{"id":30262,"date":"2023-09-11T16:58:53","date_gmt":"2023-09-11T16:58:53","guid":{"rendered":"https:\/\/tintafresca.net\/?p=30262"},"modified":"2023-09-11T17:06:14","modified_gmt":"2023-09-11T17:06:14","slug":"festival-de-setembro-nos-migrantes-celebrou-a-reabilitacao-do-castelo-e-paco-dos-condes-de-ourem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/2023\/09\/11\/festival-de-setembro-nos-migrantes-celebrou-a-reabilitacao-do-castelo-e-paco-dos-condes-de-ourem\/","title":{"rendered":"Festival de Setembro \u2013 \u201cN\u00f3s, Migrantes\u201d celebrou a reabilita\u00e7\u00e3o do Castelo e Pa\u00e7o dos Condes de Our\u00e9m"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_30264\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-30264\" class=\"wp-image-30264 size-full\" src=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Ourem_festival_de_setembro30.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Ourem_festival_de_setembro30.jpg 500w, https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2023\/09\/Ourem_festival_de_setembro30-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><p id=\"caption-attachment-30264\" class=\"wp-caption-text\">Concerto no Castelo de Our\u00e9m<\/p><\/div>\n<p>Seis anos depois da \u00faltima edi\u00e7\u00e3o, o Festival de Setembro regressou \u00e0 Vila Medieval de Our\u00e9m. Durante tr\u00eas dias, o Centro Hist\u00f3rico acolheu um conjunto de iniciativas de cultura, conhecimento e di\u00e1logo em torno da diversidade cultural. Inspirada no tema \u201cN\u00f3s, Migrantes\u201d, esta edi\u00e7\u00e3o parte das trajet\u00f3rias da emigra\u00e7\u00e3o oureense para Fran\u00e7a, Reino Unido, Brasil, Angola, Mo\u00e7ambique, a par de todos os outros destinos do mundo, para pensar novas conce\u00e7\u00f5es de lugar. Atrav\u00e9s de um cruzamento disciplinar em ambiente de festa e em cocria\u00e7\u00e3o com a comunidade local, o Festival idealiza e interpela as rela\u00e7\u00f5es entre patrim\u00f3nio, interculturalidade e produ\u00e7\u00e3o de lugares renovados.<\/p>\n<p><strong>Retrospetiva<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s uma edi\u00e7\u00e3o 0, em 2014, a 1.\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Festival de Setembro aconteceu em 2015. Com o tema \u201cInspira\u00e7\u00f5es do Mediterr\u00e2neo\u201d o festival abordou \u201cO Mediterr\u00e2neo a partir do itiner\u00e1rio do 4.\u00ba Conde de Our\u00e9m\u201d. Em 2016, a partir da \u201cDi\u00e1spora e presen\u00e7a judaica em Our\u00e9m\u201d, o festival celebrou a heran\u00e7a e as marcas deixadas pelos Judeus em Our\u00e9m. O tema de 2017, \u201cDe Our\u00e9m ao Oriente\u201d inspirou-se na liga\u00e7\u00e3o entre Our\u00e9m e o Oriente a partir da viagem de Francisco Vieira de Figueiredo no crep\u00fasculo do imp\u00e9rio portugu\u00eas do Oriente (no s\u00e9culo XVII) para trazer as marcas culturais dos pa\u00edses do Sudeste Asi\u00e1tico\/Oriente por onde este destacado comerciante e diplomata oureense passou.<\/p>\n<p>Em 2023, conclu\u00edda a reabilita\u00e7\u00e3o do Castelo e Pa\u00e7o dos Condes, o Festival retoma com o tema \u201cN\u00f3s, Migrantes\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u201cN\u00f3s Migrantes\u201d<\/strong><\/p>\n<p>O esp\u00edrito cosmopolita do 4.