{"id":6646,"date":"2021-08-10T19:20:14","date_gmt":"2021-08-10T19:20:14","guid":{"rendered":"https:\/\/tintafresca.net\/?p=6646"},"modified":"2021-08-10T19:20:14","modified_gmt":"2021-08-10T19:20:14","slug":"rede-cultural-aljubarrota-1385-apresenta-espetaculo-teatral-margens-da-batalha-as-mulheres-de-aljubarrota","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/tintafresca.net\/index.php\/2021\/08\/10\/rede-cultural-aljubarrota-1385-apresenta-espetaculo-teatral-margens-da-batalha-as-mulheres-de-aljubarrota\/","title":{"rendered":"Rede Cultural Aljubarrota 1385 apresenta espet\u00e1culo teatral \u201cMargens da Batalha: As Mulheres de Aljubarrota\u201d"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_6648\" style=\"width: 510px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6648\" class=\"wp-image-6648 size-full\" src=\"https:\/\/tintafresca.net\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/Alcobaca_aljubarrota_teatro10.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"707\" \/><p id=\"caption-attachment-6648\" class=\"wp-caption-text\">Cartaz<\/p><\/div>\n<p>Nos dias 13 e 14 de agosto, ter\u00e1 lugar na Estalagem de Aljubarrota, o espet\u00e1culo teatral \u201cMargens da Batalha: As Mulheres de Aljubarrota\u201d, um espet\u00e1culo inserido na iniciativa \u201cRede Cultural &#8211; Aljubarrota 1385\u201d, uma candidatura conjunta dos munic\u00edpios de Alcoba\u00e7a, de Batalha e de Porto de M\u00f3s, apresentada ao programa CENTRO 2020.<\/p>\n<p>O espet\u00e1culo tem entrada gratuita (mediante apresenta\u00e7\u00e3o de bilhete) e \u00e9 uma produ\u00e7\u00e3o conjunta das companhias locais S.A. Marionetas, A Corda e Companhia Livre, com dramaturgia de Elsa Maur\u00edcio Childs.<\/p>\n<p>O Munic\u00edpio de Alcoba\u00e7a \u00e9 o parceiro l\u00edder das iniciativas que concretizam o projeto em rede, sob a designa\u00e7\u00e3o \u201cPrograma\u00e7\u00e3o Cultural em Rede\u201d do Programa Operacional Regional do Centro POR), que concede apoios financeiros aos investimentos que visem promover a dinamiza\u00e7\u00e3o, promo\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do patrim\u00f3nio cultural, enquanto instrumento de diferencia\u00e7\u00e3o e competitividade dos territ\u00f3rios designadamente atrav\u00e9s da sua qualifica\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o tur\u00edstica.<\/p>\n<p>Como parceiros, surge a companhia S.A. Marionetas \u2013 Teatro &amp; Bonecos, de Alcoba\u00e7a, na qualidade de copromotor e a Funda\u00e7\u00e3o Batalha de Aljubarrota, enquanto parceiro institucional.<\/p>\n<p>INFORMA\u00c7\u00c3O SOBRE O ESPET\u00c1CULO<\/p>\n<p>13 e 14 de agosto | 21h00<br \/>\nVila de Aljubarrota<br \/>\nAljubarrota 2021<br \/>\n\u201cMargens da Batalha: As Mulheres de Aljubarrota\u201d<br \/>\nTexto\/ Dramaturgia\/ Narra\u00e7\u00e3o: Elsa Maur\u00edcio Childs<br \/>\nPelas companhias: A Corda | Companhia Livre | S.A. Marionetas<\/p>\n<p>As p\u00e1ginas da Hist\u00f3ria escreveram o nome dos her\u00f3is da Batalha de Aljubarrota \u2013 os incontorn\u00e1veis D. Jo\u00e3o I, Mestre de Avis, e o Santo Condest\u00e1vel, D. Nuno \u00c1lvares Pereira, tantas vezes silenciando, pelo olhar quase sempre patriarcal da Hist\u00f3ria, as mulheres que tamb\u00e9m definiram essa luta de bastardos.<\/p>\n<p>Este novo texto sobre os acontecimentos de Aljubarrota, escrito de prop\u00f3sito para esta celebra\u00e7\u00e3o, procura, atrav\u00e9s da reconstru\u00e7\u00e3o da leitura que as mulheres guerreiras da Batalha ter\u00e3o tido desta luta, conferir centralidade \u00e0 sua participa\u00e7\u00e3o na luta.