{"id":6315,"date":"2021-07-30T22:18:32","date_gmt":"2021-07-30T22:18:32","guid":{"rendered":"https:\/\/tintafresca.net\/?p=6315"},"modified":"2021-07-30T22:25:37","modified_gmt":"2021-07-30T22:25:37","slug":"em-2020-nasceram-em-portugal-84-426-bebes-o-numero-mais-baixo-desde-1935","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/2021\/07\/30\/em-2020-nasceram-em-portugal-84-426-bebes-o-numero-mais-baixo-desde-1935\/","title":{"rendered":"Em 2020 nasceram em Portugal 84.426 beb\u00e9s, o n\u00famero mais baixo desde 1935"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-6317 size-full\" src=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Maternidade_2.jpg\" alt=\"\" width=\"488\" height=\"599\" srcset=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Maternidade_2.jpg 488w, https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Maternidade_2-244x300.jpg 244w\" sizes=\"auto, (max-width: 488px) 100vw, 488px\" \/>Os resultados preliminares dos Censos 2021, revelados recentemente pelo Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE), indicam uma quebra de 2% da popula\u00e7\u00e3o portuguesa. Apesar de ter havido um saldo migrat\u00f3rio positivo, este n\u00e3o foi suficiente para inverter a quebra populacional. Portugal tem 10.347.892 residentes, menos 214.286 do que em 2011. Al\u00e9m disso, o nosso pa\u00eds tem h\u00e1 muito tempo um problema de fundo que germina lenta e inexoravelmente: o d\u00e9fice de nascimentos. Estas e outras preocupa\u00e7\u00e3o relacionadas com a quest\u00e3o demogr\u00e1fica ser\u00e3o em breve, em data ainda a anunciar, propostas \u00e0 reflex\u00e3o pelo MAE \u2013 Movimento de Ac\u00e7\u00e3o \u00c9tica, ali\u00e1s conforme anunciado no final da <a href=\"https:\/\/www.acaoetica.pt\/noticias\/81-i-tertulia-mae-a-pandemia-como-oportunidade-de-reforco-etico\">I Tert\u00falia MAE, realizada a 27 de Maio \u00faltimo.<\/a><\/p>\n<p>O MAE, movimento c\u00edvico fundado por Ant\u00f3nio Bag\u00e3o F\u00e9lix, Paulo Otero, Pedro Afonso e Victor Gil, considera que um pa\u00eds envelhecido, com poucas crian\u00e7as, \u00e9 um pa\u00eds enfraquecido e sem futuro. Talvez a melhor campanha que se poder\u00e1 realizar para aumentar a natalidade seja a de valorizar a fam\u00edlia enquanto institui\u00e7\u00e3o humana e pedra angular dos programas sociais do futuro e com futuro.<\/p>\n<p>Em 2020 nasceram em Portugal 84.426 beb\u00e9s. Trata-se do n\u00famero mais baixo desde 1935, ano a partir do qual h\u00e1 estat\u00edsticas oficiais sobre a mat\u00e9ria. O problema da queda da natalidade tem sido agravado pela crise pand\u00e9mica. No nosso pa\u00eds e nos primeiros tr\u00eas meses de 2021 nasceram menos 2.898 beb\u00e9s do que em igual per\u00edodo de 2020 (menos 13,7%!), por sua vez, j\u00e1 pior do que em 2019.<\/p>\n<p>O MAE chama ainda a aten\u00e7\u00e3o que: a taxa de fecundidade (n\u00famero m\u00e9dio de crian\u00e7as por mulher em idade f\u00e9rtil) atingiu, em 2019, o valor de 1,42 filhos\/mulher (a m\u00e9dia mundial \u00e9 2,47), contra 3 filhos em 1970. Al\u00e9m disso, h\u00e1 um retardamento do nascimento do primeiro filho, que, em 1970, era aos 24,4 anos de idade da m\u00e3e e, agora, \u00e9 aos 30,5 anos (a m\u00e9dia mundial \u00e9 de 28,1 anos).<\/p>\n<p>A conjuga\u00e7\u00e3o do decl\u00ednio da natalidade e do aumento da esperan\u00e7a de vida tem vindo a provocar um maior grau de envelhecimento e um aumento da taxa de depend\u00eancia dos idosos. Em 1970, havia em Portugal 34 pessoas com mais de 65 anos por cada 100 jovens com menos de 15 anos. Em 2020 atingiu-se o valor de 161 idosos por cada 100 menores e estima-se que, em 2070, se chegar\u00e1 a n\u00fameros de consequ\u00eancias dif\u00edceis de imaginar, bem superiores a 300 velhos por cada 100 jovens.