{"id":37557,"date":"2024-11-04T23:05:33","date_gmt":"2024-11-04T23:05:33","guid":{"rendered":"https:\/\/tintafresca.net\/?p=37557"},"modified":"2024-11-04T23:14:59","modified_gmt":"2024-11-04T23:14:59","slug":"festival-de-orgao-de-santarem-celebra-a-musica-antiga-tocada-em-orgaos-historicos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/2024\/11\/04\/festival-de-orgao-de-santarem-celebra-a-musica-antiga-tocada-em-orgaos-historicos\/","title":{"rendered":"Festival de \u00d3rg\u00e3o de Santar\u00e9m celebra a m\u00fasica antiga tocada em \u00f3rg\u00e3os hist\u00f3ricos"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_37559\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-37559\" class=\"wp-image-37559 size-full\" src=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Santarem_FOS-2024-Conferencia-de-Imprensa-04-Nov20.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Santarem_FOS-2024-Conferencia-de-Imprensa-04-Nov20.jpg 500w, https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Santarem_FOS-2024-Conferencia-de-Imprensa-04-Nov20-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><p id=\"caption-attachment-37559\" class=\"wp-caption-text\">Confer\u00eancia de imprensa de apresenta\u00e7\u00e3o do FOS<\/p><\/div>\n<p>Santar\u00e9m recebe a 6\u00aa edi\u00e7\u00e3o do F\u00d3S \u2014 Festival de \u00d3rg\u00e3o de Santar\u00e9m entre os dias 10 de novembro e 1 de dezembro com muita m\u00fasica, cinema, poesia e dan\u00e7a. Este evento anual colocou Santar\u00e9m no mapa do circuito dos festivais de m\u00fasica antiga realizados em Portugal, dando destaque \u00e0 cidade que constituiu um espa\u00e7o \u00fanico a n\u00edvel nacional, ao reunir na \u00e1rea do seu centro hist\u00f3rico um maior n\u00famero de \u00f3rg\u00e3os em boas condi\u00e7\u00f5es de funcionamento. Em 2024,Santar\u00e9m acolhe novamente um dos mais importantes eventos do pa\u00eds dedicado a divulgar a m\u00fasica antiga tocada em \u00f3rg\u00e3os hist\u00f3ricos. O F\u00d3S- Festival de \u00d3rg\u00e3o de Santar\u00e9m regressa no m\u00eas de novembro e traz consigo muitas novidades pelas m\u00e3os de organistas portugueses e internacionais.<\/p>\n<p>A festa do \u00f3rg\u00e3o hist\u00f3rico regressa em 2024 para celebrar a m\u00fasica antiga, com a dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Rui Paulo Teixeira, que este ano programou nomes de destaque no panorama organ\u00edstico, como \u00c1d\u00e1mTabajdi, Ludovice Ensemble, Afonso Torres, Orquestra Cl\u00e1ssica do Centro, Ensemble Quarto Tom,Musurgia Ensemble, Coro Ricercare, entre muitos outros int\u00e9rpretes de relevo.<\/p>\n<p>A 6.\u00aa edi\u00e7\u00e3o do F\u00d3S \u2014 Festival de \u00d3rg\u00e3o de Santar\u00e9m \u00e9 um evento organizado pelo Munic\u00edpio de Santar\u00e9m, em parceria com a Diocese de Santar\u00e9m e a Santa Casa da Miseric\u00f3rdia da cidade, que teve o m\u00e9rito de colocar este festival entre os mais importantes do g\u00e9nero que se realizam de norte a sul de Portugal.<\/p>\n<p><strong>In Vino M\u00fasica \u2013 Recital Enol\u00f3gico | Capital do Vinho 2024<\/strong><\/p>\n<p>A edi\u00e7\u00e3o de 2024 doF\u00d3S &#8211; Festival de \u00d3rg\u00e3o de Santar\u00e9m estende-se a v\u00e1rias vilas que integram o Concelho de Santar\u00e9m, onde v\u00e3o ser apresentados recitais de \u00f3rg\u00e3o em locais que, por norma, n\u00e3o fazem parte do circuito de qualquer festival de m\u00fasica. Uma das grandes inova\u00e7\u00f5es do F\u00d3S 2024, ser\u00e1 a realiza\u00e7\u00e3o do projeto &#8216;In Vino M\u00fasica \u2013 Recital Enol\u00f3gico&#8217;, uma iniciativa que vai levar a m\u00fasica de \u00f3rg\u00e3o hist\u00f3rico at\u00e9 algumas quintas produtoras de vinho. O Ensemble Quarto Tom, com dire\u00e7\u00e3o de Lu\u00eds Toscano e \u00f3rg\u00e3o executado por Ricardo Toste apresenta dois recitais, um primeiro na Quinta Monteiro de Matos, em S\u00e3o Vicente do Pa\u00fal, no domingo, 10 de novembro, pelas 15h, e um segundo na Quinta da Ribeirinha, na P\u00f3voa de Santar\u00e9m, no mesmo dia, a partir das 19h00.<\/p>\n<p>O ensemble Quarto Tom \u00e9 constitu\u00eddo por uma forma\u00e7\u00e3o base de quatro cantores profissionais com vasta experi\u00eancia em performance a cappella, com destaque na interpreta\u00e7\u00e3o de polifonia renascentista. Com a<\/p>\n<p>sua origem h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada, este quarteto vocal desenvolve o seu trabalho em torno de obras fundamentalmente provenientes de fontes originais transcritas. Neste programa \u2013In Vino Musica &#8211; o grupo\u00a0 complementa-se no \u00f3rg\u00e3o com Ricardo Toste, com quem se tem cruzado em in\u00fameras ocasi\u00f5es musicais.<\/p>\n<p>In VinoM\u00fasica, \u2018Vinho, inspira\u00e7\u00e3o na m\u00fasica nos s\u00e9culos XV e XVI\u2019<\/p>\n<p>Os frutos da estreita rela\u00e7\u00e3o entre a M\u00fasica e o Vinho s\u00e3o aud\u00edveis ao longo de toda a Hist\u00f3ria da M\u00fasicaOcidental, num caminho de prof\u00edcua inspira\u00e7\u00e3o m\u00fatua. Queremos celebr\u00e1-la em concerto, num localpr\u00f3ximo \u00e0 origem do Vinho, interpretando obras essencialmente dos s\u00e9culos XV e XVI. Nos textos das obras selecionadas afirma-se o valor do Vinho pelo louvor da sua sacralidade e atrav\u00e9s do enaltecimento da sua capacidade de \u201cdilui\u00e7\u00e3o das inibi\u00e7\u00f5es\u201d e de ser \u201ca voz e o cora\u00e7\u00e3o da coragem\u201d.<\/p>\n<p>O report\u00f3rio integra obras de compositores de refer\u00eancia e convida o espectador a degustar auditivamente sonoridades musicais distintas, ora no sabor aveludado de pe\u00e7as de m\u00fasica sacra, ora no aroma frutado de obras musicais de car\u00e1cter jocoso e alegre, que equilibram o concerto.<\/p>\n<p><strong>\u00c0 Volta do F\u00d3S | Organalis &#8211; Ciclo de \u00d3rg\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Outra das novidades do F\u00d3S para esta edi\u00e7\u00e3o de 2024 ser\u00e1 a apresenta\u00e7\u00e3o de recitais em algumas das vilas que integram o Concelho de Santar\u00e9m. \u2018\u00c0 Volta do F\u00d3S\u2019 \u00e9 uma dessas inova\u00e7\u00f5es que se apresenta como \u2018Organalis &#8211; Ciclo de \u00d3rg\u00e3o\u2019, sendo uma iniciativa que passa pela oferta de concertos em igrejas localizadas em vilas como Alcanede, Alcanh\u00f5es, Pernes, Trem\u00eas e Vale de Santar\u00e9m, que v\u00e3o receber recitais interpretados por nomes como Rute Martins, L\u00eddia Correia, Davide Barros, Marta Cruz e David Paccetti.<\/p>\n<p>A igreja Paroquial de Trem\u00eas recebe Rute Martins, com um concerto a solo de \u00f3rg\u00e3o, na noite de sexta-feira, 15 de novembro, a partir das 21h30.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a solo, L\u00eddia Correia apresenta-se na Igreja Matriz de Alcanede no dia seguinte, s\u00e1bado, 16 de novembro, a partir das 15h30. Depois das 21h30 ser\u00e1 vez da Igreja da Miseric\u00f3rdia de Pernes escutar o \u00f3rg\u00e3o de Davide Barros.<\/p>\n<p>Para domingo, 17 de novembro, Marta Cruz toca na Igreja Paroquial de Alcanh\u00f5es, a partir das 11h30, enquanto David Paccetti atua pelas 15h00 na Igreja Nossa Senhora da Expecta\u00e7\u00e3o, no Vale de Santar\u00e9m.