{"id":44718,"date":"2026-10-19T10:19:30","date_gmt":"2026-10-19T10:19:30","guid":{"rendered":"https:\/\/tintafresca.net\/?p=44718"},"modified":"2026-10-19T10:27:40","modified_gmt":"2026-10-19T10:27:40","slug":"ccdr-lvt-une-oito-entidades-para-levar-a-transicao-alimentar-circular-ao-terreno-na-area-metropolitana-de-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/2026\/10\/19\/ccdr-lvt-une-oito-entidades-para-levar-a-transicao-alimentar-circular-ao-terreno-na-area-metropolitana-de-lisboa\/","title":{"rendered":"CCDR LVT une oito entidades para levar a transi\u00e7\u00e3o alimentar circular ao terreno na \u00c1rea Metropolitana de Lisboa"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-44720 size-full\" src=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/CCDR_food_link10.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/CCDR_food_link10.jpg 500w, https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/CCDR_food_link10-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/>A Comiss\u00e3o de Coordena\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR LVT) apresentou o FoodLink TAC \u2013 Transi\u00e7\u00e3o Alimentar Circular, um projeto que junta oito entidades para testar e aplicar solu\u00e7\u00f5es de circularidade no sistema alimentar da \u00c1rea Metropolitana de Lisboa. Liderado pela CCDR LVT e cofinanciado por fundos europeus, atrav\u00e9s do Lisboa 2030, o projeto pretende aproximar a produ\u00e7\u00e3o do consumo, reduzir o desperd\u00edcio e valorizar os res\u00edduos alimentares. \u00c9 tamb\u00e9m o passo que leva para o territ\u00f3rio a Estrat\u00e9gia para a Transi\u00e7\u00e3o Alimentar da AML, constru\u00edda no seio da rede FoodLink.<\/p>\n<p><strong>Um projeto para transformar o sistema alimentar metropolitano<\/strong><\/p>\n<p>O FoodLink TAC parte de uma ideia simples: a alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m uma quest\u00e3o de desenvolvimento regional. O modo como se produz e consome, a rela\u00e7\u00e3o entre o espa\u00e7o urbano e o rural e o uso dos recursos t\u00eam impacto direto na forma como o territ\u00f3rio se organiza.<\/p>\n<p>Cada parceiro desenvolve as suas pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es, pensadas para funcionar como laborat\u00f3rios de solu\u00e7\u00f5es. O objetivo \u00e9 que o que resulta num munic\u00edpio possa ser partilhado, adaptado e replicado noutros territ\u00f3rios da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>No conjunto, o projeto procura:<\/p>\n<p>-promover cadeias alimentares mais curtas, com produ\u00e7\u00e3o de proximidade e consumo mais sustent\u00e1vel;<\/p>\n<p>-aumentar os n\u00edveis de reutiliza\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o e reciclagem de res\u00edduos alimentares;<\/p>\n<p>-sensibilizar cidad\u00e3os e produtores para pr\u00e1ticas de circularidade;<\/p>\n<p>-produzir conhecimento que sustente as pol\u00edticas p\u00fablicas alimentares.<\/p>\n<p>No caso da CCDR LVT, enquanto entidade l\u00edder, as a\u00e7\u00f5es incluem uma campanha alargada de comunica\u00e7\u00e3o para a alimenta\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel, que incentiva o consumo de produtos locais, saud\u00e1veis e de proximidade, e uma campanha de sensibiliza\u00e7\u00e3o dirigida aos produtores agroalimentares. A CCDR LVT vai ainda promover a cria\u00e7\u00e3o de conhecimento sobre o sistema alimentar metropolitano, com uma abordagem participativa e assente no conceito de \u201cOne Health\u201d, e monitorizar a aplica\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas alimentares.<\/p>\n<p>\u201cPassamos da estrat\u00e9gia \u00e0 concretiza\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio\u201d<\/p>\n<p>Na apresenta\u00e7\u00e3o do projeto, a Presidente da CCDR LVT, Teresa Almeida, sublinhou que \u201caquilo de que estamos a falar n\u00e3o \u00e9 apenas de alimenta\u00e7\u00e3o. Estamos a falar da forma como produzimos, da forma como consumimos, da rela\u00e7\u00e3o entre o espa\u00e7o urbano e o espa\u00e7o rural (\u2026) e, em \u00faltima an\u00e1lise, da forma como organizamos e planeamos o nosso territ\u00f3rio\u201d.