Edição: 258

Diretor: Mário Lopes

Data: 2022/5/19

Tomar Inovação Social: todos podemos ser empreendedores sociais

Programa Portugal Inovação Social apresenta Projetos do concelho de Tomar

Sessão decorreu no auditório da Escola Secundária Jácome Ratton

Decorreu no auditório da Escola Secundária Jácome Ratton, na segunda-feira, dia 4 de abril, a sessão “Tomar Inovação Social”, que teve como objetivo apresentar o Programa Portugal Inovação Social e alguns dos projetos envolvidos no mesmo que se estão a desenvolver no concelho de Tomar.

Após as boas-vindas e o enquadramento feitos pelo diretor do Agrupamento de Escolas Templários, Paulo Macedo, e pela vereadora Filipa Fernandes, a iniciativa começou por contar com a intervenção de Alexandra Neves, da equipa técnica do Portugal Inovação Social, que explicou que esta medida se destina a apoiar empreendedores sociais, em ações com financiamento comunitário a 70%, sendo que implicam a existência de um investidor social, a quem cabe investir o valor remanescente.

Explicou que os projetos têm que ter vários atores, sendo que o que caracteriza os empreendedores sociais é que são apaixonados por uma causa mas que depois se vão dedicar a aprofundar o estudo sobre essa mesma causa, e só assim é que é possível avançar com estes projetos que implicam, obrigatoriamente, a utilização de uma metodologia que ajude a perceber, de facto, como evoluiu a situação.

Presentes estiveram dois desses empreendedores. Rute Galvão, representando a Associação de Saúde Mental do Médio Tejo, apresentou o projeto IntegrativaMente, cujo investidor social é a Comunidade Intermunicipal, e que pretende intervir na área a que a associação se dedica, sob o lema “mais do que cuidar, capacitar”, ou seja, dar condições a quem é abrangido para ter uma maior autonomia na sua vida.

Vindo de fora, mas figura bem conhecida a nível nacional do trabalho na área da inclusão, Salvador Almeida, da Associação Salvador, começou por explicar um pouco da sua história de vida para demonstrar como o acidente que o deixou tetraplégico despoletou aquela que se tornou a sua missão: capacitar as pessoas com deficiência para poderem ter uma vida ativa, num país em que, afirma, se estima que um milhão de pessoas tenha alguma deficiência e a maior parte delas não saiam de casa. No âmbito da Inovação Social, a associação conta com o programa “+Acesso para todos – Por comunidades mais inclusivas”, de que o Município de Tomar também é parceiro.

A vereadora Filipa Fernandes referiu que a pandemia primeiro, e agora a guerra, têm feito com que haja um recrudescimento do número de pessoas afetadas na área da saúde mental, razão pela qual é fundamental o projeto IntegrativaMente. Por outro lado, manifestou a sua posição de que Tomar tem que ser uma cidade completamente acessível, algo que tem que ser pensado em conjunto e não apenas pela autarquia, que, todavia, já está a fazer todas as novas obras de acordo com as necessidades de acessibilidade.

Referindo a importância da criação de projetos na área social a nível concelhio, a vereadora apresentou em seguida os dois embaixadores tomarenses para esta área: Helena Rico, que, deslocando-se em cadeira de rodas, é uma ativista da causa da acessibilidade e uma presença constante em atividades culturais, e Tiago Silva, estudante na Escola Jácome Ratton, a quem o facto de ter nascido sem pernas nunca limitou a sua enorme energia e que, por exemplo, pratica natação.

Exemplos de pessoas que, como referiu Salvador Almeida, não devem ser vistas como coitadinhas, mas também não como heróis, antes como cidadãos iguais aos outros que, como todos nós, têm características próprias e necessidades específicas. E, para isso, o programa Inovação Social pode ser uma alavanca.

    Fonte: GCI|CMT

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