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s de diferentes textos liter\u00e1rios que recontam a Batalha em si e os her\u00f3is e hero\u00ednas que a ela se entregaram \u2013 de Cam\u00f5es, no Canto IV dos Lus\u00edadas, \u00e0 Mensagem de Pessoa, passando, centralmente, por poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen e de Fiama Hasse de Paes Brand\u00e3o e por v\u00e1rios textos po\u00e9ticos escritos para deliberadamente para esta ocasi\u00e3o pela autora do texto dramat\u00fargico \u2013, Margens da Batalha: As Mulheres de Aljubarrota procura tornar protagonistas da Batalha as filhas lusitanas de Atena \u2013 Maria de Sousa, Joana Fernandes e Brites de Almeida (a j\u00e1 m\u00edtica Padeira de Aljubarrota) \u2013, que nela lutaram.<\/p>\n<p>Sem esquecer os pap\u00e9is essenciais desempenhados por Filipa de Lencastre e pela figura da Nossa Senhora Virgem de Oliveira, a quem D. Jo\u00e3o I, dedica a sua vit\u00f3ria, ao longo de 3 atos procura-se dar conta n\u00e3o apenas da Batalha em si, mas dos caminhos que a ela conduziram e dos que dela emergem.<\/p>\n<p>O texto procura, assim, retirar estas personagens femininas das margens da Hist\u00f3ria, dando-lhes o espa\u00e7o e o tempo necess\u00e1rios para que sobre elas brilhe o foco dos acontecimentos de Aljubarrota.<\/p>\n<p>Para esta tarefa, contribui, ainda, a poesia de Safo (a mais famosa mulher poeta da Antiguidade), que serve de mote para o texto, pelo olhar de centraliza\u00e7\u00e3o do feminino que a define.<\/p>\n<p>Bilhetes|Reservas<\/p>\n<p>Abertura de portas 1 hora antes do espet\u00e1culo.<br \/>\nEntrada gratuita, com acesso condicionado mediante apresenta\u00e7\u00e3o de bilhete.<br \/>\nDevido \u00e0s medidas de seguran\u00e7a determinadas pelas autoridades de sa\u00fade, o recinto ter\u00e1 a lota\u00e7\u00e3o limitada.<br \/>\nOs bilhetes poder\u00e3o ser levantados na Tesouraria dos Pa\u00e7os do Concelho, no Centro Cultural Gon\u00e7alves Sapinho, Benedita (at\u00e9 dia 13 de agosto) e tamb\u00e9m no pr\u00f3prio dia 2 horas antes do in\u00edcio do espet\u00e1culo.<br \/>\nBilhetes dispon\u00edveis 15 dias antes do espet\u00e1culo.<\/p>\n<p>Cada pessoa poder\u00e1 levantar um m\u00e1ximo de quatro bilhetes.<br \/>\nCaso n\u00e3o seja poss\u00edvel levantar o bilhete presencialmente poder\u00e1 efetuar a sua reserva atrav\u00e9s dos seguintes contactos: T. 262 580 857 | cultura@cm-alcobaca.pt<br \/>\nNOTA: reservas at\u00e9 dia 11 de agosto \u00e0s 16h00.<br \/>\n#Acultura\u00e9segura<br \/>\nNota: Espet\u00e1culos sujeitos a confirma\u00e7\u00e3o mediante avalia\u00e7\u00e3o da situa\u00e7\u00e3o pand\u00e9mica<\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 Informa\u00e7\u00e3o sobre as companhias<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0A Corda<\/strong><\/p>\n<p>A Corda nasceu em 2018 e apresenta-se como uma plataforma de cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica multidisciplinar centrada, primordialmente, no Teatro, na M\u00fasica e na Literatura, assim como na explora\u00e7\u00e3o de diferentes linguagens c\u00e9nicas.<\/p>\n<p>Pretende funcionar como uma rede em expans\u00e3o permanente, atrav\u00e9s da colabora\u00e7\u00e3o com outros membros da comunidade art\u00edstica, fomentando a intera\u00e7\u00e3o e a liga\u00e7\u00e3o das diversas formas de trabalho inerentes \u00e0s artes. A Corda tem como princ\u00edpio basilar exercer uma atividade ligada \u00e0 comunidade, quer pela produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica supracitada, quer pela forma\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas teatral e musical.