Edição: 253

Diretor: Mário Lopes

Data: 2021/12/1

Autarcas querem a sua localização nas Caldas da Rainha

Autarcas das Caldas reuniram com ministra da Saúde com novo hospital do Oeste na agenda

Vítor Marques, presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha

O presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Vítor Marques, reuniu, no dia 11 de novembro, com a ministra da Saúde, Marta Temido, acompanhado pela vereadora Conceição Henriques, pelo vereador socialista Luís Patacho, pelo líder do movimento independente Vamos Mudar na Assembleia Municipal, António Curado, e pelos deputados municipais do PSD, Filomena Gonçalves e Pedro Marques.

Manifestar um conjunto de preocupações referentes ao estado da Saúde no concelho, e na região, em especial a situação no Hospital das Caldas da Rainha, foi o principal ponto da agenda. Na reunião participaram a presidente do Conselho de Admiração do CHO, Elsa Baião, e o presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco. Sobre a localização do novo hospital para a região Oeste, foi sublinhado pelos autarcas que Caldas detém todas as condições para acolher esta infraestrutura. Desde logo pela centralidade e pelas condições que a cidade tem para receber e fixar os profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) que venham a ser contratados.

A opção pelas Caldas estenderia ainda a área de abrangência a praticamente toda a região Oeste (Torres Vedras, Mafra, Cadaval, Lourinhã, Bombarral, Óbidos, Peniche, Caldas, Nazaré e Alcobaça)  e até a outros concelhos, como Rio Maior.

Por outro lado, se a localização for a sul das Caldas, a abrangência territorial far-se-á sobretudo numa região com maior oferta, dada a proximidade do hospital de Loures, deixando a região a norte, nomeadamente Caldas da Rainha, numa situação comparativamente desfavorável.

Foi também manifestado a Marta Temido que a atual situação – três hospitais e três serviços de urgência na região – resulta num efeito desagregador, que compromete a qualidade do serviço prestado.

Sendo Caldas o polo que, por razões geográficas, mais necessita duma urgência médico-cirúrgica corretamente dimensionada, a melhor solução para os cuidados hospitalares seria a conjugação de um único hospital (nas Caldas da Rainha), complementado com clínicas de ambulatório noutros locais, por exemplo, Nazaré, Peniche e Torres Vedras.

A ausência de um hospital que resolva integralmente as necessidades do Oeste aumenta a desertificação das freguesias do interior que também se confrontam com dificuldades ao nível da prestação de cuidados primários de saúde, como é o caso da Freguesia do Landal, que se encontra sem médico de família.

No que se refere à atual cobertura de cuidados hospitalares no concelho, esta é visivelmente insuficiente, como comprova o protesto espontâneo que se gerou à porta do serviço de urgência, envolvendo enfermeiros e utentes, e de que a comunicação social deu nota.

O hospital tem graves insuficiências de resposta, designadamente nos serviços de laboratório de anatomia patológica, obstetrícia e neonatologia, diabetes, cirurgia ambulatória e cuidados intensivos.

Perante a situação descrita, a governante contrapôs os investimentos que vêm sendo feitos no hospital das Caldas em dotação de enfermeiros mas também na requalificação do serviço de urgência, cuja conclusão está para breve.

No mesmo sentido, Elsa Baião reconheceu que existem dificuldades financeiras e técnicas mas deu nota de um plano diretor para o crescimento do CHO, cuja concretização, porém, não pode ser garantida no curto prazo.

O responsável pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco, referiu que a saída de 154 médicos da região [de Lisboa e Vale do Tejo] contribuiu para os problemas sentidos nas unidades hospitalares e manifestou disponibilidade para uma reunião com as autoridades municipais locais para avaliar a situação.

Marta Temido reconheceu a necessidade de construir um novo hospital do Oeste e a asseverou a intenção do Governo de dar início à sua construção. Todavia, defende que é importante aguardar pelo estudo que a Oeste CIM tem em curso, e sem o qual seria extemporâneo tomar qualquer posição. “Há empenho na construção do Hospital do Oeste e na melhoria dos serviços”, garantiu.

Neste encontro com a tutela, os responsáveis autárquicos falaram também do trabalho que está a ser realizado para a reativação do Hospital Termal.

Face à necessidade de uma nova campanha de vacinação anti-COVID, Vítor Marques deixou a garantia de total disponibilidade para colaborar.

   Fonte: CM|UDM|CMCR

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