<\/p>\n<p>David Paccetti Correia diplomou-se em \u00f3rg\u00e3o pelo Conservat\u00f3rio de M\u00fasica de Sarago\u00e7a, como bolseiro da Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, sob a orienta\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Lu\u00eds Gonz\u00e1lez Uriol, e em M\u00fasica &#8211; \u00d3rg\u00e3o pela Universidade de \u00c9vora, sob orienta\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Vaz. Foi gestor dos \u00f3rg\u00e3os hist\u00f3ricos de Santar\u00e9m e director do Ciclo de \u00d3rg\u00e3o de Santar\u00e9m. Participou em oito edi\u00e7\u00f5es do Ciclo de Concertos na Bas\u00edlica do Pal\u00e1cio Nacional de Mafra. \u00c9 organista titular da Igreja Catedral de Santar\u00e9m e da igreja adjacente de NossaSenhora da Piedade. \u00c9 director art\u00edstico, professor de \u00f3rg\u00e3o e organista titular da ScholaCantorum da Catedral de Santar\u00e9m e vice-director pedag\u00f3gico do Conservat\u00f3rio de M\u00fasica de Santar\u00e9m. \u00c9 presidente da Associa\u00e7\u00e3o Schola Cantorum e da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Pueri Cantores.<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Davide Pereira de Barros nasceu em 1998, em Amarante. Ingressou na ESML em 2019, tendo conclu\u00eddo este ano a Licenciatura em \u00d3rg\u00e3o, na classe de \u00f3rg\u00e3o do Professor Jo\u00e3o Vaz. \u00c9 organista do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima desde 2017, membro do grupo Ricercare e membro fundador do Laetare Ensemble. Tem tido a oportunidade de se apresentar a solo ou com grupos em alguns lugares emblem\u00e1ticos deste pa\u00eds e no estrangeiro, como Mosteiro dos Jer\u00f3nimos, Convento de Mafra, Igreja dos Cl\u00e9rigos, Casa da Musica, CCB, Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro (Roma), entre outros. Atualmente \u00e9 aluno de Mestrado em Improvisa\u00e7\u00e3o ao \u00d3rg\u00e3o, na classe do Professor Theodore Flury, no Pontif\u00edcio Instituto de M\u00fasica Sacra, em Roma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>L\u00eddia Correia, natural de Vila Nova da Barquinha, \u00e9 diplomada com o curso de \u00d3rg\u00e3o da Escola de M\u00fasica do Conservat\u00f3rio Nacional na classe do Prof. Rui Paiva e licenciada pela Universidade de Aveiro (performance \u00d3rg\u00e3o) onde estudou com Edite Rocha. Fez cursos e masterclasses com Jos\u00e9 Lu\u00eds Uriol, Graham Barber, Nicholas Roger, Franz Stoiber, Hans-Ola Ericsson e Johannes Landgren. Colabora com diversas par\u00f3quias do distrito de Santar\u00e9m no \u00e2mbito do acompanhamento lit\u00fargico e apresenta-se em diversos eventos e concertos promovidos pelos conservat\u00f3rios onde leciona sendo de destacar a obra Gabriel`s Message de Miguel Diniz e Magnificat de John Rutter com o Conservat\u00f3rio de M\u00fasica de Santar\u00e9m, ambos na S\u00e9 Catedral de Santar\u00e9m. Acompanhou o Coral Conc\u00f3rdia da Associa\u00e7\u00e3o Conc\u00f3rdia M\u00fasica do Entroncamento em v\u00e1rios concertos, sendo de destacar a obra Trinity te Deum de Eriks Esenvalds e recentemente o Gl\u00f3ria de Vivaldi. Participou no Festival Internacional do Carrilh\u00e3o e do Org\u00e3o (II FICOC em 2017 e no VII FICOC 2023) e no F\u00d3S (Festival de \u00d3rg\u00e3o de Santar\u00e9m) desde 2018 a 2023.\u00a0 \u00c9 docente da disciplina de \u00d3rg\u00e3o e Baixo Cont\u00ednuo no Conservat\u00f3rio de M\u00fasica de Santar\u00e9m e Conservat\u00f3rio Regional de Castelo Branco desde 2010 e no Conservat\u00f3rio de M\u00fasica do Choral Pydellius desde 2016.<\/p>\n<p>Marta Cruz \u00e9 Mestre em Ensino da M\u00fasica, na \u00c1rea de Especializa\u00e7\u00e3o \u2013 \u00d3rg\u00e3o, Universidade de Aveiro, onde estudou com Edite Rocha e Ant\u00f3nio Mota. Diplomada em \u00d3rg\u00e3o (Escola de M\u00fasica Canto Firme, Tomar) e em Piano (Escola de M\u00fasica do Conservat\u00f3rio Nacional, Lisboa). \u00c9 docente de \u00d3rg\u00e3o no Conservat\u00f3rio de M\u00fasica de Santar\u00e9m. \u00c9 organista na Igreja Evang\u00e9lica Alem\u00e3 em Lisboa e na Igreja Paroquial do Cartaxo.<\/p>\n<p>Rute Martins desde cedo come\u00e7ou a estudar \u00f3rg\u00e3o com Antoine Sibertin-Blanc. Mais tarde ingressou na Escola Superior de M\u00fasica de Lisboa, terminando a Licenciatura em \u00d3rg\u00e3o em 1999, sob a orienta\u00e7\u00e3o do mesmo professor. Para al\u00e9m da actividade de docente tem realizado como concertista in\u00fameros recitais a solo e com v\u00e1rias forma\u00e7\u00f5es instrumentais n\u00e3o s\u00f3 a n\u00edvel nacional como europeu. \u00c9 tamb\u00e9m um dos membros do Grupo Liz Concert, um trio de professores SAMP. Pela dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 escola, aos alunos, pelo seu empenho ao que adora: reconhecemos um grande esp\u00edrito de amizade, entrega e muito trabalho sobre cada desafio. \u00c9 docente da Classe de \u00d3rg\u00e3o da Escola de M\u00fasica do orfe\u00e3o de Leiria e da nossa Escola de Artes SAMP.<\/p>\n<p><strong>Afonso Torres, organista residente do F\u00d3S 2024<\/strong><\/p>\n<p>A Igreja Miseric\u00f3rdia recebe um recital de Afonso Torres ao final da tarde de sexta-feira, 22 de novembro, a partir das 19h00. No domingo, 24 de novembro, a partir das 12h30, a Igreja de Nossa Senhor da Piedade, acolhe uma conversa did\u00e1tica \u00f3H! Tubos, Teclas e M\u00fasica, iniciativa que se repete no s\u00e1bado, 30 de novembro, tamb\u00e9m pelas 12h30, na Igreja de S\u00e3o Nicolau, com coordena\u00e7\u00e3o de Afonso Torres. Ainda no s\u00e1bado, 30 de novembro, pelas 15h00, na Igreja de Nossa Senhora da Piedade pode-se assistir a mais uma presta\u00e7\u00e3o de Afonso Torres. O organista residente do F\u00d3S 2024, \u00e9 ainda respons\u00e1vel por acompanhar os encontros did\u00e1ticos, designados como \u2018\u00c0 Volta do F\u00d3S\u2019 em Santar\u00e9m.<\/p>\n<p>Afonso Torres frequenta a classe de \u00d3rg\u00e3o de Olivier Latry e Thomas Ospital no Conservat\u00f3rio Superior de Paris. Natural de Paredes, a\u00ed recebeu as primeiras li\u00e7\u00f5es de m\u00fasica \u2014 piano com Marco Oliveira e Joana Moreira, \u00f3rg\u00e3o com Rui Soares. Aos 15 anos, ingressou no Conservat\u00f3rio do Porto, onde prosseguiu os estudos com Paulo Alvim. Iniciou em 2018 a licenciatura na Universidade HfMT em Hamburgo, classe de Wolfgang Zerer e em 2023 p\u00f4de aprofundar durante um ano o seu conhecimento do repert\u00f3rio organ\u00edstico franc\u00eas com Yoann Tardivel e Michel Bouvard em Toulouse. Ganhou em 2021 o segundo pr\u00e9mio no XV Concurso Internacional Gottfried-Silbermann em Freiberg (n\u00e3o foi atribu\u00eddo primeiro pr\u00e9mio). Gra\u00e7as a este pr\u00e9mio, tem tocado desde ent\u00e3o em festivais de renome (Bachfest Leipzig, Heinrich-Sch\u00fctz-Musikfest, Silbermann-Tage) e em \u00f3rg\u00e3os hist\u00f3ricos importantes (Alkmaar, Altenburg, Arnstadt).