Edição: 250

Diretor: Mário Lopes

Data: 2021/9/22

Festival apresenta “Da Ibéria aos novos tempos”, de 25 de junho a 1 de agosto

Cistermúsica proporciona viagem musical com 40 espetáculos este verão

Allurement Trio

Ao longo de quase três décadas, o Cistermúsica tem explorado a simbiose entre a música e o património, sobretudo, nos espaços do emblemático Mosteiro de Alcobaça.

Em 2021 o Festival prossegue essa missão na 29.ª edição, com uma viagem musical que inclui recitais, música de câmara e coral, concertos sinfónicos e óperas, protagonizada por alguns dos melhores agrupamentos na área da música erudita a nível nacional e internacional,  mas também produções de jazz, músicas do mundo, dança contemporânea e outras atividades complementares.

Serão 40 espetáculos dedicados às celebrações dos 500 anos da circum-navegação e às efemérides musicais deste ano —  de Josquin des Prez e Camille Saint-Saëns até Manuel de Falla, Stravinsky e Piazzolla —, além de outros compositores incontornáveis da história da música clássica.

Da Música antiga à Música do séc. XXI em 40 produções

O primeiro fim de semana do Cistermúsica constitui um símbolo perfeito da temática principal do festival, “Da Ibéria aos novos tempos”, com o concerto de abertura (25 de junho, às 21h30) pelo grupo vocal e instrumental espanhol La Grande Chapelle, que estreia em Portugal um programa de música sacra escrita por José de Baquedano para a Catedral de Santiago de Compostela, por um lado; e pelo programa A Música do século XXI  proposto pelo Lusitanus Ensemble (26 junho, às 21h30) que interpretará obras encomendadas a conceituados compositores portugueses contemporâneos, por outro.

Depois do sucesso registado na edição de 2020 que, no entanto, devido às restrições provocadas pela pandemia, apenas permitiu apresentar agrupamentos nacionais, um dos grandes destaques deste ano é o “regresso” da programação internacional ao Festival.

Assim, além do concerto de abertura, as comemorações dos 500 anos da circum navegação serão também protagonizadas por dois conceituados agrupamentos espanhóis:  Solistas do Coro de Câmara de Granada e o Samsaoui Ensemble com O Périplo De Magalhães E Elcano: Uma Volta Ao Mundo Em 12 Obras, e a Accademia del Piacere com  Música Mestiça – Na Espanha barroca.

Ainda do país vizinho receberemos o Ensemble Instrumental da Cantábria que apresentará um programa dedicado a Manuel de Falla, a propósito dos 75 anos do desaparecimento deste compositor espanhol.

A música de câmara volta a ter grande peso na programação do Cistermúsica, seja com o quinteto de sopros GISBA, com os solistas da Orquestra XXI, com o quarteto de cordas Esmé (Coreia do Sul) ou com a pianista Marta Menezes, acompanhada por um trio de cordas, que irão celebrar Saint-Saëns, Haydn, Tchaikovsky, Piazzolla, Stravinsky, entre outros. Stravinsky será também o que nos trará o Ensemble Darcos com a enigmática História do Soldado, e que terá o ator Paulo Pires como narrador.

Há ainda que pôr na agenda um recital de piano a 4 mãos, por Jill Lawson e Luísa Tender, e a estreia moderna do Requiem de Coimbra, pelo prestigiado ensemble vocal e instrumental luso-francês Capella Sanctæ Crucis. Igualmente imperdível ao nível da música antiga é o programa  dedicado a Josquin [de Prez] e os seus contemporâneos em Portugal, pelo Alma Ensemble, no Mosteiro de Cós.

Outro grande destaque desta edição é a Gala de Homenagem a Mariella Devia, aclamada cantora viva da grande tradição lírica italiana, pela primeira vez em Portugal. A soprano estará em Alcobaça para uma Masterclasse que culminará com uma gala de homenagem pelo Allurement Trio, a 3 de julho.

Não faltarão dois grandes concertos sinfónicos, pela Orquestra Metropolitana de Lisboa e pela Orquestra XXI, que atua pela primeira vez em Alcobaça; nem sequer as óperas: uma barroca, La Serva Padrona, de Pergolesi, pelo Ensemble La Nave Va, a que se juntam os solistas Carla Caramujo e Luís Rodrigues, e também Maria De Buenos Aires, “ópera-tango” de Piazzolla, com direção musical de Daniel Schvetz e que terá como solista principal a soprano Ana Ester Neves.

Para além do novo tango, ao longo do Festival há mais programação “Outros Mundos”, com propostas que vão do jazz às músicas do mundo (destaque para Gaia Cuatro, que junta a Argentina ao Japão, e ainda The Nagash Ensemble of Armenia) passando pela dança contemporânea (companhia Dança em Diálogos).

Outras rotas, para lá das fronteiras do Festival de Música de Alcobaça

Em 2021 o Cistermúsica retoma a dimensão nacional que conquistou nos últimos anos, com redes de programação em mosteiros cistercienses (Rota de Cister) e noutros palcos do património natural e cultural, do litoral ao interior do país (Cistermúsica Redes), num trabalho pioneiro de coesão cultural e territorial que serão apresentadas em detalhe nos próximos dias.

O Cistermúsica torna a contar com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República, o apoio financeiro da Direção-Geral das Artes, a parceria estratégica do Município de Alcobaça, a parceria institucional da Direção-Geral do Património Cultural/Mosteiro de Alcobaça e o mecenas BPI / Fundação “La Caixa”, numa edição que cumpre todas as regras da Direção-Geral de Saúde/Ministério da Cultura.

   Fonte: AMA

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