Edição: 244

Diretor: Mário Lopes

Data: 2/3/2021

“Em domínios essenciais como a saúde, o ambiente ou no domínio das infraestruturas de apoio às atividades económicas”

Paulo Batista Santos acusa Governo de ignorar a região de Leiria no Plano de Recuperação

2021-02-19 19:51:52

Paulo Batista Santos

O presidente da Câmara Municipal da Batalha e vice-presidente da CIM de Leiria, Paulo Batista Santos, em ofício remetido ao Governo e Conselho Regional do Centro afirma que o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) apresentado pelo Governo “não serve a região de Leiria em domínios essenciais como a saúde, o ambiente ou no domínio das infraestruturas de apoio às atividades económicas”.

“O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) na versão agora em discussão pública ignora projetos estruturantes para a região de Leiria nas áreas prioritárias definidas pelo Governo junto da Comissão Europeia, numa opção política que compromete a recuperação social e a dinamização económica de uma região fortemente atingida pelas consequências da pandemia”, considera Paulo Batista Santos.

O autarca da Batalha defende que o documento apresentado pelo Governo, que entrou na quarta-feira em processo de discussão e auscultação pública, “condena as aspirações das cerca de 300 mil pessoas da região de Leiria e de toda região Centro de Portugal, porquanto centraliza os principais investimentos nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto”.

Recorde-se que o Conselho Regional do Centro aprovou um documento estratégico subscrito pelas 8 comunidades intermunicipais da região Centro e remetido ao Governo, com projetos concretos de intervenção a considerar no âmbito do PRR e que identifica como prioritários, entre outros à escala regional, a beneficiação e ampliação do Centro Hospitalar de Leiria, Pombal e Alcobaça (Hospital Santo André).

Também a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria apresentou ao Governo a necessidade de equacionar no PRR desenvolvido pelo Governo português e colocado à disposição pela União Europeia, alguns dos investimentos prioritários como a construção da ETES do Lis, um projeto essencial ao plano de despoluição da bacia hidrográfica do Lis, bem como de regularização do setor pecuário, a criação de um Parque de Ciência e Inovação da Região de Leiria, a modernização e eletrificação do troço Caldas da Rainha – Louriçal da linha do Oeste, tudo projetos que são esquecidos no documento agora apresentado pelo Governo.

O concelho da Batalha é igualmente prejudicado neste Plano do Governo, uma vez que sem explicação técnica ou financeira é esquecido o projeto de construção do nó de ligação entre A1 e IC9, Leiria/Batalha/Ourém, no designado programa de promoção de investimento e realização das “Missing links” e aumento de capacidade da rede viária e dinamização da área de localização empresarial de São Mamede, Fátima e Santa Catarina da Serra.

Acresce que todos estes projetos para a região de Leiria estavam inscritos no Programa Nacional de Investimentos 2030 (PNI 2030), que foi apresentado pelos Ministros das Infraestruturas e da Habitação, do Ambiente e da Ação Climática e da Agricultura, e pelo Primeiro-Ministro, em outubro de 2020, e agora não conhecem tradução no PRR, sem qualquer explicação e com graves consequência para o desenvolvimento da região.

Para Paulo Batista Santos, edil da Batalha, o “PRR na versão até agora escondida pelo Governo é um embuste e um erro colossal, que atrasa a região de Leiria e ignora as necessidades mais prementes para o processo de recuperação da nossa região”. “É um plano centralizador que concentra recursos em Lisboa e no Porto, privilegia o financiamento dos organismos do Estado e esquece as empresas, o setor social e a generalidade das regiões do país”, acrescenta o autarca.

Fonte: MB

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