Edição: 253

Diretor: Mário Lopes

Data: 2021/12/1

Espetáculo promovido pelo Politécnico de Leiria

Pedro Caldeira Cabral traz “A arte dos instrumentos musicais na idade média” ao Teatro José Lúcio da Silva

Pedro Caldeira Cabral

“A arte dos instrumentos musicais na idade média” é um concerto conferência de Pedro Caldeira Cabral que o Politécnico de Leiria vai levar ao palco do Teatro José Lúcio da Silva, no dia 26 de outubro, terça-feira, pelas 21h30. O espetáculo, com produção e programação do Politécnico de Leiria, está integrado no 39.º Festival Música em Leiria, promovido pelo Orfeão de Leiria | Conservatório de Artes (OLCA), e está alinhado com o Plano Nacional das Artes.

O concerto conferência irá indagar sobre as pesquisas iconográficas e outras que Pedro Caldeira Cabral usou para construir instrumentos medievais e através deles chegar à sonoridade. Nas palavras do artista, o espetáculo pretende dar a conhecer a riqueza instrumental da idade média, um período que geralmente se associa às formas mais estáticas da música religiosa, que excluíam o uso dos instrumentos musicais, ilustrando de forma viva o uso dos mesmos nas práticas musicais seculares.

«O Politécnico de Leiria, na sua programação cultural, tem como prioridade criar momentos para a literacia e mediação para as artes. Neste contexto foram já realizados quatro concertos conferência, dois com o maestro Victorino D’ Almeida e outros tantos com a colaboração da Orquestra Metropolitana de Lisboa, em articulação com o Ministério da Ciência e Ensino Superior.

Neles foram tratadas as problemáticas desde a música popular à chamada erudita, com um foco especial na designada música clássica. Agora chegou a vez de partilhar as questões e as sonoridades da música antiga, e neste caso Pedro Caldeira Cabral é uma referência portuguesa e internacional. O cuidado e a atenção persistente que tem dado à música antiga faz dele a pessoa certa para falar com a sabedoria e intensidade sobre o tema», afirma Samuel Rama, pró-presidente do Politécnico de Leiria para a área da Cultura e Bibliotecas.

O trio que protagoniza o espetáculo é composto por Pedro Caldeira Cabral (Viola e Lira de Arco, Baldosa, Cítola, Guitarra Latina, Arrabil, Flauta de Pan, Exabeba, Doçaina, Flauta de Tamborileiro, Dulzaina, Charamela e Gaitas de Fole), Joaquim António Silva (Alaúde, Viola de Arco, Doçaina e Gaitas de Fole) e Fernando Marques Gomes (Baldosa, Exabeba, Tíbia, Atabaque, Atabales, Adufe, Pandeiro, Pandeireta, Darabuka, Trinchos, Crótalos).

«Até um período recente, os musicólogos dispunham apenas de uma informação escassa sobre os instrumentos e o seu uso no contexto da produção musical secular. Atualmente, podemos formar uma imagem muito mais nítida da realidade histórica, sobretudo no que diz respeito aos instrumentos musicais utilizados no espaço cultural ibérico no período trovadoresco. Os instrumentos musicais são hoje considerados e estudados como objetos de Arte em si mesmos, e não apenas como veículos de outra arte: a Música. Podemos hoje refletir sobre as relações entre as Artes Liberais e os instrumentos, bem como a sua dimensão simbólica ou o reflexo das mentalidades em certas técnicas com implicações musicais», pode ler-se na sinopse do espetáculo.

    Fonte: Midlandcom

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