Edição: 245

Diretor: Mário Lopes

Data: 2021/4/19

Depois da crítica do Município da Batalha

Município de Leiria critica Plano de Recuperação e Resiliência por agravar assimetrias do País

Gonçalo Lopes

O Município de Leiria submeteu esta terça-feira, dia 23 de fevereiro, a sua posição relativa ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) no âmbito do processo de consulta pública, considerando que este documento, a concretizar-se, vai agravar as assimetrias regionais.

O Município de Leiria, presidido pelo socialista Gonçalo Lopes, entende que “a concretização literal do documento corre o risco de aumentar fossos e assimetrias regionais e de levar a um país a duas velocidades, dado que os fundos e financiamentos parecem ser destinados apenas a uma pequena parte dele, em claro detrimento do restante”.

“Repetem-se [no PRR] à exaustão as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e suas envolventes e também às regiões autónomas da Madeira e dos Açores”, refere o Município de Leiria, acrescentando que o “país é bem mais do que esses territórios”.

O Município de Leiria apresenta um conjunto de propostas (documento anexo), nomeadamente ao nível da proteção ambiental, habitação, infraestruturas, economia, social e ferrovia, precisamente no sentido de promover o desenvolvimento equilibrado do país.

A posição que o Município de Leiria apresenta relativamente ao PRR está articulada com o “Leiria 2030”, documento de orientação estratégica para a década 2020-2030, estabelecendo áreas de desenvolvimento prioritárias para a região, como o ensino superior e a ambição de passagem do Politécnico de Leiria a universidade, execução do nó de ligação da A1 ao IC2, a modernização da Linha do Norte e a revitalização da Linha do Oeste, a despoluição da Bacia Hidrográfica do Rio Lis, abertura do Aeroporto de Monte Real à aviação civil.

Apresentado pelo governo como um documento estratégico onde estão plasmadas reformas estruturais fundamentais para assegurar a saída da crise pandémica e garantir um futuro resiliente para Portugal, este plano prevê um conjunto de reformas e investimentos nas áreas da resiliência, transição climática e transição digital, que se traduzem em 13.944 milhões de euros em subvenções.

    Fonte: GRPG|CML

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