Edição: 267

Diretor: Mário Lopes

Data: 2023/2/3

Associando-se à paralisação marcada para esta terça-feira

Bloco de Esquerda de Torres Vedras manifesta apoio à luta dos professores do concelho

O Bloco de Esquerda de Torres Vedras, associa-se e apoia a luta dos professores do concelho, nas suas reivindicações, associando-se à paralisação marcada para esta terça-feira, 10 de janeiro, nas escolas da cidade, nomeadamente a proposta unificada de greve aos dois primeiros tempos, com cordão humano à porta de cada um dos estabelecimentos: São Gonçalo, Madeira Torres, Henriques Nogueira e Vítor Melícias.

Está também ao lado dos professores que participam, nos cordões humanos que se realizam nesse mesmo dia, noutras escolas do concelho e da região Oeste, bem como dos docentes que se irão manifestar nos dias 14 de janeiro e 11 e de fevereiro em Lisboa.

Para o Bloco de esquerda, as lutas dos professores, educadores e outros profissionais da educação são justas e representam um mal-estar acumulado de vários anos, que culminou com o anúncio da intenção do Governo em alterar os concursos de forma a que as contratações passassem a ser feitas, em grande medida, por concelhos de diretores organizados por CIM, incluindo critérios como o perfil para projetos educativos.

A gota de água foi colocar em causa dos concursos nacionais de lista graduada, bem como a recente passagem de competências da educação, incluindo recursos humanos, para as CCDR.

Os docentes têm outras razões de queixa como o elevado tempo como contratados, as longas deslocações sem apoio para o efeito, fazendo com que os contratados permaneçam nesta condição por mais de 15 anos, com um salário pouco acima dos mil euros e sem apoios para uma segunda casa.

Também a carreira está estagnada em dois escalões onde há cotas no acesso e na avaliação de desempenho, o que na prática faz com que reine nas escolas um regime de injustiça e mal-estar, sem que a maioria passe do meio da carreira, mesmo sendo bem avaliado. Isto reflete-se em baixos salários e, consequentemente ainda mais baixas reformas.

Coma crescente falta de professores, que se agravará nos próximos anos, a solução deveria ser atrair novos profissionais e acarinhar os que ainda estão no ativo, precisamente através de melhores condições de trabalho e de carreiras justas e dignas.

Desta forma, o Bloco está ao lado dos professores e educadores em todas as lutas, independentemente das forças sindicais que as organizem, na certeza que é na união da classe que está a sua força. Trata-se da reposição de direitos e justiça que, neste momento, não existem nesta profissão.

     Fonte: CC|BE|TV

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