es com o objetivo de transmitir aos mercados-alvo uma imagem coletiva do tecido empresarial e do Ensino Superior Polit\u00e9cnico, mostrando aos potenciais mercados internacionais e entidades representativas locais as condi\u00e7\u00f5es e infraestruturas, e a articula\u00e7\u00e3o com as empresas para o reconhecimento internacional atrav\u00e9s da inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o do III Encontro de Internacionaliza\u00e7\u00e3o de Empresas esteve a cargo do Polit\u00e9cnico de Leiria que, entre os dias 2 e 3 de maio, reuniu o tecido empresarial para um conjunto de apresenta\u00e7\u00f5es e debates em torno do tema da internacionaliza\u00e7\u00e3o das empresas.<\/p>\n<p>A abertura do Encontro contou igualmente com a interven\u00e7\u00e3o do presidente do Polit\u00e9cnico de Leiria, que come\u00e7ou por destacar os \u00abtempos complexos vividos atualmente do ponto de vista global\u00bb, cujos desafios s\u00f3 podem ser ultrapassados \u00abcom mais e melhor investimento no ensino superior, na ci\u00eancia, na articula\u00e7\u00e3o entre as institui\u00e7\u00f5es de ensino superior e nos territ\u00f3rios\u00bb. \u00ab\u00c9 disso que se trata quando falamos de internacionaliza\u00e7\u00e3o no ensino superior, com impacto direto nas regi\u00f5es e nos contextos nacionais e globais\u00bb, referiu Rui Pedrosa.<\/p>\n<p>\u00abO projeto PPIN encaixa totalmente na vis\u00e3o do Polit\u00e9cnico de Leiria. Em primeiro lugar, porque somos cada vez mais uma institui\u00e7\u00e3o de ensino superior global, multicultural, aberta, sem muros e virada para o mundo, mas com foco no desenvolvimento regional. Em segundo lugar, porque acreditamos muito fortemente que o nosso pa\u00eds, em particular esta regi\u00e3o, s\u00f3 vai ter a capacidade de ser mais competitiva e de acrescentar valor nas suas cadeias produtivas, se investir cada vez mais no conhecimento, na inova\u00e7\u00e3o e na investiga\u00e7\u00e3o\u00bb, destacou o presidente.<\/p>\n<p>Por sua vez, a presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Polit\u00e9cnicos (CCISP) apontou a internacionaliza\u00e7\u00e3o como \u00abum dos fatores-chave do nosso desenvolvimento e crescimento\u00bb. \u00abEsta internacionaliza\u00e7\u00e3o faz-se n\u00e3o s\u00f3 ao n\u00edvel da capta\u00e7\u00e3o de mais estudantes e da forma\u00e7\u00e3o e qualifica\u00e7\u00e3o de mais jovens e mais adultos, mas tamb\u00e9m naquilo que \u00e9 a nossa liga\u00e7\u00e3o \u00e0s empresas e, sobretudo, na cria\u00e7\u00e3o de valor\u00bb, afirmou Maria Jos\u00e9 Fernandes.<\/p>\n<p>De acordo com a presidente do CCISP, o objetivo do PPIN passa por \u00abcriar uma rede de internacionaliza\u00e7\u00e3o coesa, que sirva as necessidades das v\u00e1rias regi\u00f5es, nomeadamente aquelas onde cada uma das institui\u00e7\u00f5es pertencentes ao projeto est\u00e1 inserida\u00bb. \u00abO que se pretende sobretudo com este projeto \u00e9 criar valor e colocar as empresas a trabalhar com as institui\u00e7\u00f5es polit\u00e9cnicas. Precisamos de ter mais institui\u00e7\u00f5es relacionadas, de captar mais estudantes e de ajudar outros pa\u00edses que necessitam de n\u00f3s\u00bb, referiu Maria Jos\u00e9 Fernandes, enaltecendo o trabalho do Polit\u00e9cnico de Leiria n\u00e3o s\u00f3 ao n\u00edvel da \u00abcapacidade que tem tido em associar empresas, institui\u00e7\u00f5es, fam\u00edlias, estudantes, internacionaliza\u00e7\u00e3o e investiga\u00e7\u00e3o\u00bb, mas tamb\u00e9m \u00abo valor que tem conseguido criar para esta regi\u00e3o\u00bb.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das apresenta\u00e7\u00f5es e debates com distintos convidados, o programa do III Encontro de Internacionaliza\u00e7\u00e3o de Empresas contou ainda com um jantar-confer\u00eancia, que decorreu ontem \u00e0 noite na NERLEI, com as presen\u00e7as de Francisco Andr\u00e9, secret\u00e1rio de Estado dos Neg\u00f3cios Estrangeiros e da Coopera\u00e7\u00e3o, e Ruaidhri Neavyn, consultor do Ensino Superior da Irlanda, bem como visitas \u00e0s empresas DRT Group, em Leiria, e MATCER\u00c2MICA &#8211; Fabrico de Loi\u00e7a, na Batalha.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es sobre o III Encontro de Internacionaliza\u00e7\u00e3o de Empresas podem ser consultadas em <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3MytGjl\">https:\/\/bit.ly\/3MytGjl<\/a>.<\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 Fonte: Midlandcom<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00abAo n\u00edvel das exporta\u00e7\u00f5es, Portugal enfrenta atualmente um desafio de quantidade, pois precisamos claramente de trazer mais empresas para este \u201cjogo\u201d da exporta\u00e7\u00e3o. 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