<\/p>\n<p><strong>Free OrganDay | Conservat\u00f3rio de M\u00fasica de Santar\u00e9m<\/strong><\/p>\n<p>No s\u00e1bado, 23 de novembro, a partir das 10h00, realiza-se o Free OrganDay, um percurso de audi\u00e7\u00f5es com alunos e professores da classe de \u00f3rg\u00e3o do Conservat\u00f3rio de M\u00fasica de Santar\u00e9m que vai passar por v\u00e1rios monumentos do centro hist\u00f3rico de Santar\u00e9m. O evento come\u00e7a na Catedral de Santar\u00e9m, pelas 10h00, segue para a Igreja de Nossa Senhora de Marvila, pelas 11h00, depois a Igreja da Miseric\u00f3rdia, pelas 12h00, encerrando a manh\u00e3. De tarde, a a\u00e7\u00e3o come\u00e7a a partir das 15h30, na Igreja de Santa Maria de Alc\u00e1\u00e7ova, continua na Igreja de Nossa Senhora da Piedade, pelas 16h30, terminando pelas 17h30 na Igreja de S\u00e3o Nicolau.<\/p>\n<p><strong>Concerto Liberdade &#8211; Missa Ad Astra | Catedral de Santar\u00e9m<\/strong><\/p>\n<p>Obra composta pelo diretor art\u00edstico do F\u00d3S, Rui Paulo Teixeira, a Missa Ad Astra \u00e9 uma estreia absoluta que integra o Concerto Liberdade que pode ser visto na Catedral de Santar\u00e9m na noite de s\u00e1bado, 23 de novembro, a partir das 21h30. O espet\u00e1culo conta com a presen\u00e7a de um coro e de uma orquestra, acompanhando a m\u00fasica de \u00f3rg\u00e3o hist\u00f3rico. Pedro Teixeira dirige o Coro Ribcercare, que vai acompanhar a Orquestra Cl\u00e1ssica do Centro na execu\u00e7\u00e3o da Missa Ad Astra.<\/p>\n<p>Antecedendo o Concerto Liberdade &#8211; Missa Ad Astra, na Catedral de Santar\u00e9m, realiza-se no dia anterior, sexta-feira, 22 de novembro, pelas 17h00, uma mesa redonda sobre a estreia da missa, que ter\u00e1 lugar na Sala dos Actos, e que se integra nos encontros designados como \u2018\u00c0 Volta do F\u00d3S\u2019 em Santar\u00e9m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com uma dura\u00e7\u00e3o aproximada de 25 minutos, a Missa Ad Astra \u00e9 uma obra para solos, coro e orquestra, com baixo cont\u00ednuo a ser realizado no \u00f3rg\u00e3o, sobre uma cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, em latim, de \u00c1lvaro \u00c1spera. Musicalmente, dado o compositor ter escolhido musicar a vers\u00e3o do texto em latim criada pelo escritor, a composi\u00e7\u00e3o foi abordada em estilo livre que lhe \u00e9 pr\u00f3prio mas segundo a escrita musical estil\u00edstica do classicismo assumidamente inspirada na escrita mozartiana tardia, nomeadamente ao n\u00edvel do estilo da orquestra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A instrumenta\u00e7\u00e3o da Missa Ad Astra conta com o cl\u00e1ssico quarteto de solistas, coro misto e orquestra, com o coro dobrado por trombones, uma orquestra constitu\u00edda por cordas com baixo cifrado (\u00f3rg\u00e3o), a que se junta um trio de madeiras, e um trio de metais bem como t\u00edmpanos e um inesperado set de copos com \u00e1gua afinados. Pass\u00edvel de ser executada por uma forma\u00e7\u00e3o com instrumentos antigos, a instrumenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica est\u00e1, pois, cingida a esta inten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sustentado nos eixos estrat\u00e9gicos criados e desenvolvidos propositadamente para o F\u00d3S desde a edi\u00e7\u00e3ode 2021, a VI edi\u00e7\u00e3o pauta-se por dar continuidade \u00e0 identidade art\u00edstico-musical marcadamente diferenciadora, segundo os dois conceitos identit\u00e1rios de Santar\u00e9m aplicados novamente como refer\u00eancia inspiracional na conce\u00e7\u00e3o da programa\u00e7\u00e3o do F\u00d3S 2024: uma hist\u00f3ria de liberdade.Sempre procurando insuflar no evento a cria\u00e7\u00e3o de uma imagem de marca distintiva associada a um modernismo art\u00edstico relacionado com a tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica musical fundamentada, continua-se a apostana divulga\u00e7\u00e3o dos \u00d3rg\u00e3os Hist\u00f3ricos de Santar\u00e9m pela sua associa\u00e7\u00e3o \u00e0 Arte, nomeadamente \u00e0 cria\u00e7\u00e3ode novas obras musicais onde o \u00f3rg\u00e3o tamb\u00e9m tem presen\u00e7a. Sendo a Diocese de Santar\u00e9m integrante do Conselho de Parceiros dos \u00d3rg\u00e3os Hist\u00f3ricos de Santar\u00e9m, est\u00e1 contemplado na programa\u00e7\u00e3o do F\u00d3S um momento muito especial que se associa \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o do Jubileu dos 50 anos da cria\u00e7\u00e3o da Diocese de Santar\u00e9m. Para tal, contemplou-se um grande concerto com estreia absoluta de uma obra Coral-Sinf\u00f3nica, uma reflex\u00e3o liter\u00e1ria e musical sobre os conte\u00fados dos cinco textos do Ordin\u00e1rio da Missa.<\/p>\n<p><strong><u>Poetralinho | Recital e Encena\u00e7\u00e3o para Crian\u00e7as<\/u><\/strong><\/p>\n<p>A Igreja de Santa Maria de Alc\u00e1\u00e7ova recebe na tarde de domingo, 24 de novembro, a partir das 15h00, uma a\u00e7\u00e3o destinada ao p\u00fablico infantil, o Poetralinho &#8211; Recital e Encena\u00e7\u00e3o para Crian\u00e7as, dinamizado por Sofia Vieira, na companhia da m\u00fasica de \u00f3rg\u00e3o tocada por Liliana Duarte.<\/p>\n<p>Liliana Duarte \u00e9 licenciada em M\u00fasica, performance em \u00f3rg\u00e3o pela Universidade de Aveiro, sob a orienta\u00e7\u00e3o do professor Ant\u00f3nio Mota no ano de 2017. \u00c9 mestre em Ensino de M\u00fasica pelo Departamento de Comunica\u00e7\u00e3o e Arte da Universidade de Aveiro, onde defendeu a disserta\u00e7\u00e3o \u201cIntrodu\u00e7\u00e3o ao estudo de pedaleira: proposta de caderno de exerc\u00edcios para a compreens\u00e3o de aspetos t\u00e9cnicos at\u00e9 ao s\u00e9culo XVIII\u201d, sob a orienta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica da professora Shao Xiau Ling. Atualmente, leciona \u00f3rg\u00e3o na escola de m\u00fasica S\u00e3o Teot\u00f3nio em Coimbra e no Conservat\u00f3rio de m\u00fasica da JOBRA na Branca. Frequentou e continua a participar em cursos de aperfei\u00e7oamento no \u00e2mbito da m\u00fasica antiga, em \u00f3rg\u00e3o, dire\u00e7\u00e3o coral e composi\u00e7\u00e3o para \u00f3rg\u00e3o. Para al\u00e9m do ensino art\u00edstico, desempenha fun\u00e7\u00f5es de organista em algumas par\u00f3quias de Viseu, colabora como organista no projeto Iberian Ensemble desde 2020 e \u00e9 membro do ensemble vocal Auri Voces. Participou ativamente em algumas Master-Classes orientadas por organistas internacionais e nacionais como Johann Vexo, Martin Baker, Jos\u00e9 Luiz Goncalez Uriol, Jo\u00e3o Paulo Janeiro e Edite Rocha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sofia Vieira nasceu em Santar\u00e9m, em 1979. \u00c9 licenciada em Psicologia Educacional pelo Instituto Superior de Psicologia Aplicada (Lisboa) e formada em Educa\u00e7\u00e3o pela Arte e em Arte Terapia. Desde 2007, \u00e9 promotora do projeto \u201cAqui h\u00e1 Gato&#8221; (www.aquihagato.org), uma Livraria infantil com um plano educativo e art\u00edstico dinamizado em jardins de inf\u00e2ncia, escolas, bibliotecas e teatros, com v\u00e1rias val\u00eancias, entre as quais livraria infantil, companhia de teatro, e oficinas de arte para beb\u00e9s e crian\u00e7as at\u00e9 aos 12 anos. Salienta a import\u00e2ncia do livro infantil recorrendo a t\u00e9cnicas dram\u00e1ticas, permitindo \u00e0s crian\u00e7as entrarem no mundo m\u00e1gico e deixarem-se estimular pelas personagens que habitam nos livros infantis. Desenvolve trabalho como atriz, cen\u00f3grafa, animadora, contadora de hist\u00f3rias. Como int\u00e9rprete, j\u00e1 participou em v\u00e1rias produ\u00e7\u00f5es, entre as quais &#8220;Princesa porque bocejas tu?