<\/p>\n<p>O MAE sublinha que a vida \u00e9 o bem supremo, o maior de todos os bens e valores, constituindo um <em>continuum<\/em> desde a sua conce\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 morte e alerta que desvalorizar qualquer dos seus momentos ou conformar-se com redu\u00e7\u00f5es estruturais da natalidade \u00e9 p\u00f4r em causa o seu valor inalien\u00e1vel e intransfer\u00edvel.<\/p>\n<p>Segundo o MAE, nos \u00faltimos tempos tem subsistido a cultura do relativismo do valor da vida, gerada pela converg\u00eancia entre o hedonismo comportamental, o impl\u00edcito desprezo pela vida nascente, a desconsidera\u00e7\u00e3o da dignidade da velhice, um certo utilitarismo p\u00f3s-malthusiano e o enfraquecimento do valor \u00e9tico da responsabilidade.\u00a0 A maternidade foi desqualificada e emergiu uma mentalidade \u201canti-beb\u00e9\u201d, fomentada por um individualismo que desvaloriza a fam\u00edlia como c\u00e9lula essencial da sociedade.<\/p>\n<p>Assim, defende que, mais do que nunca, \u00e9 urgente criar um conjunto de medidas que contrarie este decl\u00ednio demogr\u00e1fico. O MAE alerta para a necessidade de melhorar a concilia\u00e7\u00e3o entre a vida familiar e profissional, j\u00e1 que este \u00e9 um dos motivos invocados para levar os jovens a adiar cada vez mais a decis\u00e3o de terem filhos, agravando a baixa natalidade.<\/p>\n<p>\u00c9 igualmente necess\u00e1rio atuar no plano da seguran\u00e7a social (licen\u00e7a de parentalidade, bonifica\u00e7\u00e3o no acesso \u00e0 pens\u00e3o de velhice para os pais que t\u00eam mais filhos, entre outras medidas), seja no plano tribut\u00e1rio (apoio fiscal \u00e0s empresas que promovam equipamentos de apoio aos filhos menores em condi\u00e7\u00f5es de proximidade adequadas, dedu\u00e7\u00e3o de despesas associadas \u00e0 guarda de crian\u00e7as, etc.), seja no plano laboral.<\/p>\n<p>Nesta \u00e1rea, \u00e9 necess\u00e1rio refor\u00e7ar os apoios a projetos e iniciativas de forma\u00e7\u00e3o e emprego no \u00e2mbito dos servi\u00e7os de apoio \u00e0 fam\u00edlia, a programas espec\u00edficos de requalifica\u00e7\u00e3o profissional para as m\u00e3es ap\u00f3s a licen\u00e7a de maternidade ou a licen\u00e7a sem vencimento permitida por lei, assim como estabelecer incentivos legais e fiscais ao trabalho a tempo parcial e teletrabalho.<\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 MAE \u2013 Movimento A\u00e7\u00e3o \u00c9tica<\/strong><\/p>\n<p>Fundado a 1 de Janeiro de 2021, por Ant\u00f3nio Bag\u00e3o F\u00e9lix (economista), Paulo Otero (jurista), Pedro Afonso (m\u00e9dico psiquiatra) e Victor Gil (m\u00e9dico cardiologista), o Movimento de A\u00e7\u00e3o \u00c9tica apresentou-se publicamente a 10 de mar\u00e7o \u00faltimo.\u00a0 Sob a divisa \u201cVida, Humanismo e Ci\u00eancia\u201d, o MAE \u00e9 uma iniciativa c\u00edvica que visa propor abordagens, reflex\u00f5es, estudos e contributos em torno das quest\u00f5es \u00e9ticas atuais, propondo uma \u00e9tica centrada na pessoa e na valoriza\u00e7\u00e3o da vida humana,\u00a0combatendo a indiferen\u00e7a e o relativismo \u00e9tico, desejando contribuir para uma maior consciencializa\u00e7\u00e3o dos imperativos \u00e9ticos e para uma \u00e9tica do futuro que n\u00e3o seja uma \u00e9tica para o futuro, mas para hoje.<\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 Fonte: LRS<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os resultados preliminares dos Censos 2021, revelados recentemente pelo Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE), indicam uma quebra de 2% da popula\u00e7\u00e3o portuguesa. 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