Edição: 253

Diretor: Mário Lopes

Data: 2021/12/1

Opinião

A semana passada

Nuno Catita

Na passada semana tive oportunidade de participar em dois eventos e, com as devidas diferenças, foram duas enormes e positivas surpresas. A primeira foi no âmbito da comemoração dos 40 anos da AIRO, Associação Empresarial da Região Oeste, uma associação bastante abrangente a nível territorial e com todas as provas dadas no apoio às empresas, ao empreendedorismo, à formação e criação do próprio emprego e a sua especial envolvência com vários estabelecimentos de ensino dá-lhes uma capacidade de envolvência no desenvolvimento empreendedor muito acima da média de associações desse tipo.

A organização desta comemoração de quatro décadas de vida, espelha o empenho e o brio que as sucessivas direções têm conseguido implementar e fazer vingar. Arrisco em afirmar que a surpresa foi transversal a todos os convidados, talvez não tanto aos que lidam frequentemente com a AIRO e com a sua direção, pois essa experiência permite-lhes olhar para este evento como uma consequência da qualidade que impera na associação. Qualquer organização ligada a empresas não precisa de mais nada, a não ser seguir este exemplo.

Dias mais tarde uma nova surpresa. Dei por mim no Centro Cultural Gonçalves Sapinho, na Benedita, para assistir a um concerto dos Moonspell. Ouvi falar pela primeira vez nesta banda em 1995, quando a editora do grupo me ofereceu o CD Wolfheart. Confesso que só ouvi os primeiros segundos de cada música e desisti. Não era realmente o meu estilo. Vinte e seis anos depois, um convite não recusável, fez com que voltasse a ouvir o Fernando Ribeiro. Uma sala cheia de gente, uma parte significativa vestindo as t-shirts dos Moonspells apuraram a minha vontade em voltar a tentar gostar deste tipo de música.

Mais de uma hora e meia depois, fiquei encantado com a peculiar forma deste grupo em arrebatar a plateia e com a disponibilidade e simpatia com que cada um deles preencheu o palco. A curiosidade e o encanto deste concerto, leva-me a concluir que, vou ter de adquirir o álbum 1755, lançado há 4 anos.

Dois eventos e duas agradáveis surpresas.  Dois exemplos distintos, um por falta de melhor conhecimento e outro por ter sido colocado de parte pela primeira impressão, e que, décadas depois, me dão esta sensação de querer recuperar o tempo perdido.

A AIRO provou que não se limita a ser, também faz questão de parecer e os Moonspells provaram que nem tudo o que me pareceu é.

O que é que a AIRO e os Moonspells têm em comum? Permitiram-me ter uma grande semana.

   Nuno Catita

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