&#8221;, &#8220;Trono do Rei&#8221;, &#8220;200 amigos (ou mais) para uma vaca&#8221;, &#8220;P\u00e1ssaro da Alma&#8221;, &#8220;Nos mares do fim do mundo \u2013 de Bernardo Santareno, adapta\u00e7\u00e3o para crian\u00e7as&#8221;, &#8220;Ninhos\u201d, teatro para beb\u00e9s, &#8220;Viagem ao Centro da Terra, Teatro de Luz Negra&#8221;, \u201cTejo por um Fio\u201d.<\/p>\n<p><strong>Concertos Hist\u00f3ricos na Capela Dourada<\/strong><\/p>\n<p>Conhecida como Capela Dourada, a Capela da Vener\u00e1vel Ordem Terceira de S\u00e3o Francisco, cont\u00edgua \u00e0 igreja do Hospital de Jesus Cristo, \u00e9 dos mais emblem\u00e1ticos monumentos da cidade, passou igualmente a integrar a programa\u00e7\u00e3o do F\u00d3S. Este ano, a Capela Dourada vai receber no domingo, 24 de novembro, pelas 16h30, um primeiro <strong>Concerto Hist\u00f3rico, com \u00f3rg\u00e3o, voz e viola de gamba, <\/strong>dedicado \u00e0 m\u00fasica dos s\u00e9culos XVII e XVIII, a cargo do Ludovice Ensemple, com Eduarda Melo, soprano e Sofia Diniz, viola de gamba, sob a dire\u00e7\u00e3o Fernando Miguel Jal\u00f4to, tamb\u00e9m respons\u00e1vel pela execu\u00e7\u00e3o do \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>A segunda data na Capela Dourada acontece na tarde de s\u00e1bado, 30 de novembro, tamb\u00e9m a partir das 16h30. Desta vez, o Concerto Hist\u00f3rico incidir\u00e1 sobre a m\u00fasica dos s\u00e9culos XVI e XVII, atrav\u00e9s da atua\u00e7\u00e3o do Musurgia Ensemble, com dire\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Francisco T\u00e1vora e Helder Sousa, no <em>\u00f3rg\u00e3o e igualmente dire\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>Fernando Miguel Jal\u00f4to completou os diplomas de Bachelor of Music e de Master of Music no Departamento de M\u00fasica Antiga e Pr\u00e1ticas Hist\u00f3ricas de Interpreta\u00e7\u00e3o do Conservat\u00f3rio Real da Haia (Pa\u00edsesBaixos), na classe de cravo de Jacques Ogg, e estudando tamb\u00e9m \u00f3rg\u00e3o barroco, fortepiano e clavic\u00f3rdio, como bolseiro do Centro Nacional de Cultura. Frequentou masterclasses com Gustav Leonhardt, Olivier Baumont e Ilton Wjuniski, entre outros. \u00c9 Mestre em M\u00fasica pela Universidade de Aveiro e presentemente \u00e9 Doutorando em Ci\u00eancias Musicais | Musicologia Hist\u00f3rica na Universidade Nova de Lisboa, como Bolseiro da FCT. \u00c9 fundador e diretor art\u00edstico do Ludovice Ensemble, um dos mais activos e prestigiados grupos nacionaisde M\u00fasica Antiga, membro do REMA e j\u00e1 com 18 anos de exist\u00eancia. Colabora com grupos especializados internacionais tais como VoxLuminis, Oltremontano, La Galan\u00eda, Capilla Flamenca, Collegium Musicum Madrid, Allettamento, entre outros. Em Portugal \u00e9 tamb\u00e9m membro do Ensemble Bonne Corde e da Real C\u00e2mara Baroque Orchestra. Apresentou-se em v\u00e1rios festivais e in\u00fameros concertos em Portugal, Espanha, Fran\u00e7a, B\u00e9lgica, Holanda, Luxemburgo, Reino Unido, Irlanda, Noruega, Alemanha, \u00c1ustria, Pol\u00f3nia, Est\u00f3nia, Bulg\u00e1ria, Israel, China e Jap\u00e3o. Toca com as orquestras Gulbenkian e Metropolitana de Lisboa, e foi membro da Acad\u00e9mie Baroque Europ\u00e9enne de Ambronay (Fran\u00e7a), da Academia MUSICA de Neerpelt (B\u00e9lgica) e das orquestras barrocas Casa da M\u00fasica e Divino Sospiro. Trabalhou sob a direc\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios dos maiores diretores especializados, como Koopman, Onofri, McCreesh, Christophers, Rousset, Alessandrini, Nicquet, Parrott, Pluhar, Corboz, Staier, entre muitos outros.<\/p>\n<p>Como maestro dirigiu grandes obras do repert\u00f3rio barroco como as V\u00e9speras de Monteverdi, v\u00e1rias missas ecantatas de Bach, orat\u00f3rias de A. Scarlatti, \u00f3peras de Lully, Charpentier e Bourgeois, bailados, \u00f3peras e motetos de Rameau, em salas como a Funda\u00e7\u00e3o Gulbenkian e o CCB, e os festivais especializados de Utrechte Bruges. \u00c9 o director art\u00edstico e pedag\u00f3gico e professor da Academia Ludovice, curso e festival internacional dedicado ao ensino e divulga\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas hist\u00f3ricas interpretativas da m\u00fasica, dan\u00e7a e teatro barrocos. \u00c9director musical e um dos tutores do curso de \u00f3pera barroca do centro musical Benslow, em Hitchin (Reino Unido) e convidado para dirigir os ensembles 258 (Lisboa), Mezzo (Tel-Avive) e o projecto Lisboa 1740(Catalunha). Interessa-se particularmente por projectos transversais envolvendo dan\u00e7a, declama\u00e7\u00e3o eencena\u00e7\u00e3o hist\u00f3ricas.<\/p>\n<p>Colabora regularmente com os servi\u00e7os educativo e editorial da Casa da M\u00fasica, onde \u00e9 regularmente convidado para escrever notas de programa, orientar cursos livres de Hist\u00f3ria da M\u00fasica, e comentar concertos. Como music\u00f3logo publicou artigos na Revista Portuguesa de Musicologia e na cole\u00e7\u00e3o \u00abStudiesin the Enlightenment\u00bb da Voltaire Foundation\/Liverpool University Press (Oxford), participando em confer\u00eancias e mesas redondas em Lisboa (ENIM, Gulbenkian, CCB, Universidade Nova), Madrid (Universidade Complutense) e Roterd\u00e3o (The International Society for Eighteenth-Century Studies).<\/p>\n<p>O Ludovice Ensemble \u00e9 um grupo especializado na interpreta\u00e7\u00e3o de M\u00fasica Antiga, sediado em Lisboa, e criado em 2004 por Fernando Miguel Jal\u00f4to e Joana Amorim, com o objectivo de divulgar o repert\u00f3rio de c\u00e2mara vocal e instrumental dos s\u00e9culos XVII e XVIII atrav\u00e9s de interpreta\u00e7\u00f5es historicamente informadas e usando instrumentos antigos. O nome do grupo homenageia o arquitecto e ourives alem\u00e3o Johann Friedrich Ludwig (1673-1752) conhecido em Portugal como Ludovice. O grupo trabalha regularmente com os melhores int\u00e9rpretes portugueses especializados, e tamb\u00e9m como prestigiados artistas estrangeiros. O Ludovice Ensemble apresentou-se em Portugal nos principais festivais nacionais e \u00e9 uma presen\u00e7a regular nas duas principais salas de Lisboa: o CCB e a Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian. Apresentou-se no estrangeiro nos mais prestigiantes festivais de m\u00fasica antiga, na B\u00e9lgica (Bruges, Antu\u00e9rpia); Pa\u00edses Baixos (Utrecht); Fran\u00e7a (La Chaise-Dieu, Bord\u00e9us); Rep\u00fablica Checa (Praga); Israel (Telavive, Jerusal\u00e9m); Irlanda (Dublin); Est\u00f3nia (Tallinn); e Espanha (Aranjuez, El Escorial, Vitoria-Gasteiz, Lugo, Badajoz, Jaca, Daroca, Pe\u00f1\u00edscola, e Piren\u00e9us catal\u00e3es). Gravou ao vivo para a RDP-Antena 2, a R\u00e1dio Nacional Checa (\u010cRo) e a R\u00e1dio Nacional da Est\u00f3nia, bem como para o canal de televis\u00e3o franc\u00eas MEZZO. O seu primeiro CD, para a editora Franco-Belga Ram\u00e9e\/Outhere foi nomeado em 2013 para os prestigiados pr\u00e9mios ICMA na categoria de Barroco Vocal.