<\/p>\n<p>Na sua produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, destaca a cria\u00e7\u00e3o e a apresenta\u00e7\u00e3o de espet\u00e1culos que visam a explora\u00e7\u00e3o de linguagens c\u00e9nicas e que se situam na interliga\u00e7\u00e3o entre o Teatro, a M\u00fasica e a Literatura &#8211; s\u00e3o exemplo disso os espet\u00e1culos &#8220;Epopeia&#8221;, &#8220;Jogo de Espelhos &#8211; Um Reflexo de Pessoa&#8221;, &#8220;Quadraginta dies Silentio&#8221;, &#8220;Ad Lucem&#8221;, &#8220;Sobre o Cristal Transparente&#8221;, as Tert\u00falias Liter\u00e1rias Encenadas sobre diferentes poetas portugueses, dos espet\u00e1culos para a inf\u00e2ncia &#8220;Babar&#8221; e &#8220;Fala Bicho&#8221; e do projeto In Verso (projeto de Teatro Playback da associa\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>A Corda tem exercido uma atividade cont\u00ednua, tanto na zona Oeste (Alcoba\u00e7a, Porto de M\u00f3s e Rio Maior), como em Lisboa (nas Caves do Liceu Cam\u00f5es, no Centro Cultural da Malaposta e no Audit\u00f3rio Cam\u00f5es), tendo integrado, ainda, a programa\u00e7\u00e3o de alguns festivais de teatro, como o Festival Internacional de Teatro de Set\u00fabal (&#8220;Epopeia&#8221;, 2018), o Festival Books &amp; Movies (com as tert\u00falias encenadas &#8220;Tempus Fugit: Os Horizontes do Tempo em Camilo Pessanha&#8221; e &#8220;Walt Whitman e os poetas portugueses&#8221;, 2018 e 2019, respetivamente, em Alcoba\u00e7a), o Festival Novo Palco (&#8220;Jogo de Espelhos&#8221;, 2020, em Alcoba\u00e7a) e o Festival Avesso (&#8220;Sobre o Cristal Transparente&#8221;, 2020, na Madeira).<\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0Ficha Art\u00edstica<\/strong><\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o de Atores: Ruben Saints<br \/>\nTexto\/ Dramaturgia\/ Narra\u00e7\u00e3o: Elsa Maur\u00edcio Childs<br \/>\nInterpreta\u00e7\u00e3o: Diogo Bach, In\u00eas Lucas, Lea Managil, Rita Carolina Silva, Ruben Saints, Tiago B\u00f4to e Mestre Andr\u00e9 (m\u00fasico)<br \/>\nM\u00fasica e Sonoplastia: Mestre Andr\u00e9<br \/>\nFigurinos: Ruben Saints<br \/>\nAdere\u00e7os: Marinel Matos<br \/>\nApoio \u00e0 Produ\u00e7\u00e3o: Joana Bastos<br \/>\nAgradecimentos: Ana Castanhito, Helena Raposo, Maria do Carmo Rebelo, Ant\u00f3nio Santos, Margarida Guerreiro, Ana Costa e Vitor Lucas<\/p>\n<p><strong>S.A. Marionetas \u2013 Teatro &amp; Bonecos<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 uma estrutura profissional de cria\u00e7\u00e3o em teatro de marionetas composta por autores, construtores e marionetistas que produzem originais e em portugu\u00eas, com o objetivo de promover e divulgar o Teatro de Marionetas. Nessa perspetiva, o seu trabalho passa pela investiga\u00e7\u00e3o e a procura de novas solu\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas, bem como a preserva\u00e7\u00e3o da tradi\u00e7\u00e3o popular portuguesa atrav\u00e9s da pesquisa e continuidade na realiza\u00e7\u00e3o do Teatro D. Roberto.<\/p>\n<p>Em ambos os casos, privilegia-se a itiner\u00e2ncia dos espet\u00e1culos como melhor forma de divulgar a arte da marioneta.