Edição: 281

Diretor: Mário Lopes

Data: 2024/4/22

Vereadores do PSD acusam Joaquim Ruivo de escolher música de Zeca Afonso e outras músicas revolucionárias

Vereadores do PSD criticam presidente da Assembleia Municipal: “25 de Abril na Batalha não é de todos”

Joaquim Ruivo com a vereação da Câmara Municipal da Batalha, no dia da tomada de posse

Vereadores do PSD acusam Joaquim Ruivo de escolher música de Zeca Afonso e outras músicas revolucionáriasEsta segunda-feira, dia 24 de abril, os vereadores eleitos pelo PSD Batalha apresentaram em sede de reunião de câmara um voto de protesto  sobre as comemorações do 25 de abril no concelho.

Por exclusiva decisão do Presidente da Assembleia Municipal, Joaquim Ruivo, e dos elementos do Movimento “A Batalha é de Todos”, foi agendada uma sessão comemorativa do dia 25 de abril, dia da Revolução dos Cravos, a realizar nas Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha, “com concertos evocativos de Zeca Afonso e de outras músicas revolucionárias, bem ao jeito de uma certa esquerda radical que tomou o dia 25 de abril como uma evocação ideológica e dos valores do PREC”, acusam os autarcas socias democratas.

Para a Sessão Solene comemorativa do 49º aniversário do 25 de abril, a organização da Assembleia Municipal simplesmente ignorou os elementos da oposição, não convidou sequer toda a vereação da Câmara Municipal e foi ao pormenor de pretender escolher quem em nome do Partido Social Democrata poderia intervir na dita Sessão Solene.

Para os vereadores do PSD na Câmara Municipal, “esta atitude prepotente envergonha a Democracia e revela afinal que a «Batalha não é de Todos», bem pelo contrário, cada vez mais parece ser apenas de alguns privilegiados que se consideram donos das instituições públicas da Batalha, confundindo os deveres de direção de uma Instituição do Estado com a ação política e ignorando os princípios básicos da convivência democrática, na qual o valor das oposições é tão relevante como aqueles que momentaneamente exercem o Poder.

Por essa razão, os vereadores eleitos pelo PSD recordam a Joaquim Ruivo e aos responsáveis do Movimento Independente que a democracia é de todos. Dentro dos limites previstos na Constituição, na qual nem todos parecem conhecer, as expressões políticas e ideológicas não implicam inerências nem privilégios na relação de qualquer organização com o sistema democrático.

Para o PSD e os seus eleitos, “não basta proclamar os valores da democracia, é preciso mesmo acreditar que dela emanam o Estado de Direito e as liberdades que tornam possível o debate político, a liberdade de imprensa e de expressão, bem assim o respeito pela diferença de opinião e um profundo conhecimento da história e luta pela democracia que muitos batalhenses se envolveram no 25 de abril, mas também dos meses seguintes, onde um punhado de homens bons desta terra impediram que os defensores do PREC tomassem conta das empresas e do poder local.”

Nestas circunstâncias, os representantes democraticamente eleitos pelo Partido Social Democrata consideram que “os valores da liberdade jamais podem ser confundidos com este tipo de atitudes autoritárias” e expressam “o seu mais veemente protesto pela ação do presidente da Assembleia Municipal e diretor do Mosteiro da Batalha, que faz uso da dupla qualidade para iniciativas políticas de mera fação política, pelo que não poderão contar com a nossa adesão ou concordância. Infelizmente, na Batalha o 25 de abril não é de todos!”

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