Edição: 261

Diretor: Mário Lopes

Data: 2022/8/19

Marinha Grande

Museu Joaquim Correia recebe residência artística da bailarina Inesa Markava

Performance da bailarina Inesa Markava

O Museu Joaquim Correia, na Marinha Grande, foi o local escolhido pela bailarina Inesa Markava para realizar a sua residência artística, durante o mês de novembro, que culminará numa performance apresentada ao público, nos dias 3 e 4 de dezembro, no âmbito das comemorações do 24º aniversário do museu.

A artista tem visitado e trabalhado no Museu Joaquim Correia, para desenvolver uma performance coreográfica, inspirando-se na exposição de fotografia “Arbórea”, de Rute Violante, dedicada aos pinheiros serpentes da Mata Nacional de S. Pedro de Moel, na qual a coreógrafa participa.

O resultado da residência artística será apresentado no dia 3 de dezembro, pelas 10h00, em ante-estreia, para um grupo escolar, e no dia 4 de dezembro, pelas 17h00, para o público em geral, no âmbito da celebração do 24º aniversário do Museu Joaquim Correia.

O público será convidado a mergulhar em imagens, através da linguagem não verbal do corpo em movimento e da música. A performance procura reimaginar os lugares e as memórias coletivas sobre uma das florestas plantadas mais antigas de Portugal.

Como dançam as árvores? “Danças Infinitas” levam-nos numa valsa infinita pela nossa imaginação.

Inesa Markava nasceu em Minsk, na Bielorrússia, país com muitos lagos e florestas. Ainda muito jovem começou os estudos da dança e da música. Em 2002, ingressou na Universidade de Cultura e Artes, em Minsk, e durante 3 anos estudou teatro, arte, gestão, música e organização de atividades artísticas.

Em 2005, ganhou uma bolsa de intercâmbio com Portugal e veio trabalhar para a equipa de programação cultural internacional na cidade de Leiria. Continuou os estudos em dança contemporânea e clássica na Escola de Dança Clara Leão, e em 2006, começou a trabalhar na Sociedade Artística Musical dos Pousos em projetos como o Jardim das Artes e o Berço das Artes. Em 2007, foi convidada para coreografar o projeto Concertos para Bebés, com a direção artística de Paulo Lameiro, que a levou a dançar em diversos palcos da Europa.

Em 2010, terminou a licenciatura em Estudos Artísticos e iniciou o mestrado em Política Cultural na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra com o tema Museus e Educação pela Arte. No âmbito deste mestrado desenvolveu, em 2012, um projeto artístico com o Museu da Imagem em Movimento (MIMO), em Leiria, com o qual mantém colaboração.

Em 2018, participou no Festival Abril Dança, em Coimbra e na Bienal Internacional de Arte de Cerveira.

Seguiram-se novos projetos com os espaços museológicos de Leiria e, em 2021, criou o projeto global Museus Imaginários, numa lógica de mediação artístico-cultural de conteúdos e património através da linguagem da dança contemporânea.

Em julho de 2021 concluiu o seu doutoramento em Arte Contemporânea no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra, sobre o tema da permeabilidade da dança contemporânea no contexto expositivo, com a tese intitulada Território entre. A dança no espaço expositivo.

     Fonte: GCRP|CMMG

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