Edição: 281

Diretor: Mário Lopes

Data: 2024/4/18

Terceira edição do galardão premeia trabalho na área do Lúpus

Centro de Investigação do CHL atribui Prémio de Investigação José Ribeiro Vieira ao reumatologista Diogo Jesus

Diogo Jesus

O Centro de Investigação do Centro Hospitalar de Leiria (CHL) atribuiu no dia 29 de junho o Prémio de Investigação CHL – José Ribeiro Vieira a Diogo Jesus, assistente hospitalar de Reumatologia com o trabalho intitulado “Systemic Lupus Erythematosus Disease Activity Score (SLE-DAS) enables accurate and user-friendly definitions of clinical remission and categories of disease activity”. Este prémio do CHL tem o objetivo de distinguir trabalhos de investigação realizados pelos profissionais da instituição e simultaneamente estimular a investigação científica.

Na terceira edição deste galardão, o trabalho vencedor incide num estudo realizado em Itália e em França, e que propõe a obtenção e validação de definições da Doença do Lúpus Eritematoso Sistémico (SLE) para atividades da doença e estado de remissão clínica. No âmbito desta tese foi desenvolvida e testada uma calculadora online SLE-DAS e testada a avaliação dos peritos a doentes com SLE. A investigação concluiu que esta calculadora se revelou precisa e fácil de usar para definir o estado de remissão clínica do SLE e as categorias de atividade da doença.

Após a atribuição do Prémio no auditório do Hospital de Santo André (HSA), o Centro de Investigação do CHL promoveu a segunda conferência do seu ciclo de conferências, subordinada ao tema “Co-design participativo: uma abordagem de investigação para explorar intervenções em saúde”, com a oradora convidada Sandra Neves, professora e vice-diretora – Design Research Fellow – do Laboratório de Investigação em Design e Artes (LIDA) do Politécnico de Leiria.

Sandra Neves foi a oradora convidada

«Porquê o co-design participativo como abordagem de investigação para explorar as intervenções em saúde? As pessoas, mesmo comprometidas com uma doença, podem contribuir para esta abordagem participativa. Por exemplo, na área da demência é importante o envolvimento dos pacientes em todas as fases do processo», explicou Sandra Neves, e apresentou dados sobre a demência: em Portugal afeta 182.521 pessoas e é expectável que este número aumente para 322.000 em 2037.

«O Co-design permite melhorar a qualidade do Sistema Nacional de Saúde, beneficiando os profissionais de saúde, os utentes e os familiares, porque têm distintas experiências e pode ter impacto em todos. Os investigadores estão focados em diferentes formas de participação com o objetivo de desenvolver uma parceria igualitária e recíproca com profissionais de saúde, utentes e cuidadores de familiares», realçou Sandra Neves.

Nesse contexto de investigação, o LIDA tem como objetivo melhorar a qualidade de vida das pessoas e procura, na voz de Sandra Neves, «criar oportunidades a investigadores, estudantes, indústria, instituições de saúde e público em geral para responder aos desafios que a saúde apresenta nos dias de hoje».

Sandra Neves detalhou os projetos nos quais o LIDA está a trabalhar envolvendo o CHL: «Temos o projeto Safetrack, que utilizou uma abordagem de co-design participativo, para explorar como poderíamos responder à segurança do utente durante a sua passagem pelo serviço de urgência hospitalar, criando um sistema de monitorização individual».

As horas que o doente passa no serviço de urgência aguardando a primeira observação médica, são cruciais para o desfecho final já que alguns doentes vão-se agravando durante este período de tempo e como tal a sua monitorização pode permitir detetar sinais de alarme de uma forma precoce. O projeto Safetrack envolveu três fases: na primeira fase, foi necessário compreender as preocupações e necessidades das pessoas; na segunda, foi realizado um workshop de co-design envolvendo os profissionais; e na terceira etapa, o início do processo de prototipagem conduzido pelos profissionais.

«O principal objetivo deste projeto foi apoiar a participação dos profissionais de saúde e dos utentes na partilha de experiências no processo de design. Tivemos uma melhor compreensão da viagem do utente desde a entrada a saída da urgência, sendo possível identificar os problemas de monitorização de utentes no serviço de urgência hospitalar. Concluiu-se que seria interessante para os utentes visualizar o progresso em relação ao tempo de espera no hospital. Deste projeto resultou um relatório e uma exposição realizada em parceria com o CHL, que acontecerá em setembro, pois é importante partilhar estas metodologias e estas formas de trabalho com a comunidade», destacou Sandra Neves.

     Fonte: Midlandcom

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