<\/p>\n<p>Do seu trabalho mais recente destacam-se a apresenta\u00e7\u00e3o no CCB de Le Bourgeois Gentilhomme de Moli\u00e9re\/Lully, das monumentais V\u00e9speras de Nossa Senhora de 1610 de Monteverdi, da orat\u00f3ria Cainovveroil primo omicidio de Scarlatti, e de Tim\u00e3o de Atenas de Shakespeare e Purcell, em colabora\u00e7\u00e3o com o medi\u00e1tico Teatro Praga. Ao Grande Audit\u00f3rio da Funda\u00e7\u00e3o Gulbenkian levou as \u00f3peras Idyllesur la paix de Lully e Les Arts Florissants de Charpentier, bem como um original programa de m\u00fasica barroca judia sefardita.<\/p>\n<p>Em 2023 regressou ao festival Felicja Blumenthal em Telavive (Israel) para uma antologia de m\u00fasica portuguesa desde as Cantigas de Amigo at\u00e9 Lopes-Gra\u00e7a; apresentou a integral da Oferenda Musical deBach no Festival de Marv\u00e3o; os concertos para \u00f3rg\u00e3o de Corrette em Mafra; as Le\u00e7ons de T\u00e9n\u00e8bres de DeLalande no Festival Arte Sacro de Bilbau; uma tourn\u00e9e de cinco concertos em Espanha com m\u00fasica francesa de influ\u00eancia espanhola (Lully, Charpentier, Couperin, e Campra) na Quincena de San Sebastian, Santander, Jaca e Casalarreina; um programa natal\u00edcio com obras de Giovanni Giorgi na Temporada M\u00fasica em S\u00e3o Roque de Lisboa; m\u00fasica sacra francesa na igreja do Menino de Deus, tamb\u00e9m em Lisboa; e m\u00fasica sacra italiana e alem\u00e3 do s\u00e9culo XVII no Barreiro. Regressou ainda a Aveiro para a realiza\u00e7\u00e3o da sua segunda Academia Ludovice, um inovador curso e festival de Ver\u00e3o dedicado \u00e0s pr\u00e1ticas hist\u00f3ricas interpretativas dam\u00fasica, dan\u00e7a e teatro barrocos, este ano dedicada a Fran\u00e7ois Couperin.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eduarda Melo, soprano, \u00e9 formada em Canto pela ESMAE do Porto, Eduarda Melo integrou o Est\u00fadio de \u00d3pera da Casa da M\u00fasica e o elenco do prestigiado CNIPAL em Marseille. Foi galardoada com o 2\u00ba pr\u00e9mio do concurso internacional de Toulouse. \u00c9 convidada para numerosos festivais na Europa e canta sob a direc\u00e7\u00e3o de maestros tais como Marc Minkowski, J\u00e9r\u00e9mie Rohrer, Ton Koopman, Herv\u00e9 Niquet, Jean-Claude Casadesus, Antonello Allemandi em prestigiadas casas de \u00f3pera (Glyndebourne, Marseille, Lille, Nice, Caen, Dijon, Paris, Lisboa). Em o\u0301pera destacam-se os pap\u00e9is de Soeur Constance (Dialogues des Carmelites), Corinna (IlViaggio a Reims), La princeses Laoula (L\u2019\u00c9toile), Rosina (Il Barbiere di Seviglia), Elvira (L\u2019Italiana in Algeri), Norina (Don Pascuale), Musetta (La Boh\u00e8me), Despina (Cosi Fan Tutte), Erste Dame (Die Zauberfl\u00f6te), Rinaldo (Armida\/Myslivecek), St\u00e9phano (Romeo et Juliette), Frasquita (Carmen), Gabrielle (La Vie Parisienne), Valencienne (La Veuve Joyeuse), No\u00e9mie (Cendrillon), Spinalba (La Spinalba), Fedra (L\u2019Ippolito\/Almeida), Ascanio (Lo Frate Nnamorato), Zemina (Die Feen), Vespina (L\u2019Infedelt\u00e0 Delusa), Euridice (Orfeo ed Euridice) e Elle (La voixhumaine). No \u00e2mbito da m\u00fasica contempor\u00e2nea tem participado em cria\u00e7\u00f5es de Anto\u0301nio Pinho Vargas, Nuno Co\u0302rte-Real, Lu\u00eds Tinoco e Nuno da Rocha. No \u00e2mbito da m\u00fasica antiga colabora regularmente com Le Concert de la Loge (JulienChauvin), Divino Sospiro e Ludovice Ensemble.<\/p>\n<p>Sofia Diniz, viola da gamba, diplomou-se em violoncelo em 1998 na Escola Superior de M\u00fasica de Lisboa. Como bolseira do Centro Nacional de Cultura e do programa Nuffic-Huygens do estado holand\u00eas concluiu os diplomas de Bachelor of Music em violoncelo barroco com Rainer Zipperling na Musikhochschule em Col\u00f3nia e de Master of Music no Departamento de M\u00fasica Antiga e Pr\u00e1ticas Hist\u00f3ricas de Interpreta\u00e7\u00e3o do Conservat\u00f3rio Real da Haia (Pa\u00edses Baixos) e de Bruxelas (B\u00e9lgica) em viola da gamba com Wieland Kuijken e Philippe Pierlot. Sofia trabalha com v\u00e1rios grupos conceituados da m\u00fasica antiga como Ricercar Consort, Il Fondamento, Collegium Vocale Gent, Hesp\u00e8rion XXI, The Spirit of Gambo, Ludovice Ensemble, Sete L\u00e1grimas, e o Concerto K\u00f6ln, entre outros. Apresentou-se em importantes festivais como o Bach Festival en Vall\u00e9e Mosane (B\u00e9lgica), Folles Journ\u00e9e (Nantes) ou o Festival Oude Musik de Utrecht. Gravou a Missa Salisburgensis de Biber para a Alia Vox com Hesp\u00e8rion XXI sob dire\u00e7\u00e3o de Jordi Savall; Schwanengesang de Sch\u00fctz para Harmonia Mundi com o Collegium Vocale Gent e o Concerto Palatino, sob dire\u00e7\u00e3o de Philippe Herreweghe; a \u00d3pera Dido and Aeneas de Purcell com o Ricercar Consort e Collegium Vocale Gent para o canal ARTE, sob dire\u00e7\u00e3o de Philippe Pierlot; as Fantasias de H. Purcell e a Cantata BWV 198 de J. S. Bach para a editora MIRARE com o mesmo agrupamento; obras de Forqueray e Couperin, com Rainer Zipperling; e os \u00e1lbuns Terra, Vento e Pedra com os Sete L\u00e1grimas. Tem lan\u00e7ado v\u00e1rios \u00e1lbuns a solo, incluindo a 1\u00aa grava\u00e7\u00e3o mundial completa do Premier Livre de Pi\u00e8ces de Violle de Jacques Morel para a editora alem\u00e3 Conditura Records, e a 1\u00aa grava\u00e7\u00e3o mundial completa do Op.9 de Johann Schenk, \u00abL&#8217;\u00e9choduDanube\u00bb para a editora holandesa Challende Records, e que foram bem recebidos pela cr\u00edtica especializada em Fran\u00e7a, Alemanha, Espanha e Pa\u00edses Baixos.<\/p>\n<p>O Musurgia Ensemble, sob a dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Helder Sousa e Jo\u00e3o Francisco T\u00e1vora, \u00e9 um grupo especializado na interpreta\u00e7\u00e3o de m\u00fasica instrumental dos s\u00e9culos XVI, XVII e XVIII. Desde a sua funda\u00e7\u00e3o, em 2020, o agrupamento tem se apresentado em concerto com uma forma\u00e7\u00e3o instrumental vari\u00e1vel e, por vezes, em parceria com grupos como O Bando de Surunyo e o Quarto Tom Ensemble. Na sua atividade recente destaca-se o projeto \u201cSolfa tangida, Solfa cantada\u201d, desenvolvido em parceria com o projeto Mundos e Fundos do Centro de Estudos Cl\u00e1ssicos e Human\u00edsticos da Universidade de Coimbra, com um programa de m\u00fasica instrumental e outro com m\u00fasica para as v\u00e9speras do Corpus Christi, atrav\u00e9s de fontes musicais dos s\u00e9culos XVI e XVII provenientes do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra. Em 2024, o Musurgia Ensemble participou no Festival \u201cAl\u00e9m Mar\u201d (A\u00e7ores) e prepara-se para participar das pr\u00f3ximas edi\u00e7\u00f5es do F\u00d3S &#8211; Festival de \u00d3rg\u00e3o de Santar\u00e9m e C\u00e1ster Antiqua &#8211; Festival de M\u00fasica Antiga de Ovar. No campo do teatro e \u00f3pera participou em 2023 na produ\u00e7\u00e3o da \u00f3pera Dapnhiset \u00c9gl\u00e9, de J.