{"id":43235,"date":"2026-04-26T09:06:52","date_gmt":"2026-04-26T09:06:52","guid":{"rendered":"https:\/\/tintafresca.net\/?p=43235"},"modified":"2026-04-26T09:06:52","modified_gmt":"2026-04-26T09:06:52","slug":"40-anos-de-chernobyl-40-anos-de-contaminacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/2026\/04\/26\/40-anos-de-chernobyl-40-anos-de-contaminacao\/","title":{"rendered":"40 anos de Chernobyl, 40 anos de contamina\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_43236\" style=\"width: 386px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-43236\" class=\"wp-image-43236 size-full\" src=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Nuclear_nao_obrigado.jpg\" alt=\"\" width=\"376\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Nuclear_nao_obrigado.jpg 376w, https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/Nuclear_nao_obrigado-282x300.jpg 282w\" sizes=\"auto, (max-width: 376px) 100vw, 376px\" \/><p id=\"caption-attachment-43236\" class=\"wp-caption-text\">Cartaz do movimento antinuclear<\/p><\/div>\n<p>A 26 de abril de 1986 ocorreu o acidente na central nuclear de Central Nuclear de Chern\u00f3bil, na atual Ucr\u00e2nia, a maior cat\u00e1strofe da hist\u00f3ria da energia nuclear civil. A nuvem nuclear percorreu quase toda a Europa, incluindo a Espanha, e chegou at\u00e9 ao Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Quarenta anos depois, n\u00e3o nos libert\u00e1mos de Chern\u00f3bil. A contamina\u00e7\u00e3o radioativa persiste em vastas \u00e1reas da Europa, afetando ecossistemas, cadeias alimentares e comunidades humanas. Milhares de pessoas foram expostas \u00e0 radia\u00e7\u00e3o e continuam a viver com as suas consequ\u00eancias, muitas vezes invis\u00edveis, mas duradouras. O acidente n\u00e3o pertence ao passado: continua presente no territ\u00f3rio, na sa\u00fade p\u00fablica e na mem\u00f3ria coletiva, demonstrando que os impactos da energia nuclear se prolongam por gera\u00e7\u00f5es e n\u00e3o conhecem fronteiras.<\/p>\n<p>Chern\u00f3bil evidencia tamb\u00e9m um padr\u00e3o recorrente: a tend\u00eancia para minimizar riscos, ocultar impactos e normalizar o inaceit\u00e1vel. D\u00e9cadas depois, persistem zonas interditas, solos contaminados e popula\u00e7\u00f5es que vivem sob o peso de uma cat\u00e1strofe que nunca terminou verdadeiramente. Esta realidade contraria a narrativa de seguran\u00e7a frequentemente associada \u00e0 energia nuclear e demonstra que os custos humanos, ambientais e econ\u00f3micos s\u00e3o incomport\u00e1veis.<\/p>\n<p>Chern\u00f3bil \u00e9 agora um alvo da guerra. O epis\u00f3dio mais recente foi a 20 de Janeiro de 2026, quando se localizaram tr\u00eas drones a 5 km da central e as atividades militares danificaram uma subesta\u00e7\u00e3o cr\u00edtica que provocou a desconex\u00e3o de tr\u00eas linhas el\u00e9tricas que alimentavam o local.<\/p>\n<p>A central de Zaporijia est\u00e1 tamb\u00e9m na linha da frente da guerra. As centrais de todo o mundo, como no Ir\u00e3o, s\u00e3o alvos militares em pot\u00eancia.<\/p>\n<p>Neste contexto, o Movimento Ib\u00e9rico Antinuclear reafirma que a energia nuclear n\u00e3o \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o para a crise energ\u00e9tica nem para as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Pelo contr\u00e1rio, representa um risco estrutural, com consequ\u00eancias potencialmente irrevers\u00edveis, como tragicamente demonstrado em Chern\u00f3bil.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia de Chern\u00f3bil deve servir de alerta para a realidade ib\u00e9rica. Em particular, a Central Nuclear de Almaraz, situada junto ao rio Tejo e pr\u00f3xima da fronteira portuguesa, constitui um risco transfronteiri\u00e7o que n\u00e3o pode ser ignorado. O envelhecimento das infraestruturas, os riscos s\u00edsmicos, a possibilidade de acidentes graves e a contamina\u00e7\u00e3o associada ao funcionamento normal da central refor\u00e7am a urg\u00eancia do seu encerramento.<\/p>\n<p>O Movimento Ib\u00e9rico Antinuclear denuncia todas as tentativas de prolongar a vida \u00fatil de centrais nucleares envelhecidas, colocando interesses econ\u00f3micos de curto prazo acima da seguran\u00e7a das popula\u00e7\u00f5es e da prote\u00e7\u00e3o ambiental. A li\u00e7\u00e3o de Chern\u00f3bil \u00e9 clara: quando ocorre um acidente nuclear, as consequ\u00eancias ultrapassam qualquer capacidade de controlo e prolongam-se por d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Perante isto, o Movimento Ib\u00e9rico Antinuclear exige o encerramento da central nuclear de Almaraz, a rejei\u00e7\u00e3o de qualquer prolongamento da sua opera\u00e7\u00e3o e a aposta decidida em energias renov\u00e1veis seguras, limpas e sustent\u00e1veis. Defende igualmente que o processo de encerramento deve ser acompanhado por um plano social justo para os trabalhadores da central, assegurando a sua reconvers\u00e3o profissional e a cria\u00e7\u00e3o de empregos verdes e dignos, associados \u00e0 transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e \u00e0 prote\u00e7\u00e3o do ambiente.<\/p>\n<p>Quarenta anos depois, Chern\u00f3bil continua a lembrar-nos que n\u00e3o h\u00e1 energia nuclear segura. H\u00e1 apenas riscos que, mais cedo ou mais tarde, se tornam realidade.<\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0Fonte: MIA<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A 26 de abril de 1986 ocorreu o acidente na central nuclear de Central Nuclear de Chern\u00f3bil, na atual Ucr\u00e2nia, a maior cat\u00e1strofe da hist\u00f3ria da energia nuclear civil. A nuvem nuclear percorreu quase toda a Europa, incluindo a Espanha, e chegou at\u00e9 ao Jap\u00e3o. Quarenta anos depois, n\u00e3o nos libert\u00e1mos de Chern\u00f3bil. 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