\u00ba Conde de Our\u00e9m, Dom Afonso, inspirou o Festival de Setembro, que transformou, ao longo de 3 dias, a simb\u00f3lica Vila Medieval de Our\u00e9m. A partir da base identit\u00e1ria de Our\u00e9m, simbolicamente refletida no Castelo, o conceito do Festival de Setembro partiu da rela\u00e7\u00e3o entre Patrim\u00f3nio \u2013 Hist\u00f3ria do Lugar \u2013 Interculturalidade. Inspirada no tema \u201cN\u00f3s, Migrantes\u201d, esta edi\u00e7\u00e3o partiu das trajet\u00f3rias da emigra\u00e7\u00e3o oureense para Fran\u00e7a, Reino Unido, Brasil, Angola, Mo\u00e7ambique, a par de todos os outros destinos do mundo, para pensar novas conce\u00e7\u00f5es de lugar. Atrav\u00e9s de um cruzamento disciplinar em ambiente de festa e em cocria\u00e7\u00e3o com a comunidade local, o Festival idealizou e interpelou as rela\u00e7\u00f5es entre patrim\u00f3nio, interculturalidade e produ\u00e7\u00e3o de lugares renovados.<\/p>\n<p><strong>Sess\u00e3o de Abertura<\/strong><\/p>\n<p>O Festival teve in\u00edcio na sexta-feira, dia 8 de setembro, com uma sess\u00e3o de abertura que decorreu no Audit\u00f3rio do Pa\u00e7o dos Condes e que contou com as presen\u00e7as do Presidente da C\u00e2mara Municipal de Our\u00e9m, Lu\u00eds Miguel Albuquerque e restante verea\u00e7\u00e3o, do Secret\u00e1rio de Estado dos Neg\u00f3cios Estrangeiros, Francisco Andr\u00e9, e de representantes do Observat\u00f3rio da Emigra\u00e7\u00e3o (Cl\u00e1udia Pereira), do Alto Comissariado para as Migra\u00e7\u00f5es (M\u00e1rio Ribeiro) e do Centro em Rede de Emigra\u00e7\u00e3o em Antropologia (CRIA), entre os demais convidados.<\/p>\n<p>Lu\u00eds Miguel Albuquerque, o primeiro orador da sess\u00e3o de abertura, destacou o regresso do Festival num cen\u00e1rio melhorado, tendo em conta as obras de requalifica\u00e7\u00e3o do Castelo e do Pa\u00e7o dos Condes e que permitem condi\u00e7\u00f5es de acessibilidade e visita\u00e7\u00e3o sem precedentes. O anfitri\u00e3o da sess\u00e3o fez ainda alus\u00e3o aos mais marcantes aspetos demogr\u00e1ficos do concelho de Our\u00e9m, num cen\u00e1rio indubitavelmente marcado pelas din\u00e2micas demogr\u00e1ficas da comunidade migrante a viver no nosso territ\u00f3rio. Cl\u00e1udia Pereira, do Observat\u00f3rio da Emigra\u00e7\u00e3o apresentou em n\u00fameros e graficamente as tend\u00eancias demogr\u00e1ficas da \u201cemigra\u00e7\u00e3o\u201d e da \u201cimigra\u00e7\u00e3o\u201d no nosso concelho, por pa\u00eds, ao longo das d\u00e9cadas. M\u00e1rio Ribeiro, do Alto Comissariado para as Migra\u00e7\u00f5es, usou a sua interven\u00e7\u00e3o para destacar o trabalho e esp\u00edrito de miss\u00e3o do CLAIM de Our\u00e9m, a quem agradeceu tamb\u00e9m a coopera\u00e7\u00e3o, num concelho com 6.3% de popula\u00e7\u00e3o estrangeira residente.<\/p>\n<p>A sess\u00e3o de abertura terminou com a interven\u00e7\u00e3o do Secret\u00e1rio de Estado dos Neg\u00f3cios Estrangeiros. Francisco Andr\u00e9, tamb\u00e9m ele um Oureense, come\u00e7ou a sua interven\u00e7\u00e3o elogiando o trabalho de reabilita\u00e7\u00e3o do Castelo e do Pa\u00e7o dos Condes, um t\u00e3o importante e marcante s\u00edmbolo da cultura Oureense. Aflorou tamb\u00e9m a sempre dispon\u00edvel e pronta coopera\u00e7\u00e3o institucional na \u00e1rea social, nomeadamente ao n\u00edvel do acolhimento de refugiados, referindo-se a Our\u00e9m como detentor de uma \u201cvis\u00e3o moderna e aberta\u201d t\u00e3o essencial, para compreender e atuar na \u00e1rea do acolhimento da comunidade migrante. Francisco Andr\u00e9 terminou com um n\u00famero, relativamente \u00e0 comunidade emigrante. Segundo os mais recentes dados, os cidad\u00e3os naturais do concelho de Our\u00e9m a residir no estrangeiro ascendem a 12 000, espalhados por 36 pa\u00edses. Esta \u201cdissemina\u00e7\u00e3o\u201d e a cada vez maior representa\u00e7\u00e3o em cargos de relevo em todo o mundo, enriquece e dignifica, muito, a nossa matriz identit\u00e1ria.