-Ph. Rameau, que teve lugar no Teatro Diogo Bernardes (Ponte de Lima), e ir\u00e1 produzir em 2025 o Auto do Fidalgo Aprendiz (1665) de Francisco Manuel de Melo. Em 2025 prepara-se para a realiza\u00e7\u00e3o do projecto discogr\u00e1fico \u201cAd vesperas &#8211; m\u00fasica para as v\u00e9speras solenes do Corpus Christi\u201d em parceria com o Quarto Tom Ensemble.<\/p>\n<p>Notas sobre o programa a apresentar na segunda data de Concerto Hist\u00f3rico na Capela Dourada, s\u00e1bado, 30 de novembro, 16h30, com m\u00fasica dos s\u00e9culos XVI e XVII, e atua\u00e7\u00e3o do Musurgia Ensemble, com dire\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Francisco T\u00e1vora e Helder Sousa, no \u00f3rg\u00e3o e igualmente dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O estudo e pr\u00e1tica das obras dos principais compositores \u00e9 desde sempre apontado como uma das melhores formas de aprender e dominar a arte musical. O s\u00e9culo XVI n\u00e3o foi uma excep\u00e7\u00e3o sendo o seu repert\u00f3rio instrumental porventura uma das ilustra\u00e7\u00f5es mais evidentes dessa premissa. De facto, a pr\u00e1tica instrumental europeia parece ter conhecido um per\u00edodo, sobretudo na primeira metade de Quinhentos, de abundante recurso \u00e0 produ\u00e7\u00e3o vocal de compositores ent\u00e3o identificados como de refer\u00eancia, em particular do Norte da Europa, como sejam Josquin Desprez, Claudin de Sermisy, Cl\u00e9ment J\u00e1nequin, Thomas Crecquillon, Orlande de Lassus, entre outros.<\/p>\n<p>Esse empr\u00e9stimo regular \u00e0 polifonia ter\u00e1 sido fundamental para a forte afirma\u00e7\u00e3o da m\u00fasica instrumental que o s\u00e9culo XVI vir\u00e1 a conhecer, com um crescente n\u00famero de obras originalmente compostas para tecla, harpa, viola de m\u00e3o, viola de arco, consort instrumental, etc., acompanhado da publica\u00e7\u00e3o de numerosos tratados ou manuais destinados \u00e0 aprendizagem e aperfei\u00e7oamento de diferentes instrumentos musicais. \u00c0 transfer\u00eancia do modelo vocal para o suporte instrumental (que era sempre mais do que o decalque literal do original, adicionando-se ornamenta\u00e7\u00e3o e variantes), acrescem tentos, obras, fantasias recercadas, ricercari, termos similares e transgeogr\u00e1ficos para uma constru\u00e7\u00e3o musical idiom\u00e1tica \u201cque s\u00f3lo procede de la fantas\u00eda y industria del autor que la hizo\u201d (Luis de Mil\u00e1n, El maestro, 1536).<\/p>\n<p>O espa\u00e7o funcional deste repert\u00f3rio \u00e9, desde logo, o secular onde serve de entretenimento da nobreza e burguesia (com um consumo amador potenciado pelo advento da imprensa musical, desde 1501). Mas \u00e9 tamb\u00e9m o religioso, com fun\u00e7\u00e3o lit\u00fargica em momentos da Missa como a Eleva\u00e7\u00e3o, o Ofert\u00f3rio ou a Comunh\u00e3o, ou do Of\u00edcio (V\u00e9speras, Laudes, Matinas, etc.) na interpreta\u00e7\u00e3o dos Salmos ou Hinos (alternatim entre versos ou estrofes). Dito isto, \u00e9 igualmente interessante notar que as fontes musicais que nos chegaram de institui\u00e7\u00f5es como, por exemplo, o Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, nos parecem mostrar que tamb\u00e9m no espa\u00e7o religioso, o conhecimento e pr\u00e1tica do repert\u00f3rio instrumental iria para al\u00e9m da fun\u00e7\u00e3o lit\u00fargica, servindo como ferramenta de aquisi\u00e7\u00e3o e pr\u00e1tica das t\u00e9cnicas composicionais da \u00e9poca. Este \u00e9 o contexto que forja o alinhamento do concerto de hoje. A par de obras recopiadas, para estudo e\/ou interpreta\u00e7\u00e3o, em manuscritos do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra (Buus, Fuenllana, Carreira, Lassus), s\u00e3o-nos oferecidos testemunhos coet\u00e2neos da pr\u00e1tica instrumental em Braga (Pedro de Ara\u00fajo) ou Lisboa (Manuel Rodrigues Coelho), seguramente do conhecimento dos m\u00fasicos conimbricenses. A extraordin\u00e1ria produ\u00e7\u00e3o musical de D. Pedro de Cristo, um dos compositores mais destacados do Mosteiro de Santa Cruz, \u00e9 um fabuloso ponto de partida para a experimenta\u00e7\u00e3o da transfer\u00eancia do modelo vocal para um conjunto instrumental, um exerc\u00edcio que o Musurgia Ensemble nos prop\u00f5e para tr\u00eas pe\u00e7as (dois motetes e um respons\u00f3rio) do compositor cr\u00fazio.<\/p>\n<p>Os contrapontos concertados de Fr. Teot\u00f3nio da Cruz ou D. Jo\u00e3o de Santa Maria, do Mosteiro de Santa Cruz, mostram-nos que a fantasia de um compositor dos s\u00e9culos XVI ou XVII assentava, sobretudo, num trabalho continuado sobre as v\u00e1rias t\u00e9cnicas composicionais da \u00e9poca, confundindo(-nos) entre a ambiguidade de um exerc\u00edcio ou de uma obra destinada \u00e0 execu\u00e7\u00e3o musical. O programa completa-se com as duas pe\u00e7as finais ([Obra] e Tarambote), ambas presentes em manuscritos cr\u00fazios do s\u00e9culo XVII, que nos ilustram na perfei\u00e7\u00e3o uma arte instrumental seiscentista j\u00e1 plenamente madurecida. Em suma, ser-nos-\u00e1 oferecida uma pequena janela sobre um repert\u00f3rio fascinante que, na realidade, nunca se fecha, estando constantemente sujeito, tanto ontem como hoje, \u00e0 renovada fantasia dos seus int\u00e9rpretes.<\/p>\n<p><strong>Masterclass \u2013 No \u00d3rg\u00e3o Hist\u00f3rico<\/strong><\/p>\n<p><strong>Concerto Master \u2013 M\u00fasica e cinema<\/strong><\/p>\n<p>Na tarde de sexta-feira, 29 de novembro, pelas 15h00, a Igreja da Miseric\u00f3rdia recebe uma Masterclass \u2013 No \u00d3rg\u00e3o Hist\u00f3rico, para pianistas e amantes de m\u00fasica, com o h\u00fangaro o \u00c1d\u00e1mTabajdi respons\u00e1vel pela conversa que se vai desenvolver dedicada ao tema.<\/p>\n<p>Na mesma data, na mesma Igreja da Miseric\u00f3rdia, a partir das 21h30, tem lugar um Concerto Master \u2013 Solo Tabajdi, onde o m\u00fasico h\u00fangaro vai acompanhar com m\u00fasica de \u00f3rg\u00e3o hist\u00f3rico a proje\u00e7\u00e3o de um filme com o apoio do cineclube de Santar\u00e9m<\/p>\n<p><strong>Concerto Scalabitano na Catedral de Santar\u00e9m<\/strong><\/p>\n<p>Na noite de s\u00e1bado, 30 de novembro, a Catedral de Santar\u00e9m ser\u00e1 palco de um dos maiores eventos do F\u00d3S 2024, com a atua\u00e7\u00e3o de S\u00edlvio Vicente, no \u00f3rg\u00e3o. A partir das 21h30 realiza-se o Concerto Scalabitano \u2013 Fam\u00edlia, uma performance multidisciplinar que envolve m\u00fasica de \u00f3rg\u00e3o hist\u00f3rico, dan\u00e7a e poesia. Conta com o apoio do C\u00edrculo Cultural Scalabitano, nomeadamente da sua Academia de Dan\u00e7a, com dire\u00e7\u00e3o de Encarna\u00e7\u00e3o Noronha &amp; Mafalda Murta, e do Veto Teatro Oficina do.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>S\u00edlvio Vicente \u00e9 organista do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima desde 2009, compositor e diretor art\u00edstico do ensemble vocal profissional Auri Voces desde 2012. \u00c9 Mestre em M\u00fasica pelo Departamento de Comunica\u00e7\u00e3o e Arte da Universidade de Aveiro, onde defendeu a disserta\u00e7\u00e3o \u201cLouis Vierne \u2013 Do estudo da narrativa musical \u00e0 performance do seu legado para \u00d3rg\u00e3o\u201d, sob a orienta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica de Ant\u00f3nio Mota.