Edição: 281

Diretor: Mário Lopes

Data: 2024/4/22

Bombarral é a localização escolhida pelo Governo

Câmara de Caldas da Rainha decreta luto pela perda do novo Hospital do Oeste no concelho

O presidente da Câmara Municipal de Caldas da Rainha, Vítor Marques, decretou luto pela perda da localização do novo Hospital do Oeste nas Caldas da Rainha. “

Apesar de todos os esforços coletivos que a edilidade caldense tem vindo a fazer para que o Novo Hospital do Oeste fique em Caldas da Rainha e Óbidos, foi já anunciado pelo ministro da Saúde, Manuel Pizarro, que vai ser construído no Bombarral.

Vítor Marques alega que tal decisão não levou em conta os argumentos de peso que Caldas, em conjunto com Óbidos e Rio Maior, foi apresentando, designadamente num parecer técnico da Universidade de Aveiro, obtido pelo Município de Caldas da Rainha, que aponta graves lacunas ao estudo que indica como localização preferencial o Bombarral.

A decisão desconsiderou ainda “o duro golpe que o decorrente encerramento do Hospital de Caldas desfere sobre a saúde dos caldenses e de todos os habitantes do Oeste Norte, especialmente os mais frágeis e os mais desfavorecidos” e “os efeitos económicos e sociais profundamente negativos que se abaterão sobre a cidade e sobre o concelho, com o encerramento do Hospital de Caldas.”

“Quando nos batemos pela construção do Novo Hospital em Caldas e Óbidos, não estamos a lutar apenas por um novo equipamento, estamos, sobretudo, a lutar por não perder uma unidade de Saúde onde o Município se prepara para investir cerca de 700 mil euros – cerca de 70% do custo total da obra – e que é absolutamente vital para a saúde e a qualidade de vida dos caldenses, para o progresso económico da região e para a manutenção da coesão deste território no panorama regional e nacional”, defende Vítor Marques.

“Aos caldenses não basta o consolo de poderem aceder a cuidados de saúde a 20 minutos, para aqueles que têm carro próprio e autonomia financeira para se deslocarem. Aos caldenses importa, acima de tudo, a garantia de que todos estão cobertos por cuidados hospitalares de proximidade e que uma decisão do Estado Central não deixe uma onda de devastação social e económica no seu concelho, que nenhuma medida compensatória poderá aliviar”, acrescenta.

Enquanto autarca, não posso aceitar uma decisão que vai claramente contra os interesses da população que me elegeu, por maioria de razão quando essa decisão implica o fim de cuidados hospitalares no Concelho. Estamos em luta pelo Hospital. Eu luto pelo Hospital”, conclui.

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