<\/p>\n<p>A Presidente destacou o momento que o projeto representa para a rede FoodLink: \u201cHoje damos um passo decisivo nesse percurso: passamos da estrat\u00e9gia \u00e0 concretiza\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio. Queremos que os princ\u00edpios que fomos construindo em conjunto se traduzam em projetos, em solu\u00e7\u00f5es testadas, em novas formas de trabalhar e, sobretudo, em resultados que possam ser sentidos pelas comunidades\u201d.<\/p>\n<p>Sobre a parceria, Teresa Almeida considerou que a diversidade das entidades envolvidas \u00e9 \u201cuma das grandes for\u00e7as do projeto\u201d, porque \u201cnenhum dos desafios associados \u00e0 transi\u00e7\u00e3o alimentar pode ser resolvido isoladamente por uma \u00fanica institui\u00e7\u00e3o ou por um \u00fanico n\u00edvel da Administra\u00e7\u00e3o\u201d. E acrescentou: \u201cQueremos que funcionem como verdadeiros laborat\u00f3rios de solu\u00e7\u00f5es. Que aquilo que resultar em Almada possa inspirar Loures; que uma experi\u00eancia desenvolvida em Oeiras possa ser \u00fatil em Sintra.\u201d<\/p>\n<p>A respons\u00e1vel referiu ainda o papel dos fundos europeus, que devem ser \u201cn\u00e3o apenas instrumentos de financiamento, mas verdadeiros aceleradores da transforma\u00e7\u00e3o dos territ\u00f3rios\u201d, e deixou um desafio aos parceiros: aproveitar o FoodLink TAC para \u201cdeixarmos na \u00c1rea Metropolitana de Lisboa solu\u00e7\u00f5es e formas de coopera\u00e7\u00e3o que possam continuar muito para al\u00e9m da dura\u00e7\u00e3o deste projeto\u201d.<\/p>\n<p><strong>Oito parceiros, v\u00e1rias escalas de governa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>O cons\u00f3rcio FoodLink TAC re\u00fane entidades de n\u00edvel regional, metropolitano, municipal e de freguesia: CCDR de Lisboa e Vale do Tejo \u2013 entidade l\u00edder do cons\u00f3rcio; \u00c1rea Metropolitana de Lisboa; Munic\u00edpio de Almada; Munic\u00edpio de Loures; Munic\u00edpio de Oeiras; Munic\u00edpio de Sintra; Cascais Ambiente; e a Junta de Freguesia dos Olivais.<\/p>\n<p>A sess\u00e3o de apresenta\u00e7\u00e3o contou ainda com as interven\u00e7\u00f5es do Vice-Presidente da CCDR LVT, Jos\u00e9 Bernardo Nunes, e da Secret\u00e1ria Metropolitana da AML, Cristina Esc\u00f3rcio.<\/p>\n<p><strong>Da rede FoodLink ao FoodLink TAC<\/strong><\/p>\n<p>O FoodLink TAC \u00e9 a etapa mais recente de um percurso iniciado em 2019, com a cria\u00e7\u00e3o da FoodLink \u2013 Rede para a Transi\u00e7\u00e3o Alimentar na \u00c1rea Metropolitana de Lisboa. A rede junta entidades p\u00fablicas e outros agentes do sistema alimentar metropolitano em torno de uma vis\u00e3o comum para a alimenta\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A FoodLink ganhou dimens\u00e3o estrat\u00e9gica com a elabora\u00e7\u00e3o, entre 2022 e 2023, da Estrat\u00e9gia para a Transi\u00e7\u00e3o Alimentar na \u00c1rea Metropolitana de Lisboa. O documento definiu os princ\u00edpios e as prioridades que orientam o trabalho conjunto da rede.<\/p>\n<p>Com o FoodLink TAC, a rede passa da estrat\u00e9gia \u00e0 execu\u00e7\u00e3o. O cons\u00f3rcio d\u00e1 corpo a esses princ\u00edpios atrav\u00e9s de a\u00e7\u00f5es concretas no territ\u00f3rio, com a ambi\u00e7\u00e3o de inspirar novos projetos, novos parceiros e novas respostas em toda a regi\u00e3o. Os trabalhos da rede continuaram com uma reuni\u00e3o plen\u00e1ria sobre a execu\u00e7\u00e3o do Roteiro de A\u00e7\u00e3o e um workshop de cocria\u00e7\u00e3o dedicado ao futuro da FoodLink.<\/p>\n<p><strong>Fonte: CCDR|LVT<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Comiss\u00e3o de Coordena\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR LVT) apresentou o FoodLink TAC \u2013 Transi\u00e7\u00e3o Alimentar Circular, um projeto que junta oito entidades para testar e aplicar solu\u00e7\u00f5es de circularidade no sistema alimentar da \u00c1rea Metropolitana de Lisboa. 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