Edição: 264

Diretor: Mário Lopes

Data: 2022/11/30

Sofia Escobar e Banda Sinfónica de Alcobaça encantam com magia dos musicais

Cistermúsica conclui a 30.ª edição com plateia esgotada no Mosteiro de Alcobaça

Sofia Escobar

Chegou ao fim uma das edições mais especiais do Cistermúsica – Festival de Música de Alcobaça que viveu no concerto de encerramento uma verdadeira noite de apoteose perante uma plateia esgotada. Foram mais de 400 os espetadores que assistiram na Cerca do Mosteiro de Alcobaça a uma memorável viagem através do mundo d’As Mais Belas Canções dos Musicais pela mão da Banda Sinfónica de Alcobaça, sob a direção de Rui Carreira, e pela voz da convidada Sofia Escobar, uma das mais talentosas e proeminentes cantoras portuguesas, com carreira firmada no género dos musicais.

Nesta edição, que prestou homenagem a Alexandre Delgado – diretor artístico do festival entre 2002 e 2019 — o público marcou presença para 4 programas que apresentaram obras do compositor: O Concerto para Viola e Orquestra, o concerto encenado Rei Lear, a Pequena Suite Laurissilva e a divertida ópera O Doido e a Morte, que foi acompanhada de três obras vocais, também de Alexandre Delgado. O festival prestou também tributo a António Victorino d’Almeida, tendo sido apresentadas 3 obras da sua autoria: a Abertura Clássica, o Quarteto “Meditações inquietas sobre um dia de Abril” e Lisboa em Camisa.

André Cunha Leal, que com Rui Morais é responsável pela direção artística do Cistermúsica, realça que “o festival é uma das realidades mais bem conseguidas no panorama dos festivais em Portugal e a prova disso mesmo é esta edição: foram 43 concertos em que a par da música erudita — que é o epicentro do festival — temos também o jazz, a música do mundo, vamos ao mundo dos musicais, temos aqui um pouco de tudo… e isto significa que o Cistermúsica se afirma como o festival a ter em conta em Portugal e que torna Alcobaça numa capital da música durante o verão.”

Nesta 30ª edição, as cores da imagem do festival — ouro sobre azul — foram o prenúncio para uma edição marcada pelo ecletismo e plena de atuações inesquecíveis, entre as quais recordamos as descobertas da Música Cisterciense com o Ordo Virtutum de Hildegarda Von Bingen pelo Ars Choralis Coeln (Alemanha), a mestria jazzística de John Pizzarelli (EUA) que interpretou canções de Nat King Cole, a música sacra alemã pelo Voces Cælestes & Real Câmara, o virtuosismo do Quarteto Esmé (Coreia do Sul) na música de câmara, a celebração gospel do The Black Heritage Choir (EUA) na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, a auspiciosa estreia de Sefarad Project e o surpreendente Ensemble Vocal Aura, entre muitos outros momentos memoráveis.

Quanto aos números, nesta sua 30.ª edição, e ao longo de 38 dias, o Cistermúsica tornou a superar algumas marcas atingidas no ano anterior, tendo acolhido um total de 58 agrupamentos (somando 846 intérpretes) em 43 espetáculos presenciados por 7662 espetadores, duplicando a assistência registada em 2021. No concelho de Alcobaça realizaram-se 36 concertos, sendo que os restantes foram apresentados em 6 concelhos, desde Évora até Arouca, passando por Porto de Mós, Marinha Grande, Odivelas e Lisboa. A direção do festival estima que esta edição tenha provocado na economia local um impacto direto superior a 20.000€.

O Festival de Música de Alcobaça voltará no próximo ano, centrando a sua programação, como habitualmente, durante o mês de julho e será dedicado à Música no Feminino e aos 150 anos do nascimento de Sergei Rachmaninoff.

     Fonte: DS|DC|AMA

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