<\/p>\n<p>O momento inaugural do Festival marcou ainda o in\u00edcio da programa\u00e7\u00e3o com o Semin\u00e1rio \u201cTrajet\u00f3rias da Emigra\u00e7\u00e3o Portuguesa\u201d. Este f\u00f3rum, onde participou a comunidade cient\u00edfica, fez uma reflex\u00e3o conjunta em torno do panorama atual da emigra\u00e7\u00e3o portuguesa, alargando a discuss\u00e3o a din\u00e2micas culturais e representa\u00e7\u00f5es identit\u00e1rias constru\u00eddas a partir das trajet\u00f3rias migrat\u00f3rias. \u201cTrajet\u00f3rias da emigra\u00e7\u00e3o portuguesa\u201d contou com o alto patroc\u00ednio do Observat\u00f3rio da Emigra\u00e7\u00e3o, que abordou o panorama atual da emigra\u00e7\u00e3o portuguesa, e as v\u00e1rias confer\u00eancias e tert\u00falias contaram com a participa\u00e7\u00e3o da comunidade local e do Alto Comissariado para as Migra\u00e7\u00f5es e CRIA \u2013 Centro em Rede de Investiga\u00e7\u00e3o em Antropologia.<\/p>\n<p><strong>DIA 8<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro dia do Festival de Setembro foi um Mundo de cores, culturas e sensibilidades materializadas em Semin\u00e1rios, Visitas guiadas, Tert\u00falias, M\u00fasica, Cinema e Teatro, num cen\u00e1rio deslumbrante. Destaque para \u201cConversas com o tempo\u201d, um momento de troca de lembran\u00e7as e impress\u00f5es protagonizado por utentes de IPSS de Our\u00e9m, em torno das suas experi\u00eancias de viagem e migra\u00e7\u00f5es. Para al\u00e9m do concerto de Dan Inger, \u201ca viagem\u201d, por M\u00e3ozorra, ou a atua\u00e7\u00e3o de Xaral\u2019sdixie, o momento alto da noite foi o concerto da angolana Selma Uamusse que esgotou por completo o Anfiteatro dos Torre\u00f5es, tendo a programa\u00e7\u00e3o terminado com a atua\u00e7\u00e3o do DJ Nuno Beats.<\/p>\n<p><strong>DIA 9<\/strong><\/p>\n<p>A Vila Medieval acordou inspirada pelo esp\u00edrito cosmopolita do 4.\u00ba Conde de Our\u00e9m, Dom Afonso, num clima repleto de sensa\u00e7\u00f5es, sabores e objetos de todo o mundo. O Jardim de Santa Teresa abra\u00e7ou o \u201cMundo \u00e0 volta \u2013 Espa\u00e7o Crian\u00e7a\u201d que fez a del\u00edcia dos mais novos ao longo dos tr\u00eas dias em espet\u00e1culos como \u201cFilas de sonhos\u201d, de Rita Sineirou ou \u201cSopa de Jerimu\u201d de Gra\u00e7a Ochoa. A tarde incluiu iniciativas como a tert\u00falia \u201cMigra\u00e7\u00e3o e Cidadania\u201d, um workshop de kizomba, \u201cRizoma\u201d, \u201cNinaninar\u201d ou A Trans(H)um\u00e2ncia, por Kopinxas numa Vila j\u00e1 a transbordar de sensa\u00e7\u00f5es. A noite caiu e trouxe com ela a exibi\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio Andorinhas, O Salto, pela Arabesque e o concerto de Luca Argel que, uma vez mais, fez vibrar o Anfiteatro dos Torre\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>DIA 10<\/strong><\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o iniciou-se na Galeria da Vila Medieval de Our\u00e9m, onde Marta Pinto, perante uma plateia maioritariamente infantil, apresentou o seu livro \u201cEmigra\u00e7\u00e3o. Que palavra esquisita!