Edição: 251

Diretor: Mário Lopes

Data: 2021/10/26

De 23 de outubro a 18 de dezembro

Sons na Vila traz mostra de nova música portuguesa à Lourinhã

Cais Sodré Funk Connection (Foto: Ana Viotti)

O ‘Sons na Vila’ está de volta, agora como um aconchego de outono e inverno e após um período de afastamento, pretende encher o Auditório da AMAL, de 23 de outubro a 18 de dezembro, com reconhecidas bandas do panorama musical português.

O Município da Lourinhã está, assim, determinado em resgatar a cultura e o público com o regresso deste ciclo de três concertos, que teve a sua primeira edição em 2018 e que pretende dinamizar o território da Lourinhã e trazer público à vila lourinhanense.

O regresso está a cargo de Cais Sodré Funk Connection, já a 23 de outubro, às 21h30, no Auditório da AMAL. Nascidos no coração do bairro boémio que lhes dá nome, são uma banda de veteranos da música portuguesa e verdadeiros embaixadores do Funk & Soul. O Soul Power é assegurado por Francisco Rebelo, no Baixo, João Gomes, nas Teclas, David Pessoa, na Guitarra, Rui Alves, na Bateria e a pujante secção de sopros, de João Cabrita, José Raminhos e Miguel Marques. Conduzidos pelo inconfundível one man show, SILK (Fernando Nobre), são acompanhados pela voz sensual e sedutora de TAMIN (Telma Santos). Vestidos a rigor, sobem a palco para inflamar plateias, seja nas primeiras partes de espetáculos de Sharon Jones ou Lionel Ritchie ou, em parceria, com artistas de renome, como Rickie Calloway, Paulo de Carvalho e mais recentemente Eduardo Nascimento e António Calvário, no Festival da Canção 2019.

Em 2012, lançaram “YOU ARE SOMEBODY”, o disco de apresentação que os levou para a rádio e os afirmou como um projeto sólido nacional.

O segundo álbum “SOUL, SWEAT & CUT THE CRAP”, lançado em 2016 com 13 temas originais, conquistou um público cada vez mais fiel e consagrou-os como uma incrível Live Band. Com o vídeo de “Offbeat”, single extraído deste álbum, realizado por Richard F. Coelho, ganharam reconhecimento internacional com o prémio de melhor vídeo de música, no Cannes Short Film Festival.

Após 10 anos de concertos pelos mais prestigiados palcos do País, trazem na bagagem novas temáticas e canções para celebrar a vida adulta, sem perder a energia contagiante tão bem caracterizada na sua música. Quem quiser perceber o que é o som de um motor bem afinado, em que todas as peças se encaixam na perfeição e todas concorrem para fazer mover, então não precisa de ir mais longe, basta “meter a tocar” o último álbum “BACK ON TRACK”, editado em 2019, de onde sai em primeiro avanço “Everyday”, voltando a pôr o Funk & Soul nos carris, com 12 temas originais, cheios de groove e novos Moves.

A 13 de novembro, o auditório da AMAL recebe LINDA MARTINI. Esta banda de rock nasceu em 2003 e da sua formação fazem parte André Henriques, Cláudia Guerreiro, Hélio Morais e Pedro Geraldes. Desde a edição do primeiro EP, em janeiro de 2006, que a banda tem sido bastante acarinhada, quer pelo público, quer pela imprensa musical e promotores. Prova disso, são as várias distinções de “disco do ano”, a presença e espaço de antena constantes nos principais veículos de comunicação e a presença assídua em festivais e queimas das fitas.

Em 2006, o single “Amor Combate” foi considerado o single do ano pelo Henrique Amaro da Antena 3 e, no mesmo ano, o disco de estreia – “Olhos de Mongol” foi distinguido como “disco do ano” para os leitores da revista Blitz.

Em 2008 a banda editou um EP em vinil, exclusivamente, continuando um trajeto ascendente e promissor.

2009 foi ano de reedição do álbum de estreia – “Olhos de Mongol” – em conjunto com o primeiro EP – “Linda Martini”, ambos esgotados há muito. Foi também o ano em que a banda foi convidada a fazer um disco gravado ao vivo, pela Optimus Discos.

