{"id":25290,"date":"2023-03-06T00:45:20","date_gmt":"2023-03-06T00:45:20","guid":{"rendered":"https:\/\/tintafresca.net\/?p=25290"},"modified":"2023-03-06T00:45:21","modified_gmt":"2023-03-06T00:45:21","slug":"obesidade-e-doenca-e-a-doenca-do-presente-e-do-futuro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/2023\/03\/06\/obesidade-e-doenca-e-a-doenca-do-presente-e-do-futuro\/","title":{"rendered":"Obesidade \u00e9 Doen\u00e7a. \u00c9 a doen\u00e7a do presente e do futuro!"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_25292\" style=\"width: 291px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-25292\" class=\"wp-image-25292 size-medium\" src=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Medica_Joana-Louro-281x300.jpg\" alt=\"\" width=\"281\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Medica_Joana-Louro-281x300.jpg 281w, https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/Medica_Joana-Louro.jpg 374w\" sizes=\"auto, (max-width: 281px) 100vw, 281px\" \/><p id=\"caption-attachment-25292\" class=\"wp-caption-text\">Dr\u00aa Joana Louro<\/p><\/div>\n<p>Reconhecemos, diagnosticamos e tratamos in\u00fameras doen\u00e7as cr\u00f3nicas. Seria impens\u00e1vel diagnosticar uma hipertens\u00e3o arterial e n\u00e3o a medicar. Seria absurdo controlar uma diabetes e assim que alcan\u00e7amos esse objetivo suspender os f\u00e1rmacos que permitiram lograr esse controlo. \u00c9 inquestion\u00e1vel, nos dias de hoje, o tratamento das doen\u00e7as cr\u00f3nicas. Porque sabemos que essa abordagem reduz as complica\u00e7\u00f5es, melhora a qualidade de vida e \u00e9 custo-efectiva. Ent\u00e3o, pergunto: E a obesidade? At\u00e9 quando vamos ignorar?<\/p>\n<p>A obesidade \u00e9 uma DOEN\u00c7A CR\u00d3NICA. \u00c9 fundamental mudar o \u201cmindset\u201d da sociedade em geral (e dos profissionais de sa\u00fade tamb\u00e9m&#8230;), que estigmatiza e culpabiliza estes indiv\u00edduos. \u00c9 um erro acreditar que chamar obeso \u00e9 um insulto \u00e0 sua dignidade. A obesidade \u00e9 uma doen\u00e7a cr\u00f3nica, muito complexa e multifatorial. A gordura corporal anormal ou excessiva (adiposidade) compromete a sa\u00fade, aumentando o risco de complica\u00e7\u00f5es a longo prazo e reduzindo a esperan\u00e7a de vida. N\u00e3o \u00e9 \u2013 apenas &#8211; um problema est\u00e9tico e n\u00e3o resulta \u2013 apenas &#8211; do excesso de ingesta alimentar. \u00c9 uma doen\u00e7a! Em toda a sua dimens\u00e3o: gen\u00e9tica, epigen\u00e9tica, neurog\u00e9nica, hormonal, ambiental, enfim&#8230;<\/p>\n<p>Atualmente, 38% da popula\u00e7\u00e3o mundial (o equivalente a 2,6 mil milh\u00f5es de pessoas) j\u00e1 \u00e9 obesa ou tem excesso de peso. E, sem mudan\u00e7as substanciais, o n\u00famero vai agravar-se! At\u00e9 2035, mais de metade da popula\u00e7\u00e3o mundial (51%) dever\u00e1 tornar-se obesa ou com excesso de peso. E a obesidade entre crian\u00e7as e jovens dever\u00e1, de acordo com os dados atuais, aumentar mais rapidamente do que entre os adultos.<\/p>\n<p>Sabemos ainda que a obesidade aumenta substancialmente o risco de doen\u00e7as como diabetes mellitus tipo 2, hipertens\u00e3o, enfarte agudo do mioc\u00e1rdio, acidente vascular cerebral, dem\u00eancia, osteoartrite, apneia obstrutiva do sono e v\u00e1rios tipos de cancro. E est\u00e1, como tal, associada a elevada morbilidade e mortalidade. \u00c9 dif\u00edcil encontrar qualquer patologia que n\u00e3o seja mais prevalente no individuo obeso, ou cuja obesidade n\u00e3o a agrave.<\/p>\n<p>E como quase sempre acontece nestes grandes problemas de sa\u00fade publica, s\u00e3o os pa\u00edses mais pobres e as classes sociais mais desfavorecidas, os que enfrentam maiores aumentos na obesidade, correndo riscos ainda mais graves por n\u00e3o estarem preparados para lidar com a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>E para al\u00e9m da sua dimens\u00e3o cl\u00ednica, a obesidade tem ainda grandes repercuss\u00f5es de dimens\u00e3o econ\u00f3mica e social. Mais que o impacto direto nos custos de Sa\u00fade, est\u00e1 ainda associada ao desemprego e \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o da produtividade, e assume contornos de flagelo social.<\/p>\n<p>\u00c9 incontorn\u00e1vel: Se falharmos hoje na reposta a obesidade, as repercuss\u00f5es futuras ser\u00e3o gritantes! Segundo o relat\u00f3rio da Federa\u00e7\u00e3o Mundial para a Obesidade, o custo global desta doen\u00e7a pode atingir os 4,32 bili\u00f5es de d\u00f3lares em pouco mais de uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Precisamos mesmo de encarar a dimens\u00e3o dos n\u00fameros e do problema! A obesidade \u00e9 uma das doen\u00e7as mais prevalentes, mais subvalorizadas, menos diagnosticadas e menos tratadas da atualidade. Mais que um Problema de Sa\u00fade P\u00fablica \u00e9 um Problema Priorit\u00e1rio de Sa\u00fade P\u00fablica!<\/p>\n<p>Para o enfrentar s\u00e3o requeridas estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m de tratamento, em abordagens que combinem interven\u00e7\u00f5es individuais com mudan\u00e7as sociais e pol\u00edticas. Abordagens que t\u00eam de envolver profissionais de sa\u00fade, mas tamb\u00e9m a sociedade civil e, naturalmente, os decisores pol\u00edticos. N\u00e3o podemos continuar a ignorar. \u00c9 urgente agir! \u00c9 urgente prevenir! \u00c9 ainda mais urgente tratar! Afinal, a Obesidade \u00e9 uma doen\u00e7a!<\/p>\n<p><strong> \u00a0 \u00a0 Joana Louro<\/strong><br \/>\nAssistente hospitalar graduada de medicina interna CHO-Unidade de Caldas da Rainha<br \/>\nN\u00facleo de Estudos da Diabetes Mellitus da SPMI<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Reconhecemos, diagnosticamos e tratamos in\u00fameras doen\u00e7as cr\u00f3nicas. Seria impens\u00e1vel diagnosticar uma hipertens\u00e3o arterial e n\u00e3o a medicar. Seria absurdo controlar uma diabetes e assim que alcan\u00e7amos esse objetivo suspender os f\u00e1rmacos que permitiram lograr esse controlo. \u00c9 inquestion\u00e1vel, nos dias de hoje, o tratamento das doen\u00e7as cr\u00f3nicas. 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