Edição: 281

Diretor: Mário Lopes

Data: 2024/4/20

Santarém

BE defende obras para evitar fugas na rede e reutilização da água tratada e critica transvases e barragens

Barragem de Castelo do Bode

A candidatura do Bloco de Esquerda pelo distrito de Santarém reuniu com a empresa pública Águas do Ribatejo, em Salvaterra de Magos, no dia 12 de fevereiro. O candidato à Assembleia da República, Bruno Góis, aproveitou a iniciativa para relevar o impacto que a falta de água tem em todo o Ribatejo e que este problema tem tendência a agravar-se, à medida que a emergência climática avança. Góis defendeu que “é preciso investir mais nas redes de abastecimento, para reduzir as perdas de água elevadas que se registam em todo o distrito de Santarém” e que “a água tratada, geralmente, não é reaproveitada para regas e limpezas, por exemplo”, o que, a seu ver “constitui uma falha grave no que concerne à proteção do ambiente e põe em risco as pessoas e economia ribatejanas”.

Bruno Góis, foi recebido pelo presidente do conselho de administração e pelo diretor-geral da empresa, tendo-se feito acompanhar pelos também candidatos bloquistas Luís Gomes, Diogo Gomes e João Pedro Monteiro.

BE garante que transvases e barragens não resolvem a falta de água

Na questão hídrica, o Bloco de Esquerda deixou claro que “obras megalómanas, como transvases ou mais barragens, não resolvem o problema da falta de água”, além de serem “ideias dispendiosas e irrealistas, que atacam a preservação da natureza e da biodiversidade e que não oferecem perspetivas de desenvolvimento económico para o Ribatejo”.

O candidato à Assembleia da República pelo Bloco, Bruno Góis, reconheceu que as empresas responsáveis pelo abastecimento de água “têm, ainda, um caminho a percorrer para reduzir as perdas de água e a implementar mecanismo de reaproveitamento das águas tratas” e saudou os “esforços desenvolvidos nos últimos anos para mitigar o problema”.

No entanto, o candidato pelo distrito de Santarém reclamou a centralidade da questão hídrica para o Ribatejo e para o país e assumiu que defenderá, no Parlamento português, medidas como “a revisão do Plano Nacional da Água e os consequentes investimentos na região, sejam para reduzir perdas de água, sejam para aumentar a reutilização das águas tratadas”, “a revisão da Convenção de Albufeira, para permitir a manutenção de caudais ecológicos no Rio Tejo”, “a modernização das ETAR de Alcanena e Seiça” e a “instauração de apoios a pequenos e médios agricultores para que adotem tecnologias de rega mais eficientes”.

     Fonte: CD|BE|Santarém

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