{"id":16998,"date":"2022-05-30T15:44:07","date_gmt":"2022-05-30T15:44:07","guid":{"rendered":"https:\/\/tintafresca.net\/?p=16998"},"modified":"2022-05-30T15:57:41","modified_gmt":"2022-05-30T15:57:41","slug":"consorcio-estuda-alternativas-sustentaveis-para-substituir-pesticidas-na-producao-de-pera-e-maca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/2022\/05\/30\/consorcio-estuda-alternativas-sustentaveis-para-substituir-pesticidas-na-producao-de-pera-e-maca\/","title":{"rendered":"Cons\u00f3rcio estuda alternativas sustent\u00e1veis para substituir pesticidas na produ\u00e7\u00e3o de pera e ma\u00e7\u00e3"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-17000\" src=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Maca_Gala.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"334\" srcset=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Maca_Gala.jpg 640w, https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/Maca_Gala-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/>O cons\u00f3rcio internacional liderado pela empresa portuguesa CAMPOTEC IN &#8211; Conserva\u00e7\u00e3o e Transforma\u00e7\u00e3o de Hortofrut\u00edcolas, que inclui o Polit\u00e9cnico de Leiria, o Polit\u00e9cnico do C\u00e1vado e Ave, a Technological University of the Shannon (Irlanda) e a Vorarlberg University (\u00c1ustria), tem explorado as algas marinhas da costa portuguesa em busca de compostos que permitam substituir os atuais pesticidas usados nos pomares de pera e ma\u00e7\u00e3 por solu\u00e7\u00f5es mais sustent\u00e1veis e naturais.<\/p>\n<p>Durante o \u00faltimo ano, o cons\u00f3rcio, atrav\u00e9s do projeto \u201cORCHESTRA\u201d, selecionou quatro algas marinhas encontradas entre Peniche e Viana do Castelo, cujos compostos extra\u00eddos mostraram a capacidade para eliminar fungos respons\u00e1veis por problemas como a sarna, a moniliose ou a estenfiliose, doen\u00e7as que causam grandes preju\u00edzos na atividade frut\u00edcola da pereira e da macieira. J\u00e1 foram iniciados ensaios em estufa com outras plantas e, em breve, estes novos fungicidas naturais de origem marinha ser\u00e3o testados em pereiras e macieiras.<\/p>\n<p>\u00abAlgumas algas marinhas s\u00e3o conhecidas por produzirem compostos que as protegem das condi\u00e7\u00f5es dos locais onde se encontram, e mesmo de herb\u00edvoros que delas se alimentam. Esses mesmos compostos possuem propriedades que podem ser aplicadas em dom\u00ednios diversos, como o desenvolvimento de f\u00e1rmacos ou cosm\u00e9ticos. Historicamente usadas como fertilizantes, agora, com o conhecimento que temos, podemos desenvolver solu\u00e7\u00f5es biotecnol\u00f3gicas para a utiliza\u00e7\u00e3o dos compostos que produzem na resolu\u00e7\u00e3o de problemas cr\u00edticos da agricultura, como algumas bact\u00e9rias e fungos que causam graves perdas econ\u00f3micas e tamb\u00e9m promover a melhor qualidade dos frutos nos seus processos de conserva\u00e7\u00e3o, promovendo produtos ainda mais seguros e de qualidade acrescida para o consumidor\u00bb, afirma Marco Lemos, professor do Polit\u00e9cnico de Leiria e investigador do Centro de Ci\u00eancia do Mar e do Ambiente (MARE), e respons\u00e1vel cient\u00edfico pelo projeto.<\/p>\n<p>\u00abCom esta parceria, refor\u00e7amos a nossa estrat\u00e9gia em procurar alternativas naturais para os problemas emergentes. Seguindo o nosso lema, \u201cA Natureza bem entregue\u201d, pretendemos aplicar no pomar algas que normalmente desagradam os banhistas nas praias da nossa costa, proporcionando um caminho nobre para as mesmas. Procuramos, assim, estreitar as liga\u00e7\u00f5es entre o mar e a terra, em prol de um mundo melhor e reaplicando os ensinamentos dos nossos antepassados, que j\u00e1 encontravam nas algas da nossa costa a nutri\u00e7\u00e3o que as \u00e1rvores fruteiras necessitavam\u00bb, refere D\u00e9lio Raimundo, coordenador da Qualidade e Inova\u00e7\u00e3o da CAMPOTEC IN.<\/p>\n<p>O projeto \u201cORCHESTRA &#8211; add-value to ORCHards through thE full valoriSaTion of macRoalgAe\u201d visa valorizar a fileira hortofrut\u00edcola, que representa 14% do valor da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola da Uni\u00e3o Europeia, promovendo a substitui\u00e7\u00e3o dos atuais pesticidas &#8211; apontados como fatores de risco para o meio ambiente e para a sa\u00fade p\u00fablica, al\u00e9m de reduzir a qualidade nutricional das frutas &#8211; por produtos ecoeficientes, sustent\u00e1veis e socialmente respons\u00e1veis de origem marinha.<\/p>\n<p>Copromovido com algumas parcerias internacionais, o \u201cORCHESTRA\u201d \u00e9 financiado pelo COMPETE 2020 e pela Funda\u00e7\u00e3o para a Ci\u00eancia e Tecnologia em cerca de um milh\u00e3o de euros.<\/p>\n<p>\u00abOutra particularidade das algas utilizadas neste projeto \u00e9 o facto de serem invasoras. Estas algas invasoras afetam profundamente a biodiversidade e comunidades locais, sendo que ao usarmos as mesmas estaremos a controlar a sua quantidade no ambiente e os seus impactos negativos. Isto promove n\u00e3o s\u00f3 melhorias substanciais no mar, mas tamb\u00e9m nos campos agr\u00edcolas onde os compostos s\u00e3o aplicados. O objetivo \u00e9 ser uma estrat\u00e9gia vencedora no mar e na terra. Depois destes compostos extra\u00eddos, a restante alga ser\u00e1 tamb\u00e9m utilizada para outros setores, como a ind\u00fastria alimentar ou cosm\u00e9tica, refor\u00e7ando uma cada vez mais necess\u00e1ria economia circular e gerando valor para diversas fileiras\u00bb, destaca Marco Lemos.<\/p>\n<p><strong> \u00a0Fonte: Midlandcom<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cons\u00f3rcio internacional liderado pela empresa portuguesa CAMPOTEC IN &#8211; Conserva\u00e7\u00e3o e Transforma\u00e7\u00e3o de Hortofrut\u00edcolas, que inclui o Polit\u00e9cnico de Leiria, o Polit\u00e9cnico do C\u00e1vado e Ave, a Technological University of the Shannon (Irlanda) e a Vorarlberg University (\u00c1ustria), tem explorado as algas marinhas da costa portuguesa em busca de compostos que permitam substituir os [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":17001,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,7],"tags":[],"class_list":["post-16998","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-ambiente","category-economia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16998","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16998"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16998\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17002,"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16998\/revisions\/17002"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/17001"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16998"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16998"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16998"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}