Em 2010 foi editado o segundo de longa duração – “Casa Ocupada” -, disco que elevou a banda para um outro patamar, contribuindo para isso o som conciso denso e pesado deste novo trabalho. Nunca esquecendo as suas raízes, com um pé no punk e outro no hardcore, em 2015 foi editado o seu quinto disco, 3º longa duração. Este disco, “Turbo Lento”, contou com uma colaboração com Chico Buarque em Febril (Tanto Mar) – sample autorizado.

Em 2016 é editado “Sirumba”, a 4º longa duração de Linda Martini. Afiguram-se como uma banda referência do rock português, cada vez mais consolidados e adultos.

Em 2018 a banda lançou “Linda Martini”, um disco que marcou o reencontro com o rock “mais cru” dos primórdios deste quarteto de Lisboa.

2018 e 2019 demonstram que é ao vivo que a banda mostra toda a sua força, com concertos explosivos, uma máquina bem oleada que cruza velocidade rítmica com serenidade melódica.

Os Linda Martini de hoje podem ser Rock e Fado, Fugazi e Variações, Fela Kuti e Afrobeat, Tim Maia e Funk, sem nunca soarem a outra coisa que não eles. Poucas bandas sabem como remexer e criar desconforto à primeira audição. Da harmonia ao caos, do balanço lânguido às cavalgadas épicas.

Têm estado a compor algumas canções que poderão integrar um novo álbum. Para já, lançaram três temas “E não sobrou ninguém”, “Horário de Verão” e “Taxonomia” e estão com muita vontade de reencontrar o seu público nos concertos em 2021.

Para encerrar este ciclo do SONS NA VILA 2021, a 18 de dezembro, às 21h, o palco do auditório da AMAL acolhe os BEST YOUTH, uma banda formada por dois jovens músicos do Porto: Ed Rocha Gonçalves e Catarina Salinas. As suas canções, compostas em inglês, podem ser descritas como um cruzamento entre indie rock e dream pop eletrónico.

Em 2012 lançaram, pela Optimus Discos, o primeiro EP, «Winterlies», disponível para download gratuito. O primeiro e único single do EP “Hang Out”, foi um dos maiores êxitos de 2012, chegando ao topo dos airplays das mais importantes rádios nacionais. Nesse mesmo ano, os Best Youth foram distinguidos pela revista francesa “Les Inrocks” como uma das principais bandas portuguesas a seguir. Ainda em 2012, tocaram os maiores festivais de Verão como Optimus Alive, Mexefest, Paredes de Coura, SWTmn e Optimus Primavera Sound.

Em abril de 2015, os Best Youth lançaram o primeiro álbum, Highway Moon, que recebeu elogios do público, da imprensa nacional e da crítica especializada. “Red Diamond” e “Mirrorball” foram os singles deste álbum.

O segundo álbum da banda, intitulado Cherry Domino, saiu em junho de 2018 e incluiu os singles “Midnight Rain” e “Nightfalls.

Os Best Youth apresentam um novo single, “Never Belong”, que marca o regresso da banda de Catarina Salinas e Ed Rocha Gonçalves aos inéditos, depois da aventura concerto/storytelling que correu o país com as Demo Tapes. Motivados pela apresentação de novas canções e da necessidade de quebrar o hiato no contacto com o público, voltam a palco com um conceito de espetáculo inteiramente novo.

Para este concerto, a estreia da nova produção irá ser assegurada em palco apenas por Catarina Salinas e Ed Rocha Gonçalves e, claro, nos desdobramentos que farão em palco. Cenicamente, o aprofundar do seu lugar único no panorama musical nacional, fazendo uso da sensualidade de Catarina e da multidisciplinariedade de Ed. Um novo passo na afirmação da criatividade e originalidade da dupla.

Local: Auditório da AMAL

Reservas e bilhetes à venda no Posto de Turismo da Lourinhã e no local, antes do espetáculo

8€ (bilhete concerto) / 20€ (passe geral)

As reservas têm de ser levantadas até 30 minutos antes do espetáculo

 

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