Edição: 261

Diretor: Mário Lopes

Data: 2022/8/19

Marinha Grande

Grupo Vangest lidera um dos consórcios que contratualizam apoios ao investimento nas Agendas Mobilizadoras

António Costa

A Nerlei (Associação Empresarial da Região de Leiria), Politécnico de Leiria e Comunidade Intermunicipal de Leiria (CIMRL) estão entre os co-promotores do consórcio “Embalagem do Futuro”, liderado pelo grupo Vangest, com sede na Marinha Grande, e que representa 104 milhões de euros de investimento e envolve 84 entidades, na sua maioria da região de Leiria.

Os primeiros contratos relativos às chamadas Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), foram assinados no sábado, dia 23 de julho, com 13 consórcios empresariais, numa cerimónia realizada no Museu da Eletricidade, em Lisboa, e que contou com a presença do primeiro-ministro.

A Agenda de Inovação “Embalagem Do Futuro” apresenta-se como uma iniciativa coletiva de carácter transformador dirigido ao setor das embalagens, capaz de alterar de forma estrutural o perfil produtivo da Região de Leiria e, consequentemente, contribuir para a prossecução dos principais objetivos definidos no PRR e para Portugal até 2030.

Note-se que esta proposta resulta dos trabalhos iniciados pelo Gesrl (Gabinete Económico e Social da Região de Leiria), uma iniciativa concretizada pela CIMRL, Politécnico de Leiria e Nerlei e reúne um consórcio de 84 entidades nacionais (empresariais e não empresariais do Sistema de I&I) liderado pela Vangest, empresa sedeada na Marinha Grande, com um longo histórico na área dos moldes e que atualmente fornece serviços integrados, com recurso às tecnologias mais atualizadas e dedicadas à produção para indústrias muito exigentes nas áreas automóvel, aeroespacial, eletrónica e médica.

Representantes da Nerlei, Politécnico de Leiria e CIMRL estão entre os co-promotores do consórcio “Embalagem do Futuro”, liderado pelo grupo Vangest

Na Agenda propõe-se a investigação, desenvolvimento, produção/fabrico e comercialização à escala global de soluções de embalagem mais ecológicas, mais digitais e mais inclusivas, que se materializem em pelo menos 45 novos produtos e/ou serviços resultantes de atividades de I&D coletivas, assim como no desenvolvimento de novos processos a adotar ao longo de toda a cadeia de valor do setor das Embalagens, desde as matérias-primas e subsidiárias, design de produto engenharia, moldes e ferramentas, processamento e fabrico, sistemas de informação e transição digital, marketing social, recolha/logística e reciclagem, com impacto na melhoria da eficiência dos processos.

Simultaneamente, são propostas iniciativas relacionadas com cinco apostas. A primeira é a qualificação dos recursos humanos, a partir da criação de cursos modulares e de um doutoramento de interface em parceria com as empresas, a segunda a criação de uma infraestrutura científica dedicada à e investigação e à prestação de serviços na área do Life Cycle Assessment e impacto Ambiental.

A terceira é o desenvolvimento de um esquema de “Certificação de Embalagem Sustentável” que avalie indicadores, dados, processos e equipamentos, atestando o impacto no desenvolvimento sustentável e na transição digital e a quarta a implementação de uma estratégia comum de sensibilização ambiental das populações (piloto nos municípios da CIMRL). Por último, a promoção e divulgação das iniciativas e soluções do presente Pacto a nível global.

Esta Agenda Mobilizadora tem subjacente uma proposta de investimento de 104 milhões de euros, repartido por 52,6 milhões de euros (51%) para investimento produtivo, 49 milhões de euros (47%) para investigação e desenvolvimento (I&D), e 2,5 milhões de euros (2%) para qualificação, formação e apoio à internacionalização, encontrando-se distribuído pelo território nacional e com maior incidência em empresas da região de Leiria (72,24%).

O conjunto de investimentos previstos no consórcio “Embalagem do Futuro” deverão ser realizados até dezembro de 2025 e ao nível de postos de trabalho criados nas entidades integrantes do consórcio em resultado do projeto, para as 68 entidades empresariais se considera criar, pelo menos 102 postos de trabalho diretos, com tendência crescente, nos anos seguintes, quer de forma direta e indireta, para fazer face às necessidades da procura, esperando-se criar pelo menos 1.500 postos de trabalho diretos e indiretos.

Na sessão de assinatura de contratos, o Ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, afirmou que as Agendas Mobilizadoras são o «elemento do PRR mais emblemático» e que «pode conduzir à transformação do perfil da economia portuguesa», criando «setores exportadores de alta tecnologia».

Na mesma ocasião, o primeiro-ministro, António Costa, afirmou que «tem sido uma agradável surpresa a reação que, quer o tecido empresarial, quer o sistema científico, têm tido a este desafio», através do qual o Governo quer «alterar estruturalmente o perfil da economia portuguesa.

As Agendas Mobilizadoras para a Inovação Empresarial são um projeto integrado no PRR – Plano de Recuperação e Resiliência, financiado pela União Europeia.

     Fonte: CIMRL

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