Edição: 248

Diretor: Mário Lopes

Data: 2021/7/29

Obra de remodelação garante isolamento de utentes em pressão positiva e negativa

Centro Hospitalar de Leiria reestrutura três quartos de isolamento no Serviço de Medicina Intensiva

Quarto de isolamento

O Centro Hospitalar de Leiria (CHL) reestruturou recentemente três quartos de isolamento no Serviço de Medicina Intensiva (SMI), localizado no Hospital de Santo André, em Leiria, que funcionam nos regimes de proteção (pressão positiva) e de contenção (pressão negativa), conforme as necessidades. A obra de remodelação garante as condições de tratamento dos doentes imunocomprometidos ou portadores de doenças infeciosas, permitindo a sua segurança e a dos profissionais do Serviço.

Os três quartos de isolamento do SMI estão devidamente equipados para funcionar nos regimes de proteção (pressão positiva) e de contenção (pressão negativa). No regime de proteção, o utente que se encontra internado no quarto está imunocomprometido, ou seja, tem uma baixa resistência quando exposto a um antígeno, havendo a necessidade de o proteger para não ser contaminado por partículas potencialmente perigosas transmitidas por outras pessoas, como outros doentes, visitantes ou profissionais de saúde. Assim, o fluxo de ar é realizado do quarto para o exterior, e o ar proveniente do exterior para dentro do quarto passa por um filtro que retém as pequenas partículas, que podem conter antigénios ainda mais pequenos.

Já o regime de contenção protege todos os profissionais e utentes que se encontrem fora dos quartos das partículas infeciosas transportadas por via aérea, que estão dentro do quarto de isolamento, tais como sarampo, tuberculose, SARS, MERS, Covid-19, entre outros. Esta proteção é possível pois o fluxo do ar ocorre das zonas não contaminadas para a zona contaminada: em todas as pequenas aberturas, o fluxo de ar ocorre sempre de fora para dentro, e posteriormente todo o ar contaminado é extraído e encaminhado para o exterior, depois de passar por um filtro que tem a tarefa de reter as pequenas partículas, que trazem agarradas a elas os vírus também de tamanho reduzido.

A obra de reestruturação incluiu alterações no sistema de ventilação e na substituição das portas de acesso dos quartos, de forma a assegurar os diferenciais de pressão estabelecidos. A empreitada teve um investimento de cerca de 223 mil euros, dos quais 206.518 euros foram atribuídos pelo Programa Financiamento Centralizado da Administração Central do Sistema de Saúde, para reforço da resposta de Medicina Intensiva no âmbito da pandemia Covid-19 – infraestruturas.

«Esta obra de reestruturação permite disponibilizar mais e melhores condições para os nossos utentes, de acordo com as necessidades que temos vindo a registar, nomeadamente com esta pandemia por Covid-19», refere Licínio de Carvalho, presidente do Conselho de Administração do CHL. «O Serviço de Medicina Intensiva fica assim mais capacitado para tratar doentes com diferentes especificidades e condição clínica.»

    Fonte: Midlandcom

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