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da vertente t\u00e9cnica, interpreta\u00e7\u00e3o e improvisa\u00e7\u00e3o neste instrumento, estudou tamb\u00e9m Composi\u00e7\u00e3o com Isabel Soveral e Dire\u00e7\u00e3o coral e de orquestra com Ant\u00f3nio Vassalo Louren\u00e7o. Tendo iniciado o seu percurso musical aos 8 anos, foi admitido, em 2001, na Escola de M\u00fasica do Santu\u00e1rio de F\u00e1tima, na classe de \u00d3rg\u00e3o de Nicolas Roger.<\/p>\n<p>No ano de 2010, participou num est\u00e1gio intensivo sobre t\u00e9cnicas de constru\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de \u00d3rg\u00e3os, em Barcelona, na oficina Gerhard Grenzing. Tem participado em diversas Master-Classes de aperfei\u00e7oamento orientadas por diversos organistas internacionais, como Montserrat Torrent, Juan de la Rubia, Franz JosefStoiber e Johann Vexo.<\/p>\n<p>Paralelamente \u00e0 sua atividade de organista, \u00e9 tamb\u00e9m compositor e maestro. Em 2012, fundou o ensemble vocal Auri Voces, forma\u00e7\u00e3o dedicada \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o de m\u00fasica contempor\u00e2nea. Al\u00e9m do conjunto de obras instrumentais que assinou, para este ensemble comp\u00f4s v\u00e1rias obras, algumas de tem\u00e1tica sacra, a cappella.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>OBallet da Academia de Dan\u00e7a e Express\u00e3o Corporal do C\u00edrculo Cultural Scalabitano regista j\u00e1, uma longa exist\u00eancia. Principiou a sua actividade em Outubro de 1955, sob a direc\u00e7\u00e3o art\u00edstica da professora Bruna Barocchi. No ano seguinte, assumiu a responsabilidade do ensino da dan\u00e7a cl\u00e1ssica, a professora Wanda Ribeiro da Silva, que se destacou no pa\u00eds pelo papel importante na divulga\u00e7\u00e3o desta arte atrav\u00e9s do ensino, tendo sido professora e directora da Escola Superior de Dan\u00e7a. Santar\u00e9m, beneficiou da sua dedica\u00e7\u00e3o, empenho e inova\u00e7\u00e3o. Sob a sua iniciativa, numa atitude pioneira, criou a partir de 1959 uma classe de rapazes, rompendo com o preconceito arreigado de uma cidade de prov\u00edncia. Um desses rapazes escalabitanos bailarinos, Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Sim\u00f5es, foi ainda um profissional no grupo de Bailado do Verde Gaio.<\/p>\n<p>Pela sua direc\u00e7\u00e3o passou ainda outro grande nome do bailado nacional que foi Ana M\u00e1scolo. Ana Pereira Caldas, aluna de Wanda Ribeiro da Silva, no C\u00edrculo Cultural Scalabitano, prosseguiu a grande miss\u00e3o do ensino e foi substitu\u00edda por F\u00e1tima Sampaio, sua aluna, para ascender a outros lugares de destaque, tendo sido eleita directora da Escola Superior de Dan\u00e7a, em 1985, e em 2001 foi nomeada directora da Companhia Nacional de Bailado.F\u00e1tima Sampaio, tamb\u00e9m ela aluna e, mais tarde, core\u00f3grafa e professora desta sec\u00e7\u00e3o de Dan\u00e7a, e um grupo de colegas bailarinos do C\u00edrculo Cultural, impulsionados pelas pol\u00edticas de descentraliza\u00e7\u00e3o da dan\u00e7a, criaram o Grupo Experimental de Bailado, em 1981, integrando, pela primeira vez, a vertente do espet\u00e1culo de dan\u00e7a no C\u00edrculo Cultural. Este projeto desenvolveu-se e culminou com a forma\u00e7\u00e3o de uma companhia profissional de bailado \u2013 Companhia de Dan\u00e7a do Tejo \u2013 que trabalhar\u00e1 at\u00e9 1992, em constante e frutuosa colabora\u00e7\u00e3o com a vertente do Ensino do CCS.<\/p>\n<p>Em 1986, regressou ao C\u00edrculo Cultural Scalabitano, onde tinha iniciado os seus estudos, a bailarina, professora Encarna\u00e7\u00e3o Noronha que d\u00e1 um novo impulso \u00e0 Academia de Dan\u00e7a, provocando um aumento significativo de novas ades\u00f5es \u00e0 pr\u00e1tica desta disciplina das artes, que \u00e9 o Bailado. No in\u00edcio dos anos 90 s\u00e3o adotados os Syllabus da RAD. Atualmente as classes de bailado contam com mais de uma centena de alunas.<\/p>\n<p>Anualmente s\u00e3o submetidos a exames e audi\u00e7\u00f5es da Royal Academy of Dance, a prestigiada academia inglesa, ap\u00f3s sele\u00e7\u00e3o pela respons\u00e1vel pedag\u00f3gica, Encarna\u00e7\u00e3o Noronha, membro registado da RAD e V\u00edtor Murta, tamb\u00e9m membro registado da referida academia. Para al\u00e9m dos programas da Royal Academy of Dance (Graus e Vocacionais), dedicados \u00e0 aprendizagem do Ballet (T\u00e9cnica de Dan\u00e7a Cl\u00e1ssica), a ADEC oferece ainda Dan\u00e7a Contempor\u00e2nea para mais de 12 anos, e Ballet para Adultos.<\/p>\n<p>O Veto Teatro Oficina nasceu em outubro de 1969, quando Jos\u00e9 Ramos, Jos\u00e9 Ant\u00f3nio de Oliveira Beja, Nuno Netto de Almeida, Ant\u00f3nio J\u00falio, ex-alunos do professor Carlos de Sousa e, Carlos Oliveira, deram for\u00e7a a um projecto, come\u00e7ando por representar teatro para crian\u00e7as, aos domingos de manh\u00e3. Espect\u00e1culos com entradas gratuitas, no Teatro Taborda a que se seguiam representa\u00e7\u00f5es em itiner\u00e2ncia. \u00c9 nesta altura que surgem, no C\u00edrculo Cultural Scalabitano, pela segunda vez os palha\u00e7os, interpretados agora por Ant\u00f3nio J\u00falio e Carlos Oliveira, o Pantufa e o Far\u00f3fias.<\/p>\n<p>At\u00e9 Maio de 1973, viveu-se um per\u00edodo de grande entusiasmo, sendo montadas 12 pe\u00e7as de teatro para crian\u00e7as, apesar das muitas dificuldades e da total falta de apoio oficial, pr\u00f3prio da \u00e9poca que se vivia. A 5 de Julho de 1973, o grupo assume o nome de Veto Teatro Oficina, estreou-se um espect\u00e1culo de grande ousadia pol\u00edtica, dirigido e representado por Carlos Oliveira, Gomes Vidal, Maria Jo\u00e3o, Helder Santos, Nuno Domingos, Jos\u00e9 Ramos e Ant\u00f3nio Batalha. Um ano mais tarde, houve conhecimento do processo instaurado pela pol\u00edcia pol\u00edtica (PIDE) e das graves consequ\u00eancias que nos atingiriam em Maio, se n\u00e3o tivesse acontecido a alvorada de Abril de 1974.<\/p>\n<p>Finalmente, come\u00e7ou a representar-se em liberdade e, desde ent\u00e3o, nestes \u00faltimos trinta anos, assistiu-se ao mais intenso per\u00edodo de produ\u00e7\u00e3o teatral, desde que esta arte teve in\u00edcio no teatro Taborda.<\/p>\n<p>A este respeito, real\u00e7a-se a organiza\u00e7\u00e3o do \u201cEncontro de M\u00e3os Dadas\u201d, ac\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o dedicada a grupos de teatro, entre outros projectos.<\/p>\n<p>O Veto foi fundador da APTA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Teatro de Amadores, da ARSTA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Regional de Santar\u00e9m de Teatro de Amadores, do CPTIJ \u2013 Centro Portugu\u00eas de Teatro para a Inf\u00e2ncia e a Juventude, inst\u00e2ncia que juntava actores profissionais e amadores. As produ\u00e7\u00f5es do Veto puderam ser vistas em pa\u00edses como os Estados Unidos, Republica Checa, Inglaterra, Fran\u00e7a, Finl\u00e2ndia, Espanha e Brasil.