Edição: 249

Diretor: Mário Lopes

Data: 2021/8/2

Centro instalado no Edifício Cetemares, em Peniche, foi inaugurado há um ano

Centro de Diagnóstico Covid-19 do Politécnico de Leiria já realizou mais de 26 mil testes em apenas um ano

Centro de Testes do Politécnico de Leiria

O Centro de Diagnóstico Covid-19 do Politécnico de Leiria (CDC-PL), instalado no Edifício Cetemares, em Peniche, já realizou mais de 26 mil testes desde a sua inauguração, a 28 de abril de 2020. Foram realizados até ao momento cerca de 20 mil testes PCR e mais de seis mil testes rápidos.

Durante este último ano, além da testagem em Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI) e Serviços de Apoio Domiciliário (SAD) nas Comunidades Intermunicipais da Região de Leiria, Região de Coimbra, Oeste, Médio Tejo, e da testagem regular na comunidade académica no Politécnico de Leiria, o CDC-PL colaborou ainda com os municípios de Peniche e Nazaré e o Ministério do Mar na realização de testes em diversas associações de pescadores, com o município de Leiria, e com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo para a testagem de diversos surtos na região, entre outros.

«Volvido um ano, com mais de 40 pessoas envolvidas no laboratório e muitas mais fora dele, são mais de 26 mil testes realizados. Estamos certos de que as mais de 300 infeções detetadas em muito contribuíram para o controlo de surtos em lares, creches, grupos profissionais, fábricas e muitos outros focos na comunidade, dando o nosso contributo para reduzir o número de vítimas pelo Sars-Cov-2. Temos um centro altamente qualificado e que a qualquer momento pode dar uma resposta eficiente e com uma grande capacidade de testes. Contudo, cada um dos envolvidos espera simplesmente que não volte a ser necessário», refere Marco Lemos, professor do Politécnico de Leiria e diretor técnico do CDC-PL.

«O CDC é um investimento muito relevante do Politécnico de Leiria para auxiliar o País e o Serviço Nacional de Saúde no combate à pandemia numa região alargada, compreendida entre Coimbra e Lisboa. Uma das certezas com que fico é que o Politécnico de Leiria, que agora integra a Rede de Laboratórios Científicos para Situações de Emergência e Riscos de Saúde Pública, pode, a qualquer altura, dar uma resposta eficiente e de altíssima qualidade sempre que a Região e o País assim precisem», afirma Marco Lemos.

O Centro de Testes de Diagnóstico Covid-19 do Politécnico de Leiria foi inicialmente desenvolvido para aplicar testes de diagnóstico da doença Covid-19 aos utentes e trabalhadores das Estruturas Residenciais para Idosos e dos Serviços de Apoio Domiciliário nas Comunidades Intermunicipais da Região de Leiria, Região de Coimbra, Oeste, Médio Tejo, e noutros locais onde fosse necessário, sob coordenação do Instituto da Segurança Social, I.P.

Certificado pelo Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge, o CDC-PL conta atualmente com uma estrutura especializada com vários técnicos, distribuídos entre o processamento laboratorial de testes moleculares por PCR e pelo rastreio por testes rápidos de antigénio (TRag), assim como vários profissionais de saúde em part-time. Desde o seu primeiro dia, o centro contou também com o apoio de mais de 40 voluntários nos laboratórios, incluindo professores, investigadores e estudantes do Politécnico de Leiria, mas também voluntários externos à academia.

O CDC tem uma capacidade laboratorial de 400 testes PCR diários, caso necessário, sendo que, no atual cenário pandémico, encontra-se a fazer cerca de 800 testes de PCR por semana, além dos muitos testes rápidos.

«Numa fase em que as notícias que nos chegam diariamente são muito favoráveis e o número de vacinados é cada vez maior, esperamos que o nosso papel seja a cada dia menos relevante, até não ser mais necessário. A “guerra”, no entanto, ainda não está ganha. As infeções ainda existem e os vacinados não estão imunes (e todos os dias no CDC temos tido provas disso). Devemos continuar a ter todas as precauções, respeitando o próximo, percebendo que numa fase de intensificação de testes rápidos, um resultado negativo é simplesmente uma fotografia daquele momento e não nos deve fazer abandonar as boas práticas adquiridas durante este último ano. Melhores dias virão… e como sempre, depende só de cada um de nós», conclui Marco Lemos.

    Fonte: Midlandcom

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