Edição: 250

Diretor: Mário Lopes

Data: 2021/9/20

Últimos espetáculos do festival esgotaram

Em ano de enormes desafios, o Cistermúsica chega a bom porto com números de excelência na bagagem

Ensemble Instrumental de Cantabria

“O encerramento do Cistermúsica foi o exemplo perfeito do sucesso de um festival que mais uma vez alcançou a simbiose entre a sua oferta artística e a aceitação do público”, adiantou a organização, a cargo da Academia de Música de Alcobaça. E se os números não são tudo, num ano em que a viagem musical proposta percorreu inúmeros destinos e proporcionou não menos experiências memoráveis, não deixam de ser uma preciosa ajuda para explicar a adesão dos espectadores a uma política de programação tão sólida quanto abrangente.

Na sua 29.ª edição, e ao longo de 38 dias, o Cistermúsica acolheu um total de 28 agrupamentos (somando 466 intérpretes) em 35 espetáculos, muitos dos quais com lotação esgotada, atingindo cerca de 3300 espetadores. Só no concelho de Alcobaça realizaram-se 25 concertos, sendo que os restantes 7 foram apresentados noutros concelhos, desde Évora até Castelo Branco, passando por Porto de Mós, Marinha Grande, Coimbra, Penacova e Lisboa, com uma  taxa média de assistência acima dos 85 por cento.

A par dos espetáculos decorreram duas atividades paralelas que merecem destaque, a Masterclasse de Canto com Mariella Devia, a mais aclamada cantora viva da grande tradição lírica italiana, que veio pela primeira vez a Portugal a convite do festival e a exposição “Festival em Tempos de Pandemia” da fotógrafa Sara Leonardo que estará patente até 30 de agosto no Museu do Vinho de Alcobaça.

A direção do Cistermúsica realça “estar muito feliz pela excelente qualidade dos espetáculos apresentados e orgulhosa pelo trabalho de toda a equipa do festival que, perante um contexto complexo e alterações sucessivas das regras a cumprir, conseguiu concretizar com bastante sucesso o Cistermúsica mais ambicioso da sua história”, referiu Rui Morais, diretor geral do festival e também membro da direção artística juntamente com André Cunha Leal.

O músico realçou que o festival se realizou “em tempo de pandemia mas com todas as provas superadas, tanto pela afluência do público, como pela oferta artística. Exemplo disso foram as duas óperas encenadas que constituíram uma autêntica prova de fogo. Quando, nos tempos que correm, tantas vezes se tem medo de arriscar, em Alcobaça não houve problema em fazer-se La Serva Padrona e Maria de Buenos Aires, óperas que queremos pôr em circulação”.

Nesse sentido, estão já programadas duas récitas da ópera Maria de Buenos Aires, a 22 de agosto no Centro Cultural de Belém e a 5 outubro no Fórum Municipal Luísa Todi, em Setúbal, dando continuidade a uma programação em rede que funcionará para além do período do festival.

No próximo ano o festival celebra a sua 30ª edição e decorrerá de 24 de junho a 31 de julho de 2022. Espera-se, portanto, um Cistermúsica muito especial cuja principal temática andará em torno das grandes histórias de amor, desde logo a de Pedro e Inês.

O Cistermúsica contou com o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República, o apoio financeiro da Direção-Geral das Artes, a parceria estratégica do Município de Alcobaça, a parceria institucional da Direção-Geral do Património Cultural/Mosteiro de Alcobaça, o mecenas BPI / Fundação “La Caixa”, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa como patrocinador da programação Outros Mundos, o apoio à comunicação do Turismo Centro de Portugal e a Fundação Millennium como mecenas da Rota de Cister.

 Fonte: DS|AMA

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