{"id":33209,"date":"2024-01-22T00:15:29","date_gmt":"2024-01-22T00:15:29","guid":{"rendered":"https:\/\/tintafresca.net\/?p=33209"},"modified":"2024-01-22T00:16:41","modified_gmt":"2024-01-22T00:16:41","slug":"50-anos-do-25-de-abril-o-pe-descalco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/2024\/01\/22\/50-anos-do-25-de-abril-o-pe-descalco\/","title":{"rendered":"50 Anos do 25 de Abril: o &#8220;P\u00e9 Descal\u00e7o&#8221;"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_7382\" style=\"width: 206px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7382\" class=\"wp-image-7382\" src=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Jose_Alberto_Vasco01.jpg\" alt=\"\" width=\"196\" height=\"287\" \/><p id=\"caption-attachment-7382\" class=\"wp-caption-text\">Jos\u00e9 Alberto Vasco<\/p><\/div>\n<p>Nascer na Alcoba\u00e7a de meados da d\u00e9cada de 1950 significou tamb\u00e9m para mim ter come\u00e7ado a estudar no dec\u00e9nio seguinte, em plena deflu\u00eancia salazarista. Iniciei o per\u00edodo da escola prim\u00e1ria ainda no h\u00e1 muito extinto edif\u00edcio escolar situado na zona onde presentemente se situa o parque de estacionamento junto ao mercado municipal, de onde nos transferiram pouco tempo depois para um novo edif\u00edcio, aquele onde atualmente se localizam a Junta de Freguesia e o Ju\u00edzo de Fam\u00edlia e Menores de Alcoba\u00e7a.<\/p>\n<p>Era um mi\u00fado da denominada classe m\u00e9dia e, chegado \u00e0 escola, uma das primeiras circunst\u00e2ncias que identifiquei foi a de haver uma perspicaz diferencia\u00e7\u00e3o de classe, favorecendo os alunos de origem mais rica face aos menos favorecidos. Estes \u00faltimos eram claramente os mais prejudicados, nomeadamente em termos de viol\u00eancia diretamente exercida sobre si pelos professores.<\/p>\n<p>Escapavam a essa agressividade conjuntural os meninos mesmo ricos e os da classe m\u00e9dia, mas havia tr\u00eas ou quatro alunos mais pobres, que eram habitualmente uma esp\u00e9cie de bombos da festa de um impiedoso professor, que sempre recordarei como um aut\u00eantico d\u00e9spota, que n\u00e3o hesitava em espancar impiedosa e impunemente aqueles indefesos garotos, numa \u00e9poca em que n\u00e3o havia classes mistas.<\/p>\n<p>Um dos usualmente mais agredidos era um colega a que cham\u00e1vamos \u201cRui Tonto\u201d, a quem vi desferir sovas de o levar ao ch\u00e3o, implorando merc\u00ea a um agressor que n\u00e3o recuava. A evolu\u00e7\u00e3o da vida levou a que esse desafortunado colega tivesse desaparecido da minha escola e da minha vida, mas nunca o esquecerei como genu\u00edno m\u00e1rtir de um ensino repressivo, efetivado por compulsivos servidores. Recordo tamb\u00e9m um outro colega dessa \u00e9poca, provavelmente o mais pobre de todos n\u00f3s, pois era o \u00fanico que ia sempre completamente descal\u00e7o para as aulas, tendo mesmo sido cognominado de \u201cP\u00e9 Descal\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p>Finalizado o ensino prim\u00e1rio, transferi-me para o ensino t\u00e9cnico e para a ent\u00e3o Escola T\u00e9cnica de Alcoba\u00e7a, hoje Escola Secund\u00e1ria D\u00aa In\u00eas de Castro. A\u00ed conclu\u00ed o Curso de Forma\u00e7\u00e3o de Serralheiro, tendo-me o percurso escolar encaminhado seguidamente para Leiria e para a frequ\u00eancia das chamadas Sec\u00e7\u00f5es Preparat\u00f3rias, cuja finalidade primordial era a admiss\u00e3o ao Instituto Industrial, proporcionando tamb\u00e9m a possibilidade de acesso ao Curso Geral dos Liceus ou \u00e0 Escola de Regentes Agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>Mudar-me da pacata Alcoba\u00e7a para a movimentada Leiria constituiu ent\u00e3o uma determinante convuls\u00e3o na minha vida, tamb\u00e9m consolidada nas disciplinas escolares que passei a frequentar, nomeadamente as de Hist\u00f3ria e Portugu\u00eas, essencialmente esta \u00faltima, em que era crucial o estudo da literatura portuguesa. A minha adolesc\u00eancia foi tamb\u00e9m ent\u00e3o enfatizada por uma apreens\u00e3o mais acentuada acerca do universo pol\u00edtico ent\u00e3o vivido em Portugal e a minha vida nunca mais foi a mesma, nomeadamente pelo espectro da guerra colonial em que Portugal estava ent\u00e3o envolvido e para a qual ser\u00edamos presumivelmente coagidos sem apelo nem agravo.