Edição: 281

Diretor: Mário Lopes

Data: 2024/4/20

Mecanismo por cabo será um novo passo rumo à descarbonização

Câmara da Nazaré aprova abertura de concurso internacional para Funicular

Futuro Funicular da Nazaré

A Câmara Municipal da Nazaré aprovou esta terça-feira, dia 27 de fevereiro, por unanimidade, o Projeto de Execução do Funicular da Pederneira e autorizou a abertura do procedimento de Concurso Público com publicidade internacional de uma obra destinada a ligar dois [de três] núcleos populacionais que formam a sede do concelho da Nazaré.

O contrato de concessão do apoio financeiro, assinado em novembro de 2023, entre a Estrutura de Missão “Recuperar Portugal” [EMRP] e o Município da Nazaré, enquadra esta obra na Componente C21 do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), disponibilizando o montante global de 10.000.000,00 € (dez milhões de euros).

Este investimento, que teve início a 1 de fevereiro de 2022 e cuja conclusão se aponta para março de 2026, visa proporcionar transportes públicos sustentáveis, numa extensão aproximada de 200 metros, entre a Praia e a Pederneira, que passarão a integrar uma rede de transportes acessíveis a pessoas com mobilidade reduzida e às bicicletas, reduzindo a necessidade de utilização do carro particular em pequenas deslocações.

De acordo com a sua memória descritiva, está prevista a construção de um edifício de quatro pisos [com aberturas em vidro que permitirão, ao utilizador, apreciar a paisagem] e a aposta num jogo de luzes, que remeterão para a imagem de um farol, à noite.

Do edifício, que ligará o futuro terminal rodoviário à Pederneira, sairá o mecanismo por cabo, com capacidade para 40 passageiros em cada viagem, prevendo-se que possa transportar até 300 pessoas por hora, em cada sentido.

“A sua execução tem um elevado potencial de reduzir o número de automóveis em circulação, reduzindo as emissões de gases com efeito de estufa associados, ao mesmo tempo que contribui, substancialmente, para o objetivo mitigação das alterações climáticas, reforçando a rede de transporte público na vila, criando condições de mobilidade mais resilientes e menos vulneráveis, designadamente quanto a fenómenos meteorológicos extremos e a disrupções nas cadeias de abastecimento em resultado dos efeitos das alterações climáticas”, refere o documento.

    Fonte: SM|GCI|CMN

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