<\/p>\n<p>Ainda no cumprimento destes objetivos, a companhia organiza, desde 1998, o Festival Nacional de Teatro de Marionetas \u201cMarionetas na Cidade\u201d em Alcoba\u00e7a, onde est\u00e1 sediada. Em 2015 o festival foi distinguido com o &#8220;EFFE Label&#8221;. Tem participado em diversos Festivais em Portugal, tendo tamb\u00e9m representado o pa\u00eds em It\u00e1lia, Alemanha, Fran\u00e7a, Espanha, Inglaterra, Pa\u00eds de Gales, Esc\u00f3cia, It\u00e1lia, Rep\u00fablica Checa, China, Eslov\u00e1quia, Macau, Cazaquist\u00e3o, Indon\u00e9sia, Coreia do Sul, Turquia, \u00c1ustria, Ir\u00e3o, Tail\u00e2ndia. J\u00e1 foi distinguida com mais de uma dezena de pr\u00e9mios nacionais e internacionais pelas suas produ\u00e7\u00f5es e desde 1997 j\u00e1 criou 51 produ\u00e7\u00f5es originais.<\/p>\n<p>Ficha Art\u00edstica:<\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o de Cena: Jos\u00e9 Gil<br \/>\nManipula\u00e7\u00e3o: Natacha Costa Pereira, Henrique B\u00e9rtolo, Rodrigo Moreira, Luis Gil, Tom\u00e9 Sim\u00e3o, Diogo Rainho<br \/>\nEscultura das Marionetas: Natacha Costa Pereira<br \/>\nConstru\u00e7\u00e3o das Marionetas: Natacha Costa Pereira, Jos\u00e9 Gil, Sofia Oliven\u00e7a Vinagre e Luis Gil<br \/>\nEstruturas: Luis Gil<br \/>\nDesenho de Luz: Jos\u00e9 Gil e \u00d3bidos Produ\u00e7\u00f5es<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o: Sofia Oliven\u00e7a Vinagre<\/p>\n<p><strong>Companhia Livre<\/strong><\/p>\n<p>A Companhia Livre \u00e9 uma associa\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos, criada em 2008 e que tem como objetivo promover atividades de car\u00e1ter cultural e educativo, contribuir para a divulga\u00e7\u00e3o, valoriza\u00e7\u00e3o e prest\u00edgio da hist\u00f3ria de Portugal.<\/p>\n<p>Estudamos, pesquisamos e recriamos o quotidiano civil e militar de diversos per\u00edodos da hist\u00f3ria de Portugal.<\/p>\n<p>\u00c9 nossa miss\u00e3o divulgar a Hist\u00f3ria de Portugal.<\/p>\n<p>Somos um grupo de atores e animadores socioculturais com vasta experi\u00eancia em interpreta\u00e7\u00e3o e recrea\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>Interpretamos momentos, personagens e aventuras, sempre contadas na primeira pessoa, recorrendo a trajes e adere\u00e7os de cada \u00e9poca.<\/p>\n<p>Somos contadores de hist\u00f3rias, somos narradores de factos hist\u00f3ricos e int\u00e9rpretes.<\/p>\n<p>Personificando personagens da Hist\u00f3ria de Portugal, proporcionamos uma viagem pedag\u00f3gica e estimulamos a imagina\u00e7\u00e3o, o interesse e a motiva\u00e7\u00e3o pela Hist\u00f3ria e cultura de Portugal \u2013 uma aula de hist\u00f3ria ao vivo, uma aprendizagem l\u00fadica e divertida.<\/p>\n<p>Lista de participantes:<\/p>\n<p>Nuno Marques; Vera Pinto; Nuno Cardo; Luis Gomes; Nuno Esteves; Nuno Figueiredo; Nuno Gon\u00e7alves; Jos\u00e9 Carvalho; Fernando Brecha; Vera Rebelo; Carla Alves; Maria do C\u00e9u Sotta; Jo\u00e3o Conrado; Vitor Mendes; Paulo Polido; Martim Antunes; Jos\u00e9 Marcos; Luis Fran\u00e7a; Vasco Alves; Rui Sim\u00f5es; Ant\u00f3nio Serra; Guida Santos; Maria Jos\u00e9 Vicente; Beatriz Figueira; Olga Figueira; Pedro Fortunado; Andr\u00e9 In\u00e1cio; Belarmino Figueiredo; Luis Figueiredo; Justina Silva; David Santos; Francisco Camacho; Luis Ferreira; Jos\u00e9 Pereira; Manuel Lobo; \u00c2ngelo Lobo; Miguel Rocha; Jorge Nunes; Joaquim Silva e Nuno Rodrigues.<\/p>\n<p><strong>SOBRE A BATALHA DE ALJUBARROTA<\/strong><\/p>\n<p>Este ano comemora-se o 636\u00ba anivers\u00e1rio da Batalha de Aljubarrota, um momento decisivo para a independ\u00eancia de Portugal, decorrido a 14 de agosto de 1385.<\/p>\n<p>Nesta \u00e9poca, em plena Idade M\u00e9dia, Portugal vivia um clima de tens\u00e3o pol\u00edtica e social. Por um lado, durante a Crise de 1383, subsistia dentro da corte o desejo da uni\u00e3o a Castela. Por outro, muitos lutavam para defender a independ\u00eancia de Portugal. O povo portugu\u00eas n\u00e3o aceitava perder a nacionalidade.