Edição: 282

Diretor: Mário Lopes

Data: 2024/5/30

Obras nos claustros D. Afonso V e D. João I devem estar concluídas maio

Intervenções no Mosteiro da Batalha no âmbito do PRR ascendem a 2,7 milhões de euros

Joaquim Ruivo, Raul Castro, José Carlos dos Santos e Isabel Cordeiro

A secretária de Estado da Cultura, Isabel Cordeiro, apresentou, no dia 27 de janeiro, as obras de conservação e restauro no Mosteiro da Batalha, no âmbito do PT 2020 e do programa de intervenção no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR). As intervenções já estão concluídas no claustro D. Afonso V, bem como na nova Loja do Mosteiro, estando a decorrer ainda no Claustro D. João I. As obras representam um investimento de 1 milhão e 100 mil euros, suportado em 85% por fundos comunitários. No entanto, a DGPC prevê que até final de 2025 seja efetuado um novo conjunto de intervenções no Mosteiro da Batalha, no valor de 1 milhão e 600 mil euros, no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), anunciou João Carlos dos Santos, diretor-geral do Património Cultural.

Na ocasião, Joaquim Ruivo, diretor do Mosteiro da Batalha, mostrou-se satisfeito mas considerou que apesar do investimento relevante efetuado com estas intervenções, este “não é suficiente” para as necessidades do monumento. Para o diretor além de “conservar e requalificar o nosso património é também urgente relacionar estas pedras com as novas gerações” porque “os jovens portugueses conhecem mal o seu património”.

Intervenção de Isabel Cordeiro

João Carlos Santos lembrou que, desde 2012, a DGPC investiu no Mosteiro da Batalha mais de 3,4 milhões de euros, mas “esta intervenção de conservação e restauro do Claustro Real é única e emblemática”, uma vez que “incide sobre um dos espaços mais icónicos deste monumento”, sendo o objetivo geral conseguir o equilíbrio físico-químico dos materiais, bem como um acabamento equilibrado e harmonioso, que não altere nem perturbe a leitura histórica e estética do conjunto monástico.

O diretor da DGPC lembrou que, além das intervenções nos dois claustros, foram também efetuadas obras de adaptações de espaços para portaria e loja, somando um investimento superior a 1,1 milhões de euros, comparticipados em 85% por fundos comunitários e os restantes 15% por verbas nacionais. A obra de “Conservação e Restauro dos Claustros D. João I e Afonso V” foi consignada em 9 de dezembro de 2021 e prevê-se que esteja concluída até 15 de maio de 2023.

Além deste investimento, até final de 2025 terá de ser executado um novo conjunto de intervenções no Mosteiro da Batalha, no valor de 1 milhão e 600 mil euros, no âmbito do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), anunciou o diretor-geral do Património Cultural, João Carlos dos Santos, sendo que se prevê a recuperação das coberturas da Sala do Capítulo, a requalificação do Jardim do Claustro, a revisão do sistema elétrico e de equipamentos de segurança integrada, além da conservação e restauro das Capelas Imperfeitas.

Exposição

O próximo quadro de fundos comunitários também será aproveitado para financiar obras no Mosteiro da Batalha: o plano de intervenção de conservação e restauro da pedra das fachadas e do interior da igreja, a desenvolver de forma faseada, está avaliado em 2,5 milhões de euros, que dependem de candidatura ao PT 2030, explicou o diretor-geral do Património Cultural.

Para Raul Castro, este momento “demonstra a prova de confiança no município da Batalha para ser parceiro geral das obras que estão a ser executadas, para que em 2025 tenhamos um Mosteiro com uma nova imagem”, defendendo que “esta parceria deve ser um bom hábito a manter para o futuro”, com o objetivo de “manter e preservar um dos ex-libris mais importantes do país, que traz até nós centenas de milhares de pessoas para visitar este monumento.” O autarca realça que esta parceria se revela de “grande importância, não só para os agentes da cultura, não só para a população em geral, mas também para a economia local”.

A finalizar, Isabel Cordeiro agradeceu ao Município da Batalha o apoio e a agilização dos processos de contratação pública, salientando que estas intervenções são “importantes do ponto de vista de conservação e restauro, mas também a pensar na fruição pública” porque “aqui serão criadas melhores condições de apresentação de concertos e outras atividades culturais”, considerando ainda “2023 um ano importante” para a Cultura e para o Mosteiro da Batalha.

Inauguração da nova Loja do Mosteiro da Batalha

Após a cerimónia, procedeu-se à visita às obras, acompanhada por Fátima Lera, da IN SITU, empresa responsável pelas intervenções, tendo sido possível constatar que no Claustro de D. Afonso V, a obra já está concluída e revela os alçados e galerias em todo o seu esplendor, enquanto no Claustro de D. João I, a intervenção de conservação e restauro ainda está em curso.

Durante a visita, a secretária de Estado da Cultura, Isabel Cordeiro não escondeu a satisfação pelo evoluir das intervenções, relançado que “estamos a ver uma intervenção muitíssimo bem executada, dou os parabéns, as equipas merecem, fico muito contente”.

A manhã terminou com a inauguração oficial da nova Loja do Mosteiro, que foi deslocada do interior do monumento para o final do circuito de visitação, estando também agora disponível o seu acesso pelo exterior.

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