Edição: 264

Diretor: Mário Lopes

Data: 2022/11/26

Através das Comunidades Intermunicipais das Regiões de Coimbra e de Leiria

Autarcas querem incluir Leiria e Coimbra na 1ª fase do comboio de alta velocidade

Reunião das duas Comunidades Intermunicipais

As Comunidades Intermunicipais da Região de Coimbra (CIM RC) e da Região de Leiria (CIMRL) reuniram-se, esta segunda-feira, dia 21 de março, em Condeixa-a-Nova, para debaterem vários temas da atualidade com destaque para a futura linha de alta velocidade, a situação da guerra na Ucrânia e as prioridades regionais ao nível das acessibilidades, transportes e mobilidade. As políticas de coesão, descentralização de competências e ainda a necessidade de clarificação do futuro aeroporto da região Centro foram também temas em debate pelos 29 municípios que integram as duas CIM de Coimbra (19) e CIM de Leiria (10).

A nova linha de alta velocidade incluída no Programa Nacional de Investimentos 2030 (PNI2030), foi um dos destaques da reunião e motivo de posição conjunta das CIM que defendem “como investimento prioritário para o desenvolvimento do país e dos seus territórios”, e sublinham que “é absolutamente indispensável que as cidades de Coimbra e Leiria estejam integradas na 1ª fase da rede de Alta Velocidade, devidamente interligadas com os restantes serviços ferroviários e rodoviários no sentido de promover a intermodalidade”.

Esta iniciativa conjunta preconiza agregar as fases 1 e 2 do plano divulgado pela empresa Infraestruturas de Portugal, I.P., previstas concluir apenas em 2030, mas que os autarcas querem antecipar e dinamizar o projeto que só será competitivo se antecipar o investimento e otimizar o tempo de viagem Porto-Lisboa.

Na verdade, esta linha Porto-Lisboa de alta velocidade apenas dará um salto qualitativo e disruptivo no serviço ferroviário que o país tanto precisa, se for mais competitiva e eficiente face às demais alternativas.

Autarcas presentes

Nesta opção a cidade de Leiria, por exemplo, ficará a somente 39 minutos de Lisboa (de comboio, atualmente, esse trajeto é feito, na melhor das hipóteses, em 3h08m) a 18 minutos de Coimbra e a 47 minutos do Porto.

Com esta iniciativa das CIM da Região de Leiria e da Região de Coimbra, o projeto seria desenvolvido em apenas duas fases, iniciando-se a 1ª fase com a construção do troço entre Porto/Soure/Leiria/Carregado, a concluir de 2026 a 2028, e permitirá fazer a viagem Porto-Lisboa em 1h17. Já até 2030, na segunda fase seria concluída a ligação entre Carregado/Lisboa-Oriente, esse tempo ficará reduzido para os prometidos 1h15.

Ao nível das acessibilidades, a CIM Região de Coimbra e a CIM Região de Leiria defendem, a conclusão dos investimentos previstos no Plano Rodoviário Nacional, com especial ênfase na conclusão das intervenções nas principais ligações rodoviárias dos seus territórios, como sejam, entre outros, o IP3, o IC6 e o IC8.

A CIM Região de Coimbra e a CIM Região de Leiria defendem também como prioritário e estratégico para as duas regiões e para o País o fortalecimento e o reforço do investimento no Porto da Figueira da Foz.

Sobre a Guerra da Ucrânia, as CIM da Região de Leiria e da Região de Coimbra assinalam, com grande preocupação e tristeza, a trágica situação de conflito que se vive na Ucrânia, bem assim assumem a disponibilidade conjunta em colaborar no esforço nacional de solidariedade de bens, serviços e meios de apoio, em especial no acolhimento e integração dos cidadãos ucranianos que venham para Portugal.

Na segunda cimeira entre as duas organizações, esteve também em cima da mesa o Plano de Recuperação e Resiliência, o financiamento da descentralização de competências do Estado para os municípios, e ainda o futuro aeroporto na região Centro foram igualmente temas em debate.

Neste particular, a CIM de Coimbra e a CIM de Leiria acordaram a criação de um grupo de trabalho para sustentar um aeroporto internacional na região Centro, a única região-plano do país sem uma infraestrutura aeroportuária, procurando envolver neste trabalho as demais comunidades intermunicipais da região Centro, com vista a encontrar uma posição “uniforme e estabilizada, quer do ponto de vista técnico, quer do ponto de vista político”.

  Fonte: CIMRL

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