Edição: 264

Diretor: Mário Lopes

Data: 2022/11/30

Deputados do PSD questionam o ministro da Saúde

Grávidas estão com dificuldade em agendar exames no hospital de Leiria que podem detetar malformações nos fetos

Ecógrafo

Um grupo de 19 deputados do PSD questionou, no dia 22 de setembro, o ministro da Saúde, através de uma Pergunta na Assembleia da República, sobre a falta de resposta do serviço de Obstetrícia do Hospital de Leiria em agendar consultas e exames no primeiro trimestre de gravidez de mulheres da área do Centro Hospitalar de Leiria, por dificuldade de resposta daquele estabelecimento hospitalar em responder a todos os pedidos de consulta.

Os parlamentares do PSD adiantam que “foi hoje noticiado que, por falta de resposta do serviço de Obstetrícia do Hospital de Leiria, algumas mulheres grávidas estão a ter dificuldade em agendar consultas e exames no primeiro trimestre da sua gravidez, por dificuldade de resposta daquele estabelecimento hospitalar em responder a todos os pedidos de consulta. Esta falta de acesso foi denunciada por médicos de família, que se depararam com recusas de agendamento para exames, tendo igualmente sido confirmada pelo próprio Centro Hospitalar de Leiria.”

Na verdade, atualmente os médicos de família encaminham as mulheres grávidas, no primeiro trimestre, para o hospital, a fim de estas realizarem a primeira ecografia e o rastreio bioquímico, procedimento que nem sempre é possível efetuar por impossibilidade de marcação da consulta para a grávida.

Neste contexto, a falta de resposta das instituições particulares com protocolo com o Serviço Nacional de Saúde (SNS), nas quais os tempos de espera para a realização de uma ecografia superam, muitas vezes, os três meses, agrava ainda mais o problema, principalmente num quadro de significativo aumento da taxa de mortalidade materno-infantil como é aquele que se verifica em Portugal nos últimos anos.

Importa finalmente ter presente que a não realização dos exames em causa, especialmente a primeira ecografia e o rastreio bioquímico, pode ter consequências nefastas para a saúde materno-infantil, na medida em que aqueles exames podem contribuir para a deteção precoce de eventuais malformações nos fetos.

Assim os deputados do PSD questionam o ministro da Saúde se confirma o Governo que o Centro Hospitalar de Leiria está presentemente a recusar a mulheres grávidas, o agendamento de consultas e exames no primeiro trimestre da sua gravidez.

Deputados Ricardo Baptista Leite, Hugo Patrício Oliveira, João Marques, João Barreiras Duarte, Olga Silvestre, Rui Cristina, António Maló de Abreu, Cláudia Bento, Fátima Ramos, Fernanda Velez, Guilherme Almeida, Pedro Melo Lopes, Helga Correia, Hugo Maravilha, Inês Barroso, Mónica Quintela, Jorge Salgueiro Mendes, Miguel Santos e Patrícia Dantas questionam ainda, em caso afirmativo, que medidas foram, estão ou serão tomadas para garantir que estas situações de falta de acesso não se voltam a repetir.

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