\u201d e quase em simult\u00e2neo decorreu, no Torre\u00e3o Nascente, a confer\u00eancia \u201cEcos, ex\u00edlios: Contratar o sil\u00eancio\u201d. A literatura regressou \u00e0 Galeria com Jos\u00e9 Carlos Godinho e a sua obra: Como o Fumo do Comboio e, ali pr\u00f3ximo, teve in\u00edcio a performance do grupo \u201cToc\u00e1ndar\u201d. Ao longo da tarde decorreram o espet\u00e1culo \u201cCh\u00e1 das cinco\u201d e o concerto de Jo\u00e3o Frade.<\/p>\n<p>Durante os tr\u00eas dias foi tamb\u00e9m poss\u00edvel desfrutar da gastronomia francesa, inglesa, brasileira, angolana e mo\u00e7ambicana, sem sair do concelho. Explorar o esp\u00edrito da viagem do 4.\u00ba Conde atrav\u00e9s de visitas guiadas, visitar as exposi\u00e7\u00f5es \u201cPor uma vida melhor\u201d, de G\u00e9rald Bloncourt e \u201cN\u00f3s Migrantes\u201d, assim como a vasta mostra de artesanato.<\/p>\n<p><strong>Envolvimento da comunidade<\/strong><\/p>\n<p>O Festival de Setembro apostou numa verdadeira valoriza\u00e7\u00e3o da cidadania e participa\u00e7\u00e3o das comunidades locais. Para al\u00e9m de toda a participa\u00e7\u00e3o popular, 15 IPSS do concelho foram desafiadas a promover oficinas de confe\u00e7\u00e3o de flores de papel, utilizadas como adere\u00e7os decorativos na Vila Medieval de Our\u00e9m. O Saber fazer das flores de papel deu ainda origem ao document\u00e1rio \u201c\ud835\udc68\ud835\udc8f\ud835\udc85\ud835\udc90\ud835\udc93\ud835\udc8a\ud835\udc8f\ud835\udc89\ud835\udc82\ud835\udc94\u201d, inspirado nas pr\u00e1ticas e imagens tradicionais das festividades locais de ver\u00e3o. Mais do que um lugar de espetador, mulheres e homens do concelho assumiram o protagonismo na cenografia das ruas em tons das bandeiras dos principais pa\u00edses representados na festa. O document\u00e1rio \u201cAndorinhas\u201d foi transmitido no Festival de Setembro em primeira m\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Um at\u00e9 j\u00e1<\/strong><\/p>\n<p>A grande viagem de \u201cN\u00f3s, Migrantes\u201d chegou ao fim. Mas durante 3 dias, a Vila Medieval de Our\u00e9m foi um observat\u00f3rio da diversidade cultural, inspirado nas trajet\u00f3rias da emigra\u00e7\u00e3o al\u00e9m fronteiras e materializadas nas mais diversas express\u00f5es art\u00edsticas.<\/p>\n<p>M\u00fasica-Teatro-Dan\u00e7a-Confer\u00eancias-Literatura-Cinema-Exposi\u00e7\u00f5es-Patrim\u00f3nio-Gastronomia-Artesanato. O Festival de Setembro parou em todas estas esta\u00e7\u00f5es e apeadeiros. Ao longo de tr\u00eas intensos dias foram milhares aqueles que ousaram subir a bordo desta aventura por culturas distantes e sensa\u00e7\u00f5es long\u00ednquas. Trazemos nas malas um rol de mem\u00f3rias e sentimentos renovados, moldados pelo cruzamento de viv\u00eancias e as rela\u00e7\u00f5es entre Patrim\u00f3nio, Hist\u00f3ria do Lugar e Interculturalidade.<\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 Fonte: CMO<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Seis anos depois da \u00faltima edi\u00e7\u00e3o, o Festival de Setembro regressou \u00e0 Vila Medieval de Our\u00e9m. Durante tr\u00eas dias, o Centro Hist\u00f3rico acolheu um conjunto de iniciativas de cultura, conhecimento e di\u00e1logo em torno da diversidade cultural. 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