<\/p>\n<p>O universo escolar encorajava a sua \u00edndole capciosa e autocr\u00e1tica, evidente nos programas escolares e no relacionamento entre professores e alunos, condicionando negativamente as nossas vidas e a nossa viv\u00eancia social. Essa ambi\u00eancia e novas e antigas amizades pessoais conduziram-me \u00e0s primeiras movimenta\u00e7\u00f5es no universo pol\u00edtico, numa \u00e9poca em que a n\u00edvel juvenil as influ\u00eancias mais marcantes e organizadas nesse campo eram o MJT (Movimento dos Jovens Trabalhadores, que sab\u00edamos ser conotado com o Partido Comunista Portugu\u00eas) e o MRPP (liderado pelo m\u00edtico Arnaldo de Matos), embora a minha inspira\u00e7\u00e3o pol\u00edtica emergente tivesse sido a partir de ent\u00e3o a social-democracia.<\/p>\n<p>A n\u00edvel escolar, a frequ\u00eancia da disciplina de Portugu\u00eas tornou-se fundamental na minha vida, a partir dessa \u00e9poca enriquecida pelo contacto com a produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria dos mais reconhecidos escritores portugueses, atraindo-me ent\u00e3o essencialmente Fern\u00e3o Lopes, Almeida Garrett e Ces\u00e1rio Verde, assumindo a intrepidez de desconsiderar Bernardim Ribeiro, Cam\u00f5es e E\u00e7a de Queir\u00f3s, entre outras estrelas da literatura portuguesa que o programa nos impunha, mas mantendo sempre Fernando Pessoa como uma esp\u00e9cie de reserva estrat\u00e9gica.<\/p>\n<p>Uma decisiva perturba\u00e7\u00e3o que nos confrontava era a exist\u00eancia de uma perversa Comiss\u00e3o de Censura, que maleficamente proibia e esquartejava muito do que nesse per\u00edodo se pretendia publicar, pretendendo assim defender a op\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica vigente. Calhou-nos ent\u00e3o em sorte uma distinta e corajosa professora, que subversivamente nos foi proporcionando o conhecimento da produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria de eminentes escritores portugueses que o programa escolar era constrangido a ignorar e de que a repress\u00e3o governamental nos afastava, pela proibi\u00e7\u00e3o e pela omiss\u00e3o: Carlos de Oliveira, Jos\u00e9 Rodrigues Migu\u00e9is, Soeiro Pereira Gomes e Urbano Tavares Rodrigues foram alguns deles, mas o mais significativo de todos foi Nuno de Bragan\u00e7a, com o seu intr\u00e9pido romance <em>A Noite e o Riso<\/em>, tesouro liter\u00e1rio que revelou em mim um inabal\u00e1vel interesse pela escrita.<\/p>\n<p>Comecei ent\u00e3o a escrever um romance, intitulado <em>A Greve &amp; Outras Coisas<\/em>, que relatava a viv\u00eancia juvenil no depressivo universo ent\u00e3o vivido em Portugal, povoado pela proibi\u00e7\u00e3o de direitos fundamentais em termos de liberdade vivencial e pol\u00edtica, evidenciando Portugal como um pa\u00eds em que tudo nos era proibido, incluindo a Coca-Cola, que ainda hoje recordo como uma das mais est\u00fapidas proibi\u00e7\u00f5es daquela \u00e9poca de r\u00fastico entorpecimento salazarista.<\/p>\n<p>A minha vida continuou logicamente a politizar-se, assumindo uma milit\u00e2ncia aberta e n\u00e3o conotada, o que me direcionava \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o subversiva de comunicados de movimentos oposicionistas que \u00e0 partida pouco tinham a ver uns com os outros, embora fosse comum o reconhecimento da necessidade de que o objectivo principal seria sempre derrotar o obtuso e indigno regime que nos governava.<\/p>\n<p>Marcelo Caetano era ent\u00e3o o rosto do regime que nos superintendia, afrontando diariamente a nossa liberdade, personificado a n\u00edvel do ensino por Veiga Sim\u00e3o e pela sua anunciada e enaltecida Reforma, cujos objetivos nos pareciam pouco claros, revelando-se como mais uma amea\u00e7a \u00e0s nossas vidas e ao nosso futuro.<\/p>\n<p>Continuei a ser um estudante dedicado e envolvido, preenchendo uma razo\u00e1vel parte dos meus tempos livres com a atividade cultural poss\u00edvel, lendo o que conseguia, frequentando o cinema dispon\u00edvel que me interessava e ouvindo m\u00fasica, a partir dessa \u00e9poca entusiasmado com a liberdade e arrojo do <em>free jazz<\/em>, que descobrira atrav\u00e9s do seminal livro <em>Revolu\u00e7\u00e3o do Jazz<\/em>, de autoria do saudoso Jorge Lima Barreto, complementando o que nele lia com a compra dos respetivos discos na lend\u00e1ria discoteca que ent\u00e3o funcionava no piso superior da Electrolis, onde descobri tamb\u00e9m os King Crimson.