Edição: 251

Diretor: Mário Lopes

Data: 2021/10/17

Colaboração resulta da remodelação prevista no Bloco Operatório Central do HSA

CHL celebra protocolos com a Misericórdia de Leiria e a Clínica da Marinha Grande para área cirúrgica

Licínio de Carvalho e António Coelho, administrador da Clinigrande

O Centro Hospitalar de Leiria (CHL) celebrou, na segunda semana de outubro, dois protocolos de colaboração com a Santa Casa da Misericórdia de Leiria (SCML) – Hospital Dom Manuel de Aguiar e com a Clinigrande – Clínica da Marinha Grande, Lda, para a realização de atividade cirúrgica do CHL nas instalações das duas entidades. Esta parceria resulta da adjudicação da empreitada de remodelação e expansão do recobro do Bloco Operatório Central (BOC) do Hospital de Santo André (HSA), que terá a duração de vários meses e que condicionará grande parte da sua atividade cirúrgica.

Devido à pandemia por Covid-19, o CHL elaborou um circuito do doente cirúrgico suspeito ou confirmado Covid-19 no Bloco Operatório Central do HSA com a afetação de salas exclusivamente a BOC Covid, o que reduziu o espaço disponível para a atividade cirúrgica, conduziu a um elevado número de cancelamentos cirúrgicos, um consequente aumento da Lista de Espera Cirúrgica e dificuldades em cumprir os Tempos Máximos de Resposta Garantidos (TMRG).

Para aumentar a capacidade operatória, de forma a garantir o tratamento cirúrgico atempado dos doentes, o Conselho de Administração do CHL deliberou a 14 de julho, a obra de remodelação e expansão do recobro do BOC, que prevê a dotação de um recobro único, em vez de dois, e o aumento da capacidade de camas, passando de 10 para 15 camas, melhorando também as condições gerais do espaço que será intervencionado.

Esta empreitada tem um custo base previsto de 320 mil euros, que permitirá adaptar o Bloco Central para atividade em ambulatório, e libertará o Bloco de Ambulatório para o Serviço de Oftalmologia pelas especificidades inerentes. A intervenção no BOC possibilitará o aumento da capacidade instalada, com consequente aumento da atividade realizada em regime convencional e em ambulatório, a redução dos tempos de espera para cirurgia e a diminuição do número de doentes transferidos para outros hospitais, no âmbito do SIGIC.

A subcontratação da atividade cirúrgica em regime de locação de instalações terá um caráter excecional, que entra em vigor no dia 1 de novembro e termina no final de maio de 2022. Os doentes do CHL elegíveis para a realização cirúrgica programada com a SCML e a Clinigrande devem estar em lista de espera cirúrgica há mais de um ano, ou incluídos em episódios que ultrapassam os TMRG.

Licínio de Carvalho e Carlos Poço, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Leiria

Assim, o CHL formalizou uma colaboração com a SCML para a utilização parcial do Bloco Operatório e recobro do Hospital Dom Manuel de Aguiar, para atividade cirúrgica programada, preferencialmente em regime de ambulatório, ou em regime convencional, sendo as especialidades cirúrgicas elegíveis a Cirurgia Geral, a Ortopedia e a Urologia. O acordo firmado prevê a cedência de uma sala operatória, de segunda a sexta-feira, no período entre as 8h00 e as 20h00, e uma segunda sala operatória, um ou dois dias por semana, de terça a quinta-feira, no período entre as 8h00 e as 20h00.

O protocolo com a Clinigrande também estabelece a realização de atividade cirúrgica programada, em regime de ambulatório (preferencialmente), ou em regime convencional, com a utilização de uma sala operatória, semanalmente às terças e quintas-feiras, no período entre as 8h00 e as 20h00, nas especialidades cirúrgicas de Cirurgia Geral e Ortopedia.

A SCML e a Clinigrande cedem ainda ao CHL o direito de utilização de até 12 camas para recobro/internamento dos doentes intervencionados. O plano de utilização das salas operatórias é definido e comunicado semanalmente pelo CHL à SCML e à Clinigrande, que deverão assegurar às equipas de cirurgiões e anestesistas do CHL todas as condições físicas e materiais necessários à adequada realização da atividade cirúrgica (como materiais de consumo clínico, que inclui medicamentos, dispositivos médicos, entre outros), bem como todos os cuidados necessários de enfermagem e apoio dado por assistentes operacionais aos doentes desde a sua admissão e até à sua alta, e fornecer os respetivos registos clínicos e administrativos relativos aos doentes intervencionados.

O CHL seleciona e agenda os doentes que serão intervencionados, e obtém o devido consentimento para que a intervenção decorra nas instalações da SCML ou da Clinigrande. A equipa cirúrgica do CHL assegura o pré e pós-operatório dos doentes, garante a alta e, em caso de internamento, a visita diária e seguimento médico do utente intervencionado, tal como presta toda a informação clínica aos doentes e familiares. Por fim, o CHL é responsável pela codificação dos episódios cirúrgicos realizados ao abrigo deste protocolo e respetivo pagamento, após validação das faturas.

Na sessão de assinatura dos protocolos, estiveram presentes no HSA, o Conselho de Administração, os representantes das especialidades cirúrgicas envolvidas do CHL, bem como Carlos Poço, provedor da SCML, e António Coelho, administrador da Clinigrande.

«Entre o CHL e os hospitais privados e sociais da nossa área, além da concorrência, que é saudável, existe aqui mais espaço para sermos complementares e colaborantes. Na pandemia já demos início a este processo com a Santa Casa da Misericórdia de Leiria, e esperamos que seja uma relação “win win” entre o CHL e a SCML e a Clinigrande», referiu Licínio de Carvalho, presidente do Conselho de Administração do CHL.

«Temos o objetivo de ultrapassar os 19 mil doentes cirúrgicos este ano neste centro hospitalar. Neste momento estamos com um crescimento bastante significativo face ao ano 2019, pré-pandemia, e estamos certos que esta colaboração convosco também vai permitir atingir mais facilmente esse objetivo, que não é apenas um desígnio do CHL, mas também do SNS», acrescentou.

Carlos Poço, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Leiria, salientou que «este novo protocolo, semelhante ao anterior, mostra que correu tudo bem e que estão satisfeitos. A Misericórdia tem um objetivo que é servir as pessoas e a comunidade. Se o fazemos bem, tanto melhor!».

«Têm condições para ter uma boa produtividade e as condições de segurança, que é o fundamental, e que mantenham o nível de qualidade exigido. Ficamos muito honrados e muito satisfeitos por utilizarem as nossas instalações e serviços, que ficam à disposição da nossa comunidade, e que contribui para que o CHL mantenha quase ao mesmo nível a atividade, em função da redução devido às obras. Agradecemos a confiança que depositam em nós», terminou o provedor.

«Para nós, esta é uma experiência completamente nova: estamos habituados a trabalhar assumidamente com responsabilidade total, e neste caso a responsabilidade é partilhada. Cria-nos também uma maior responsabilidade em corresponder às expetativas que o CHL nos deposita, e vamos fazer todo o esforço e empenho para que as coisas corram bem», afirmou António Coelho, administrador da Clinigrande.

   Fonte: Midlandcom

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