Edição: 259

Diretor: Mário Lopes

Data: 2022/6/27

Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche

PS rejeita proposta do PSD para construção do Hospital do Oeste e reforço de investimento nas unidades existentes

Unidade de Caldas da Rainha do Centro Hospitalar do Oeste

O PSD apresentou uma proposta de aditamento ao Orçamento do Estado para 2022, que visava incluir a construção do novo edifício do Centro Hospitalar do Oeste no plano de investimentos em novas unidades de saúde, devendo o processo concursal ser lançado até ao final de 2022. Todos os grupos parlamentares votaram a favor desta proposta, à exceção do Partido Socialista.

O Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais de Torres Vedras, Caldas da Rainha e Peniche e serve cerca de 300 mil habitantes daqueles três concelhos, assim como de Óbidos, Bombarral, Cadaval e Lourinhã e parte dos concelhos de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e de Mafra (com exceção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estêvão das Galés e Venda do Pinheiro).

A criação de um hospital central para o Oeste é considerada consensual, assim como a necessidade de melhorar as unidades do Centro Hospitalar do Oeste já existentes, que têm ultrapassado, nos últimos anos, grandes obstáculos de funcionamento.

A falta de recursos humanos capazes de fazer face ao aumento exponencial da procura é a principal crítica feita pelas unidades de Torres Vedras, Caldas da Rainha e Peniche, cujos serviços de urgência se encontram “em situação limite”.

Perante a deterioração dos serviços, que já levou ao pedido de demissão de vários profissionais por falta de condições para realizar a devida atividade assistencial e uma digna prestação de cuidados de saúde aos utentes, o PSD propôs que o concurso para a obra fosse iniciado em 2022. Propôs ainda que, durante a construção do novo Centro Hospitalar do Oeste fosse reforçado o investimento nas unidades de Torres Vedras, Caldas da Rainha e Peniche, garantindo o rácio de recursos humanos necessários para permitir uma adequada resposta assistencial.

Ao votar isoladamente contra esta proposta, o Partido Socialista demonstrou não partilhar da preocupação do PSD. O problema aparenta ainda não ser reconhecido pelo governo, que se escusa assim a incluir esta tão necessária obra na proposta de lei de Orçamento do Estado para 2022.

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