<\/p>\n<p>Continuava a escrever o meu romance, que narrava essencialmente a viv\u00eancia de dois jovens amigos, um estudante e um trabalhador, que entre si partilhavam as dificuldades e esperan\u00e7as daqueles tempos de dif\u00edcil esperan\u00e7a, pois o futuro mais previs\u00edvel era a chamada obrigat\u00f3ria para combater numa guerra que nada lhes dizia. Face \u00e0 vigente ambi\u00eancia de proibi\u00e7\u00e3o, fui partilhando com os amigos mais pr\u00f3ximos o que ia escrevendo no meu <em>A Greve &amp; Outras Coisas<\/em>, o que me foi dando a conhecer como escritor, n\u00e3o deixando tamb\u00e9m de incentivar alguns dos nossos \u00edmpetos mais revolucion\u00e1rios, que com maior ou menor relut\u00e2ncia \u00edamos manifestando no meio escolar.<\/p>\n<p>Essa ambi\u00eancia revolucion\u00e1ria ganharia um novo \u00edmpeto quando os trabalhadores da F\u00e1brica de Limas Tom\u00e9 Feteira, em Vieira de Leiria, se arrojaram em fevereiro de 1974 numa corajosa e desafrontada greve, afrontando o regime pol\u00edtico reacion\u00e1rio e fascista que proibia tamb\u00e9m essa liberdade democr\u00e1tica. Foi ent\u00e3o que a Turma 35 da Escola Industrial e Comercial de Leiria se decidiu tamb\u00e9m a enveredar pela afronta declarada ao regime e ao seu decadente ensino, iniciando tamb\u00e9m uma greve, que, apesar de ser um ato proibido, n\u00e3o deixou de ter ent\u00e3o alguns reflexos e notoriedade exterior.<\/p>\n<p>O alvo direto da nossa assumida rebeli\u00e3o foi uma das nossas professoras, que justificava em plenas aulas a sua m\u00e1 fama e o terror que inspirava nos seus alunos, afirmando-se essa nossa greve como um exemplar ato de afrontamento do regime fascista que nos controlava e reprimia as justas e necess\u00e1rias liberdades, j\u00e1 ent\u00e3o permitidas em qualquer regime democr\u00e1tico. Essa greve efetivou-se tamb\u00e9m em fevereiro de 1974, tendo-se quase imediatamente seguido o usual inqu\u00e9rito, adivinhando-se a presum\u00edvel expuls\u00e3o do ensino de alguns dos seus intervenientes, um dos quais era eu mesmo.<\/p>\n<p>Sensivelmente a meio do mar\u00e7o seguinte registou-se uma inesperada substitui\u00e7\u00e3o no respons\u00e1vel por essa investiga\u00e7\u00e3o, facto que inicialmente nos deixou receosos, mas que pouco tempo depois nos descativou a margem de esperan\u00e7a que nos poderia facultar a salva\u00e7\u00e3o face \u00e0 puni\u00e7\u00e3o que eventualmente se antevia, dado que esse novo respons\u00e1vel pelo inqu\u00e9rito, um outro professor da nossa escola, se nos revelou como militante clandestino do PCP.<\/p>\n<p>Os representantes dos alunos grevistas souberam isso logo na sua primeira sess\u00e3o de inqu\u00e9rito, em que lhes foi assegurado que a coloca\u00e7\u00e3o desse professor naquele cargo tinha a inten\u00e7\u00e3o de protelar ao m\u00e1ximo a investiga\u00e7\u00e3o em curso, pois algo de fundamental se iria passar em Portugal dentro de muito pouco tempo, alterando definitivamente o nosso presente e o nosso futuro.<\/p>\n<p>Ter\u00edamos essa resposta nessa data brilhante e inesquec\u00edvel que foi o dia 25 de Abril de 1974 e, efetivamente, o nosso presente e o nosso futuro foram definitivamente alterados, gra\u00e7as ao esclarecido e heroico grupo de militares que idealizou e concretizou a revolu\u00e7\u00e3o que permitiu a Portugal deixar para tr\u00e1s aqueles anos em que n\u00e3o foi mais que um pa\u00eds moribundo e afastado da realidade democr\u00e1tica e dos princ\u00edpios elementares do Estado de Direito.