Edição: 267

Diretor: Mário Lopes

Data: 2023/2/3

Pelo transbordo do leito de alguns cursos de água e ribeiras

Caudais do rio Tejo devem manter-se até terça-feira mas prevê-se ocorrência de cheias pontuais

Cheias de Constância em 2013

A precipitação que se tem sentido em Portugal gerou um aumento considerável dos níveis hidrométricos e caudais do rio Tejo e seus afluentes. Mantendo-se a situação atual, e de acordo com a previsão meteorológica para a bacia do Tejo, prevê-se que os caudais lançados no Rio Tejo pelos seus afluentes se mantenham altos. A pluviosidade que se tem feito sentir e a prevista origina a ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento e a ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água e ribeiras.

Além disso, prevê-se a instabilização de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, podendo ser potenciados pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por

artificialização do solo, o arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública e piso rodoviário escorregadio e formação de lençóis de água.

Efeitos Verificados:

Município de Santarém
 Submersão da E.N. 365-4 na Ponte dos Alcaides

Município de Almeirim
 ER- A2 (ligação entre a EN 114 e EN 368) – Interdita por falta de escoamento.

Município de Constância:
 Estrada do Campo Coutada / Tramagal – Interdita por falta de escoamento.

Município da Golegã:
 CM nº 1, Estrada dos Lázaros – Submersa

Município de Mação:
 EM 519 – Submersa

É espectável nas próximas horas, uma manutenção dos caudais do rio Tejo.

Neste sentido aconselha-se:

 Retire, das zonas confinantes, normalmente inundáveis, equipamentos agrícolas, industriais, viaturas e outros bens;

 Leve os animais para locais seguros, retirando os rebanhos que se encontram nas zonas que serão provavelmente inundáveis;

 Não atravessar com viaturas ou a pé estradas ou zonas alagadas;

 Manter-se informado através dos Órgãos de Comunicação Social ou dos Agentes de Proteção Civil, desenvolvendo as ações necessárias para a sua proteção, da família e bens.

O CDOS de Santarém, em articulação com a Agência Portuguesa do Ambiente, IP, EDP produção, Serviços Municipais de Proteção Civil e Agentes de Proteção Civil, continuará a acompanhar a situação e emitirá outros comunicados que se entendam necessários.

Para mais informações, consulte os sítios na internet da ANPC (www.prociv.pt), Instituto Português do Mar e Atmosfera (www.meteo.pt), e APAmbiente (http://snirh.inag.pt/index.php?idMain=2&idItem=2).

     Fonte: CDOS|Santarém 

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