<\/p>\n<p><strong>Missa Dominical na Catedral de Santar\u00e9m<\/strong><\/p>\n<p>No \u00faltimo dia da VI edi\u00e7\u00e3o do F\u00d3S, 1 de dezembro, a Catedral de Santar\u00e9m, recebe uma Missa Dominical, a partir das 11h00, com acompanhamento musical proporcionado pelo coro Schola Cantorum da Catedral de Santar\u00e9m, com dire\u00e7\u00e3o do organista David Paccetti Correia.<\/p>\n<p>A Schola Cantorum da Catedral de Santar\u00e9m (SCCS) foi fundada em Agosto de 2012, sendo uma escola de m\u00fasica composta pelas sec\u00e7\u00f5es de pequenos cantores, cantores profissionais e coralistas adultos n\u00e3o profissionais. Desempenha a tarefa de realizar acompanhamento na S\u00e9 de Santar\u00e9m, de assegurar os servi\u00e7os musicais solenes.<\/p>\n<p>Participou nos congressos internacionais de Pueri Cantores em Paris, em 2014, e Roma, em 2015. Liderou a constitui\u00e7\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Pueri Cantores, em 2015.<\/p>\n<p>A SCCS \u00e9 um projeto da Par\u00f3quia do Divino Salvador &#8211; S\u00e9 e da C\u00e2mara Municipal de Santar\u00e9m e funciona em parceria com o Conservat\u00f3rio de M\u00fasica de Santar\u00e9m. Tem como director o Padre Joaquim Ganh\u00e3o, e como director art\u00edstico e organista titular David Paccetti Correia, e maestrina principal Ros\u00e1rio Correia e maestro adjunto Miguel La Feria.<\/p>\n<p><strong>Concerto Liberdade encerra F\u00d3S 2024<\/strong><\/p>\n<p>A 6\u00aa edi\u00e7\u00e3o do F\u00d3S \u2014 Festival de \u00d3rg\u00e3o de Santar\u00e9m despede-se na tarde de domingo, 1 de dezembro, com o Concerto Liberdade, que decorre na Igreja Nossa Senhora de Marvila, a partir das 16h30. O encerramento fica a cargo do organista F\u00d3S 2024, Afonso Torres, com um concerto de \u00f3rg\u00e3o solo, acompanhado pela Orquestra de Sopros de Our\u00e9m, tudo sob a dire\u00e7\u00e3o de Alberto Roque<em>.<\/em><\/p>\n<p>O Maestro Alberto Roque iniciou os seus estudos musicais na SAMP, Pousos \u2013 Leiria, onde atualmente integra a Dire\u00e7\u00e3o Pedag\u00f3gica da Escola de Artes e leciona saxofone e classes de conjunto. \u00c9 Licenciado em Direc\u00e7\u00e3o de Orquestra pela Academia Nacional Superior de Orquestra. Obteve o grau de Perfectionnement, na classe de Direc\u00e7\u00e3o de Orquestra do Maestro Jean-S\u00e9bastien B\u00e9reau, no Conservat\u00f3rio de Dijon (Fran\u00e7a) e \u00e9 detentor do \u201cT\u00edtulo de Especialista\u201d em M\u00fasica na \u00e1rea da Direc\u00e7\u00e3o, conferido pelos Polit\u00e9cnicos de Lisboa, Porto e Castelo Branco.<\/p>\n<p>Em 1998 foi-lhe atribu\u00eddo o 1\u00ba Pr\u00e9mio do Concurso Internacional Funda\u00e7\u00e3o Oriente para Jovens Chefes de Orquestra.<\/p>\n<p>Entre 2004 e 2021, foi maestro titular da Orquestra de Sopros da Escola Superior de M\u00fasica de Lisboa (ESML) e Diretor Art\u00edstico da Camerata de Sopros Silva Dion\u00edsio, assumindo tamb\u00e9m a coordena\u00e7\u00e3o e doc\u00eancia da Licenciatura em Dire\u00e7\u00e3o de Orquestra de Sopros. Atualmente \u00e9 docente e coordenador da P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Dire\u00e7\u00e3o de Bandas e Ensembles de Sopros da ESECS no Instituto Polit\u00e9cnico de Leiria.<\/p>\n<p>\u00c9 diretor art\u00edstico e maestro titular do Ensemble de Sopros da AFCL com o qual gravou m\u00fasica para sopros de L. V. Beethoven, Alfred Reed e Serge Lancen estando esses registos dispon\u00edveis em diversas plataformas digitais.<\/p>\n<p>Como maestro convidado dirigiu j\u00e1 diversas orquestras e Bandas Sinf\u00f3nicas nacionais e internacionais tais como Orquestra Metropolitana de Lisboa, Filarmonia das Beiras, Orquestra do Algarve, Orquestra Cl\u00e1ssica da Madeira, Banda Sinf\u00f3nica Portuguesa, Orquestra Regional Lira A\u00e7oriana, Banda Sinf\u00f3nica de Madrid, Israel National Youth Wind Orchestra, Blasorchester S\u00fcdwind, entre outras. Dirigiu tamb\u00e9m v\u00e1rios solistas tais como Haken Rosengren (Su\u00e9cia), Jeremy Lake (E.U.A), Claude Delangle (France), James Houlik (USA), Pedro Carneiro (Portugal), M\u00e1rio Laginha e Maria Jo\u00e3o (Portugal), Julian Elvira (Espanha), Irene Lima (Portugal) e Roger Hodgson (Ex. vocalista Supertramp).<\/p>\n<p>Desde 2016 integra o corpo docente da Sherborne School of Music. Exerce fun\u00e7\u00f5es de diretor Musical e saxofonista nos \u201cConcertos para beb\u00e9s\u201d da companhia Musicalmente.<\/p>\n<p>A Orquestra de Sopros de Our\u00e9m \u00e9 uma das val\u00eancias da Academia de M\u00fasica Banda de M\u00fasica de Our\u00e9m (AMBO), com estreia em 1985. Apresenta-se em concerto por todo o pa\u00eds, tendo tamb\u00e9m realizado alguns concertos no estrangeiro: Fran\u00e7a (1998 e 2017), Espanha (2002, 2003, 2008 e 2012), Gr\u00e9cia (2020) e nos Pa\u00edses Baixos (2022).<\/p>\n<p>Ao n\u00edvel discogr\u00e1fico, estreou e gravou com o Chorus Auris a obra Apollinis de Jorge Salgueiro. Gravou tamb\u00e9m os Cds Despertar dos Sons (2003) e Sons dos Ventos (2010).<\/p>\n<p>No \u00e2mbito da sua participa\u00e7\u00e3o em concursos, destaca-se a participa\u00e7\u00e3o no World Music Contest Kerkrade (2022), o mais prestigiado concurso mundial para orquestras de sopros, tendo alcan\u00e7ado um not\u00e1vel 6\u00ba lugar na sua categoria, destacando-se a obten\u00e7\u00e3o de um pr\u00e9mio especial atribu\u00eddo pelo j\u00fari designado de \u201caward for a musical promise or remarkable music achievmen\u201d (pr\u00e9mio para uma promessa musical ou por realiza\u00e7\u00f5es musicais not\u00e1veis).<\/p>\n<p>Relativamente aos projetos art\u00edsticos desenvolvidos mais recentes, destacam-se a \u201c\u00d3pera para Todos\u201d (2019, 2020 e 2023), o projeto artista emergente com o violoncelista Fernando Costa (2021), o concerto sinf\u00f3nico com a Banda de folk-rock Quinta do Bill (2021), o bel-canto oper\u00e1tico e o teatro musical com Sofia Escobar e Carlos Cardoso (2023), o Blues como pianista M\u00e1rio Laginha (2023).<\/p>\n<p>No contexto pedag\u00f3gico, ser\u00e1 de referir a realiza\u00e7\u00e3o de dois cursos internacionais de dire\u00e7\u00e3o de orquestra, em 2021 sob a orienta\u00e7\u00e3o do maestro neerland\u00eas Alex Schillings e em 2024, com o maestro norte-americano T. Andr\u00e9 Feagin. Desde dezembro de 2022, a Orquestra de Sopros de Our\u00e9m tem dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica do maestro Alberto Roque.<\/p>\n<p><em>Todas as atividades que integram a programa\u00e7\u00e3o da 6\u00aa edi\u00e7\u00e3o do F\u00d3S \u2014 Festival de \u00d3rg\u00e3o de Santar\u00e9m s\u00e3o de entrada livre <\/em><\/p>\n<p><em>O programa integral do F\u00d3S 2024 pode ser consultado na internet em <a href=\"http:\/\/www.santaremcultura.pt\/\">www.santaremcultura.pt<\/a><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Santar\u00e9m recebe a 6\u00aa edi\u00e7\u00e3o do F\u00d3S \u2014 Festival de \u00d3rg\u00e3o de Santar\u00e9m entre os dias 10 de novembro e 1 de dezembro com muita m\u00fasica, cinema, poesia e dan\u00e7a. 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