Edição: 264

Diretor: Mário Lopes

Data: 2022/11/26

Apesar da Confederação dos Agricultores de Portugal estar preocupada com as consequências da invasão russa da Ucrânia

CAP garante que “não se prevê neste momento qualquer falta de produtos alimentares”

Cultura de girassol

A Direção da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) manifestou, no dia 10 de março, preocupação com as consequências da invasão russa da Ucrânia, mas garante que “não se prevê neste momento qualquer falta de produtos alimentares no espaço da União Europeia, de que Portugal faz parte.”

A Direção da CAP admitiu ao Tinta Fresca que, “naturalmente, esta é uma situação preocupante em primeiro lugar para as empresas que exportam para a Rússia e para a Ucrânia, designadamente dos setores agroalimentar, da cortiça e dos vinhos, especialmente dos vinhos verdes. No entanto, é uma situação preocupante para a economia de uma forma geral, desde logo pelo agravamento dos custos da energia e dos combustíveis, que afeta a atividade económica de uma forma transversal.”

Relativamente à escalada do preço dos alimentos, a Confederação dos Agricultores de Portugal considera “normal que um aumento dos custos de produção para as empresas, por exemplo através dos encargos com a energia e dos combustíveis, acabe por se refletir no custo final pago pelos produtos por parte dos consumidores, embora seja difícil fazer previsões a esse nível, até porque o conflito está em constante evolução.”

Quanto às principais dificuldades para o setor agrícola, a CAP adianta que “para além das dificuldades relativas ao conjunto das atividades económicas, particularmente por via do agravamento do custo dos combustíveis e da energia em geral, o setor agroalimentar será afetado ao nível das dificuldades em exportar para estes mercados. Acresce que os produtos que não puderem ser exportados ficarão no mercado interno europeu, contribuindo para desgastar os preços pagos aos produtores e a sua estabilidade financeira.”

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