<\/p>\n<p>O rei, D. Jo\u00e3o I, Mestre de Avis, h\u00e1 muito que preparava a defesa de Portugal. Do lado de Castela, D. Juan I planeava tomar o trono portugu\u00eas e opta por fazer um cerco a Lisboa. E assim foi. O cerco durou 3 longos meses e s\u00f3 terminou quando Almada se rendeu por falta de \u00e1gua.<\/p>\n<p>A Batalha foi-se aproximando dos Coutos de Alcoba\u00e7a e viria a decorrer entre os campos de S. Jorge e os de Aljubarrota. Frei Jo\u00e3o de Ornelas, Abade do Mosteiro de Alcoba\u00e7a, foi uma preciosa ajuda para o ex\u00e9rcito de D. Jo\u00e3o I. Enviou cerca de 300 homens para combater os castelhanos e, defendendo a ponte de Chiqueda, fez com que o ex\u00e9rcito de D. Juan I se atrasasse.<\/p>\n<p>Mesmo em desvantagem num\u00e9rica no n\u00famero de cavaleiros e com a popula\u00e7\u00e3o fragilizada, D. Jo\u00e3o I decidiu avan\u00e7ar e elegeu D. Nuno \u00c1lvares Pereira como o estratega para comandar o destino dos portugueses.<\/p>\n<p>Para este combate, D. Nuno criou uma pr\u00e1tica militar, a t\u00e9cnica do quadrado, que impulsionou a vit\u00f3ria portuguesa.<\/p>\n<p>Para esse dia, na charneca de S. Jorge, posicionou os cavaleiros em quadrado para criar uma ilus\u00e3o de que existiam mais homens. Conseguiram assim atrair os invasores para dentro do quadrado atacando-os de todas as frentes. Os numerosos fossos e covas-de-lobo, cobertos com abatises foram aut\u00eanticas armadilhas. Portugal venceu quando estava em clara desvantagem. A diferen\u00e7a num\u00e9rica n\u00e3o ditou o seu destino.<\/p>\n<p>Esta Batalha representa a afirma\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia de Portugal e da sua gente.<\/p>\n<p><strong>Sobre a Padeira de Aljubarrota<\/strong><\/p>\n<p>Ap\u00f3s a Batalha, depois de vencidos, muitos castelhanos fugiram temendo pelas suas vidas.<\/p>\n<p>Conta a lenda que sete fugitivos ao tentar encontrar abrigo e mantimentos, entraram em casa de Brites de Almeida, a Padeira de Aljubarrota. Os homens encontraram a casa vazia, quando Brites teria ido ajudar a popula\u00e7\u00e3o de Aljubarrota a expulsar os invasores que ficaram depois da Batalha.<\/p>\n<p>Brites de Almeida, mulher forte, alta, feia de aspeto, com uma for\u00e7a e coragem admir\u00e1vel, ao chegar a casa naquela noite, encontrou a porta fechada e desconfiou. Deu de caras com sete castelhanos famintos dentro do seu forno e n\u00e3o esteve com meias medidas. A Padeira e a sua gente, com a p\u00e1 apontada pelo ferro afiado do raer, que utilizava para afastar as brasas do forno, mataram os sete castelhanos de uma s\u00f3 vez.<\/p>\n<p>Assim se eternizou a lenda Padeira de Aljubarrota: hero\u00edna e mulher do povo, s\u00edmbolo do patriotismo e do nacionalismo portugu\u00eas. Defendeu a independ\u00eancia nacional com as suas pr\u00f3prias m\u00e3os, e, por isso, permanecer\u00e1 no imagin\u00e1rio dos portugueses.<\/p>\n<p><strong>\u00a0 \u00a0Fonte: GRPP|CMA<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos dias 13 e 14 de agosto, ter\u00e1 lugar na Estalagem de Aljubarrota, o espet\u00e1culo teatral \u201cMargens da Batalha: As Mulheres de Aljubarrota\u201d, um espet\u00e1culo inserido na iniciativa \u201cRede Cultural &#8211; Aljubarrota 1385\u201d, uma candidatura conjunta dos munic\u00edpios de Alcoba\u00e7a, de Batalha e de Porto de M\u00f3s, apresentada ao programa CENTRO 2020. 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