<\/p>\n<p>Uma das primeiras altera\u00e7\u00f5es a n\u00edvel do ensino foi a de finalmente se poderem constituir associa\u00e7\u00f5es de estudantes, facto de que uma das minhas primeiras consequ\u00eancias, tal como para alguns dos outros participantes na greve da Turma 35, foi a de termos sido eleitos para a dire\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o de Estudantes da Escola Industrial e Comercial de Leiria, \u00e9poca em que vivi exemplares momentos de liberdade e responsabilidade democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Outro desses inesquec\u00edveis momentos foi o de dois desses respons\u00e1veis, eu e o meu eterno amigo Carlos Rebelo, termos sido convidados para escrever o discurso do aluno que representaria os estudantes de Leiria na hist\u00f3rica e inesquec\u00edvel manifesta\u00e7\u00e3o que no dia 1 de maio desse ano assinalaria na Pra\u00e7a Rodrigues Lobo as primeiras comemora\u00e7\u00f5es livres do Dia do Trabalhador no novo Portugal democr\u00e1tico, discurso que nesse dia foi lido pelo Carlos, na varanda do Ateneu de Leiria, perante uma pra\u00e7a repleta de povo e liberdade.<\/p>\n<p>Um dos epis\u00f3dios mais curiosos de que me recordo nesses gloriosos dias foi a pris\u00e3o do marido da inesquec\u00edvel professora que nos libertara literatura proibida nas suas aulas, sob a acusa\u00e7\u00e3o de ser agente da odiosa PIDE. Assumi a nova viv\u00eancia democr\u00e1tica em total empenho e liberdade, embora a libertadora revolu\u00e7\u00e3o tenha ent\u00e3o presumivelmente liquidado a minha carreira liter\u00e1ria, dado que o meu romance ficou automaticamente desatualizado, nunca tendo sido publicado.<\/p>\n<p>Liquidada ficou tamb\u00e9m a partir da\u00ed a minha carreira futebol\u00edstica, dado que estava acertado com um clube da regi\u00e3o para na \u00e9poca seguinte me federar e ir jogar na ent\u00e3o I Divis\u00e3o Distrital. Deixei tamb\u00e9m ent\u00e3o de estudar, tendo ido trabalhar para a empresa comercial que o meu pai entretanto fundara, tendo apenas reiniciado os meus estudos quase uma d\u00e9cada depois, concluindo o ensino liceal e tendo depois iniciado o meu catastr\u00f3fico percurso pelo Curso de Direito, liquidado numa fulminante prova oral de Direito Constitucional em que fui literalmente trucidado pelo Professor Gomes Canotilho.<\/p>\n<p>Como todas as revolu\u00e7\u00f5es, o 25 de Abril tem sido um projeto coletivo de avan\u00e7os e recuos, em que o fundamental continua a ser o facto de Portugal ser honrado por uma Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica que nos permite viver em total liberdade democr\u00e1tica. Surpreendentemente, h\u00e1 alguns meses, cruzei-me numa rua de Alcoba\u00e7a com um senhor que rapidamente reconheci como sendo o antigo colega da escola prim\u00e1ria a que cham\u00e1vamos \u201cP\u00e9 Descal\u00e7o\u201d. Confesso que foi para mim um momento de enorme e cristalina felicidade, dado que ele ia acompanhado por uma senhora, que presumi ser a sua mulher, e por alguns meninos, que presumi serem seus filhos. Olhei para os p\u00e9s de todos eles e confirmei, maravilhado, que todos eles iam devidamente cal\u00e7ados. Refleti com imediata e inexced\u00edvel felicidade que s\u00f3 por isso tamb\u00e9m valeu plenamente o 25 de Abril, a que aqui deixo mais este viva!<\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Jos\u00e9 Alberto Vasco<\/strong><br \/>\nEscritor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascer na Alcoba\u00e7a de meados da d\u00e9cada de 1950 significou tamb\u00e9m para mim ter come\u00e7ado a estudar no dec\u00e9nio seguinte, em plena deflu\u00eancia salazarista. Iniciei o per\u00edodo da escola prim\u00e1ria ainda no h\u00e1 muito extinto edif\u00edcio escolar situado na zona onde presentemente se situa o parque de estacionamento junto ao mercado municipal, de onde nos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7382,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-33209","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33209","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=33209"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33209\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":33212,"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/33209\/revisions\/33212"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7382"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=33209"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=33209"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=33209"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}