Edição: 281

Diretor: Mário Lopes

Data: 2024/4/12

Porto de Mós

Morreu Alexandre Patrício Gouveia, mentor da Fundação Batalha de Aljubarrota

Alexandre Patrício Gouveia

O Conselho de Administração da Fundação Batalha de Aljubarrota comunicou, no dia 12 de março, o falecimento do seu Presidente e principal impulsionador, Dr. Alexandre Patrício Gouveia, por doença prolongada, sublinhando que “Alexandre Patrício Gouveia deixou a sua marca em Portugal através do seu exemplo de integridade, caráter e de defesa inabalável das causas e valores em que acreditava. À sua determinação e a sua visão materializaram-se em contributos ímpares em todas as atividades que desenvolveu, sempre com incomparável dedicação e generosidade.”

Com uma rara capacidade de inspirar todos os que com ele se cruzaram e animado por um espírito patriótico de missão pela História e Cultura portuguesas, a ele se deve a promoção e defesa da classificação do Campo Militar de São Jorge e dos vários campos militares relacionados com as Guerra da Independência no final do século XIV (Atoleiros, Trancoso e Aljubarrota), assim como as Guerra da Restauração do século XVII (Linhas de Elvas, Ameixial e Montes Claros) a recuperação de património cultural, a visão e a execução de toda a atividade desenvolvida pela Fundação, destacam Miguel Horta e Costa, Diogo Lucena e Gustavo Guimarães.

Um dos seus projetos mais acarinhados consistiu na conceção e construção do Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota, um equipamento cultural já visitado por centenas de milhares de pessoas, com especial destaque para os estudantes portugueses.

Estaremos para sempre gratos pelo seu altruísmo, dedicação e exemplo que deixa como testemunho e herança à Fundação e a Portugal. ”

 

Também o Conselho de Curadores, constituído por Daniel Proença de Carvalho, Jaime Nogueira Pinto, Manuel Braga da Cruz e Manuel Pinto Barbosa, destaca que “tendo presidido à Administração da Fundação desde o seu início, por decisão do Fundador António Champalimaud, Alexandre Patrício Gouveia dedicou os últimos 20 anos da sua vida na recuperação e divulgação dos principais campos de batalha associados à Guerra da Independência (1383 a 1432) e à Guerra da Restauração (1640 a 1668), e em especial o campo da Batalha de Aljubarrota, proporcionando aos portugueses, aos turistas que nos visitam e aos investigadores da nossa história, o melhor conhecimento dos acontecimentos aos jovens na confiança de um futuro para Portugal e um exemplo de patriotismo e de mecenato de que o País tanto precisa. “

 

As cerimónias fúnebres irão realizar-se em Lisboa, na Basílica da Estrela, onde o corpo estará em câmara ardente, a partir das 18 horas de segunda feira, dia 13 de março. Às 13 horas de terça-feira, será celebrada Missa de corpo presente, saindo o funeral, às 14 horas, para Vila Nogueira de Azeitão.

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