Edição: 258

Diretor: Mário Lopes

Data: 2022/5/19

Square Kilometre Array (SKA) tem redes instaladas na África do Sul e na Austrália

Faculdade de Ciências da Universidade do Porto participa na construção do maior radiotelescópio do mundo

Square Kilometre Array (SKA) é o maior telescópio alguma vez construído

A Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), a ATLAR, startup sediada na Pampilhosa da Serra, e a Critical Software venceram o concurso de desenvolvimento de software de serviços e infraestruturas do software que garantirá o funcionamento do Square Kilometre Array (SKA), o maior telescópio alguma vez construído.

O SKA vai permitir que a astronomia inicie uma viagem científica muito mais profunda do que a que fez até aqui. Com a construção das duas maiores redes de radiotelescópios alguma vez vistas, a recolha de dados será muito superior à existente.

O telescópio será composto por duas redes instaladas na África do Sul e na Austrália, sendo o primeiro composto por 197 antenas orientáveis de 15 metros de diâmetro, e o segundo por 131.072 antenas periódicas de registo fixo. Para que o funcionamento e a utilização ótima destas duas redes sejam assegurados, é necessário desenvolver software e soluções informáticas que garantam a sua implementação.

Na verdade, a ligação da FCUP ao projeto do Square Kilometre Array Observatory (SKAO) remonta a 2014, ano em que passou a estar envolvida nas “fases de desenho e pré-construção” do radiotelescópio. Desde essa altura, a faculdade “teve sempre entre um e três académicos a trabalhar a tempo inteiro para o SKA”, como explica Dalmiro Maia, do Observatório Astronómico Prof. Manuel de Barros da FCUP.

Com este concurso, a FCUP “vai trabalhar sobretudo sobre a Software Defined Infrastructure”. Uma vez que “as cadeias de processamento dos dados e de controlo dos telescópios que fazem parte do SKA têm de ser independentes do hardware físico”, é necessário que “o processamento, armazenamento e comunicação das várias cadeias de controlo dos telescópios e processamento dos dados” sejam definidas em software.

Dalmiro Maia diz estarem a ser criadas “máquinas virtuais” cujas características “seguem sempre os mesmos padrões específicos, não interessando qual a plataforma de supercomputação que está a ser utilizada”.

A FCUP vai criar e disponibilizar essas máquinas virtuais em “plataformas de supercomputação”, monitorizando o seu desempenho, desenvolvendo ainda “ferramentas para que as várias equipas possam correr os seus códigos de forma segura e eficiente”.

Recorde-se que Portugal é um dos membros fundadores do SKAO, que se constituiu em fevereiro de 2021 e é a Agência Espacial Portuguesa que atua em nome do Governo português nesta matéria, promovendo a comunidade científica e as empresas nacionais no quadro deste organismo e reforçando a presença do país nos principais palcos mundiais.

      Fonte: FCUP

 

 

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